A IIIª Guerra Mundial tem sido, desde o início, guerra híbrida e assimétrica, com componentes económicas, de subversão, desestabilização e lavagens ao cérebro, além das operações propriamente militares. Este cenário era bem visível, desde a guerra na Síria para derrubar Assad, ou mesmo, antes disso.

domingo, 21 de março de 2021

PARA ESTE MAL NÃO EXISTE IMUNIDADE


 Tenho reflectido muito em relação ao assunto que ocupa as primeiras páginas da comunicação social, do debate político, etc. Apenas me tenho coibido de fazer uma espécie de crónica quotidiana desse fenómeno de massas chamado COVID-19, porque estaria a somar a minha voz à gritaria, à cacofonia geral. 

Mas hoje, depois da conversa na véspera com um amigo médico e de um sono reparador me ter clarificado um pouco o espírito, pus-me a reflectir sobre alguns aspectos abordados na dita conversa. 

Entre muitos argumentos, que apresentei ao meu amigo, que estava muito reticente em considerar a hipótese de uma campanha institucional enganadora do público, para fazer a todo custo passar a ideia de uma necessidade sanitária de vacinação geral da população, apresentei o seguinte:

- O Professor Raoult, num recente vídeo, apresenta uma série de gráficos da pandemia de coronavírus, entre os quais alguns que mostravam - em paralelo - o quase desaparecimento da incidência (quer de casos detectados, quer de mortes) da gripe sazonal, neste período de pandemia de COVID-19. O fenómeno deste quase desaparecimento era notório nos países da Europa Ocidental, onde praticamente todos tinham tomado medidas estritas de confinamento, distanciamento social, uso obrigatório de máscaras... (não me refiro à campanha de vacinação em curso; os gráficos cobriam o período ANTERIOR à mesma).

Um facto muito curioso, se pensarmos que a gripe sazonal tem características muito semelhantes, quanto ao modo de transmissão: o vírus da gripe propaga-se pelo ar, pelas gotículas em suspensão, depois de alguém infeccioso ter espirrado ou tossido. Uma interpretação apressada dos dados, seria que a gripe sazonal foi eficazmente barrada pelas medidas contra o coronavírus... mas isso é absolutamente impossível.

O facto, mesmo em ciência, surge a partir de múltiplas observações no terreno, ou seja, é sempre construído. Não me custa acreditar que as pessoas encarregues de identificar e tratar os doentes com doença respiratória aguda, durante a presente crise do COVID, tenham muitas vezes tomado a decisão de assumir que estavam perante um caso de COVID, tendo apenas verificado depois (e nem sempre), que efectivamente existia um teste positivo do referido vírus. O próprio teste estava a ser usado de modo impróprio, sendo impossível sabermos realmente a partir dos testes positivos, quantos casos eram efectivamente de COVID (uma enorme percentagem de falsos positivos, por outras palavras). Muitos pacientes foram diagnosticados como padecendo de COVID, quando na verdade tinham outra doença pulmonar infecciosa aguda. A gripe sazonal é de todas elas, sem dúvida, a mais banal. 

Lembremos que no início do surto de coronavírus no Norte de Itália, em Fevereiro/Março de 2020, os óbitos foram sujeitos a autópsia, aliás contra a directiva da OMS que achava demasiado perigoso fazer-se uma autópsia a doentes falecidos com COVID: Os médicos que efectuaram essas autópsias, depararam-se com um quadro de co-morbilidades, ou seja, havia presença de outros vírus ou bactérias (três ou quatro agentes patogénicos, nalguns casos), conjuntamente com a presença de coronavírus. Isto acontecia em cerca de 95% dos casos. Tal incidência não deve espantar ninguém, pois o coronavírus ataca de forma severa as pessoas cujo sistema imunitário foi fragilizado, pela doença, pela idade, por várias afecções debilitantes.     

Mas este facto foi sonegado, eludido, pois era preciso que o coronavírus surgisse como «um terrível vírus mortífero, contra o qual não existia remédio»... Embora, graças a supressão de informação sobre resultados terapêuticos positivos, usando a hidroxicloroquina: Tudo se conjugava para que houvesse a tão desejada campanha mundial de vacinação, preconizada pelo GAVI, pela Fundação Bill e Melinda Gates, pelas grandes farmacêuticas e governos dos Estados ocidentais, muito céleres em firmar contratos onde as ditas farmacêuticas tinham garantia de vender muitos milhões de doses, e com uma total impunidade jurídica sobre acidentes devidos às vacinas. 

Agora, com o recuo de um ano inteiro, com as estatísticas das doenças infecciosas respiratórias que vão surgindo (estatísticas oficiais de organismos públicos da União Europeia), o facto de haver um quase desaparecimento da gripe sazonal, que costuma infectar uma percentagem enorme das pessoas e ser causa de morte nos idosos, em particular, precisa duma explicação séria:

- Ou houve um «efeito de barragem» muito eficaz da máscara e das medidas de distanciamento, quanto à gripe e esta não conseguiu propagar-se eficazmente pela população, como costumava. Mas, neste caso, como se explica a ineficácia ou fraca eficácia das mesmas medidas para o coronavírus, quando ambos estes vírus respiratórios têm o mesmo modo de transmissão? Não deveria a epidemia de COVID ter sido derrotada, da mesma forma que a gripe sazonal o foi?

- Ou as estatísticas de morbilidade e mortandade relativas ao coronavírus foram (intencionalmente, ou não!) inflacionadas com outras doenças infecciosas pulmonares, sendo a mais vulgar a gripe sazonal. Daí a colecta de muito poucos casos respeitantes a esta infecção corriqueira, no entanto mortal, para um certo número de cidadãos, exactamente dos mesmos grupos de risco que os relativos ao COVID. 

Não consigo imaginar como que «um efeito protector» do COVID em relação à gripe, que haveria se houvesse uma muito rápida ocupação do terreno pelo COVID, não deixando tempo a que a gripe se instalasse. 

A capacidade de infecção dos dois é semelhante, apesar das avaliações muito exageradas, que nos serviu a media. Em boa verdade, ela foi alimentada por alguns trapaceiros revestidos de «gurus» do coronavírus (como Anthony Fauci nos EUA, Neil Ferguson no Reino Unido, etc...). Porém, quase simultaneamente, os dados eram corrigidos por epidemiologistas famosos, como o Prof. Ioanidis (da Universidade de Stanford, EUA), ou  microbiologistas médicos, como o Prof. Raoult (do Centro de Doenças Contagiosas de Marselha, França). No entanto, quer a média, quer os governos, fizeram ouvidos moucos, sendo certo que os primeiros tinham obrigação deontológica de imparcialidade, não sonegando as interpretações que divergiam das «oficiais»; quanto aos segundos, tinham obrigação estrita de se dotarem de painéis diversificados de cientistas reputados. 

- Haverá algo mais grave, em relação aos governos e seus máximos responsáveis, do que terem-se deixado levar por pseudo-peritagem de pessoas cuja área do saber era a matemática estatística, e não a biologia ou a medicina ?!

Enfim, creio que não se pode persistir neste erro, sem o tornar um crime ainda maior. A persistência torna o crime cada vez mais grave - pelas suas consequências - a cada dia que passa.

O confinamento ad eternum ou os confinamentos intermitentes, a pretexto de «novas variantes», são fugas para a frente, absurdas do ponto de vista epidemiológico, como qualquer epidemiologista poderá explicar. Se os governantes não seguem os bons conselhos de quem sabe, apenas ouvindo aqueles que lhes dizem o que eles querem ouvir, não há dúvida que estão empenhados, que são comparsas, no crime. 

O mal para o qual não existe imunidade - creio que o leitor já compreendeu - é a estupidez... 

 PS1: Uma história grotesca, um pesadelo? Veja: https://www.youtube.com/watch?v=80Vz7tZLuBI

sexta-feira, 19 de março de 2021

O COLAPSO EM UMA IMAGEM

 

A imagem é retirada do vídeo...

«The Standard of Living of Many Americans Will Change Painfully in Coming Months! U.S. Economy Broke»

https://www.youtube.com/watch?v=Q2qbmYNnjgI

Meu comentário:

Um dólar, em 1913, tinha um valor muito maior que em 2020. O dólar perdeu, desde então, 97% do seu poder aquisitivo. Seria necessário os salários terem aumentado, pelo menos, na mesma proporção para que as pessoas mantivessem o mesmo poder de compra, apesar da descida contínua do valor da divisa na qual são pagas. O dólar é um dos casos menos maus: Muitas divisas em papel deixaram de existir, outras perderam o seu valor real muito mais depressa que o dólar.

A hiper-inflação será a conclusão final da perda de valor aquisitivo do dinheiro-fiat, quer se trate do dólar, ou doutras divisas. 

A degradação do poder aquisitivo das pessoas irá levar à descida de muitas abaixo do limitar de pobreza. Mas, além disso, levará a que os comércios, as pequenas indústrias, fiquem em situação de falência. 

A crise dita «do COVID» mas - na realidade - engendrada intencionalmente pelas oligarquias, «levou ao tapete» as economias, em particular as pequenas e médias empresas, fortemente dependentes para o seu negócio do poder aquisitivo dos consumidores. 

Os «estímulos» decretados pelos governos e bancos centrais, são sobretudo para salvação das grandes empresas, cotadas em bolsa. Mas, o tecido empresarial é sobretudo composto pelos muitos milhares de empresas não cotadas. 

Também os assalariados não serão «resgatados do naufrágio» porque o que lhes é dado, é uma esmola; dão-lhes uma parte do salário, embora não estejam a produzir. Dar uma esmola, é como atirar uma bóia furada a um náufrago; muito depressa a bóia esvazia-se e ele é tragado pelas ondas. 

Para preservar o valor do que ganhámos, num ou noutro momento da nossa vida, a solução é a conversão de pequenas e grandes poupanças em ouro: Uma moeda de dólar-ouro dos EUA de 1913,  hoje vale mais 95%, em dólares-papel, do que naquela data. 

Os discursos descartando o ouro como refúgio, são enganadores. Aliás, quem os faz, sabe bem o que expus acima. Conclui-se que terá, provavelmente, interesse em manter o público num logro.

Dólar, euro, libra, ou criptomoedas... Tudo isso são moedas ou divisas «fiat», destituídas de valor intrínseco. O seu valor vai diminuindo e tenderá para zero, ao contrário dos metais monetários (ouro e prata). 

Estes, são reconhecidos como intrinsecamente valiosos em qualquer parte do mundo; são sempre cambiáveis por moeda local; têm muitas aplicações industriais e têm uma história de utilização monetária de mais de 5000 anos. Por isso, são muito mais confiáveis do que as divisas cuja produção e valor dependem de instituições, os bancos centrais e os governos.



quinta-feira, 18 de março de 2021

[Valérie Bugault] DO ESTADO PROFUNDO AO GOVERNO MUNDIAL


 Nesta esclarecedora entrevista, Valérie Bugault explica, com base em factos muitas vezes ignorados, a transição da geopolítica baseada no Estado-nação, para a dominação das grandes corporações mundializadas. Estas entidades trans-nacionais têm sido as principais beneficiárias da geo-política, ao nível mundial. 
Uma inteligente análise histórica do Direito, em particular concentrando-se na perda do Direito Continental Europeu e a progressão o Direito Anglo-saxónico, mostra como tal transição foi decisiva para a hegemonia da finança mundial.

Mostra que o que passa por «democracia», é antes a forma de captura da esfera política pelos negócios, pela grande banca, pela alta finança. 

ps1: Como complemento ver Réaction 19 - La censure, que mostra como funciona a censura na Europa. A liberdade já foi «cancelada».

quarta-feira, 17 de março de 2021

BIOGRAFIA DE BACH + PAIXÃO SEGUNDO S. MATEUS


 

Em complemento, uma excelente interpretação da Paixão Segundo S. Mateus de J. S. Bach, pela Netherlands Bach Society:

                                        


terça-feira, 16 de março de 2021

PARADIGMA TECNOCRÁTICO VERSUS PARADIGMA BIOLÓGICO*

 Estamos a viver uma transformação -real e profunda- em todos os domínios. A começar pela nossa própria capacidade de subsistência. E, indo ao ponto de subverter as nossas imagens/representações do mundo, os nossos valores, a nossa maneira de nos relacionarmos com os outros e com a Natureza. 

Esta mudança tectónica, que eu venho observando, tem como característica a deslocação de muito do que nos era dado como adquirido: a convicção do poder da ciência para resolver nossos problemas, por exemplo... 
Mas, a um nível mais fundamental, modifica-se a nossa relação íntima com o mundo das coisas, dos objectos. Estou falando de objectos tecnológicos, como o telemóvel, por exemplo. De simples coisas úteis, de «escravos mecânico-electrónicos», ao serviço dos homens, tornaram-se objectos sem os quais «não podemos viver». 

Somos dependentes destes objectos tecnológicos, propriamente como um adito de drogas duras em relação à sua dose quotidiana de heroína, cocaína, ou outra substância. 
Não é necessário haver ingestão ou incorporação física no organismo, não é necessário haver uma substância que transita no nosso corpo e vai modificar os sinais ao nível das sinapses neuronais. O adito pode ser caracterizado como alguém que está necessitado de reforço constante de um estímulo, e este pode não ser químico: pense-se nos viciados do jogo; a sua «injecção» é de dopamina, que é gerada no próprio cérebro, estimulado pela excitação do jogo. Do mesmo modo, a dependência que se instalou, sorrateiramente, para a maior parte das pessoas, com a «necessidade» de estar permanentemente «conectado», vai induzir uma transformação social. Mas, note-se, que ela não é programada, nem planeada, pelos que dominam as redes de poder com perversa  inteligência: não, estes mecanismos são antes aproveitados a vários níveis, sobretudo para consolidar o poder. 
Para mim, não há dúvida que continuamos a viver numa sociedade sujeita a divisão em classes, em que uma classe, ou uma fracção ínfima da população, detém o comando e pode «viciar o jogo». Mas, também sei que os que estão por baixo, os desapossados, tendem a exagerar o poder dos que os governam; tendem a considerar que os poderosos são omnipotentes, quando estes mascaram sua ignorância através do teatro do poder, da representação, da narrativa ininterrupta, que inunda o espaço público... é isso que os torna poderosos, ao fim e ao cabo. 
- De que serviriam as armas dos seus exércitos, de suas polícias ... se os indivíduos que as accionam não se sentissem convencidos e obrigados a cumprir as ordens que vêm de cima? 
- De nada lhes serviria um aparato tecnológico de vigilância, se nós decidíssemos colectivamente, retomar os nossos relacionamentos a um nível pessoal, apenas utilizando a Internet como uma espécie de aperfeiçoamento das comunicações epistolares e para mais nada... nem «chat», nem vídeos, nem música...

Claro que isto não vai acontecer: é aí, precisamente, que reside o poder as «elites», elas sabem que estamos dependentes dessas «máquinas maravilhosas» e que o nosso universo de relações, o nosso ambiente, tanto humano, como material (mercadorias...), não se pode sustentar sem elas. 

Mas, este tipo de sociedade dominada pelo tecnológico, num grau até aí desconhecido, vai de par com a perda das liberdades tradicionais, tornou-se uma sociedade de vigilância permanente, de intrusão permanente, sem haver verdadeiro consentimento das pessoas, uma sociedade onde reina o medo, a suspeição do outro. 

Isto não teria de ser assim, obrigatoriamente; é-o, porque estamos numa sociedade hierarquizada, onde a «ordem» é tida como sinónimo de poder hierárquico. 
Porém, podia-se objectar que os ditadores dos séculos anteriores não tinham sequer estes instrumentos de controlo e vigilância: faziam - no entanto - reinar o terror entre os seus súbditos. Isto é verdade, mas temos de reconhecer que eles usavam os meios adequados, no seu tempo histórico, para impor a sua lei. 
A questão essencial era (e é) a da eficácia dos meios coercivos. Numa sociedade que vive no limiar da fome, por exemplo, a retirada dos meios alimentares equivale realmente a uma condenação à morte. 

A questão da cedência das nossas liberdades a troco da nossa «segurança» é dupla: 
- Primeiro, não é nada difícil ceder as liberdades, mas é extremamente difícil recuperá-las. Algo que significa uma luta de gerações: quem viveu ou vive sob ditadura, sabe que é assim.  
- Segundo, basta ver que a nossa «segurança» é sempre muito relativa; sobretudo, que a desestabilização do nosso pequeno mundo é - com grande frequência, senão sempre - originada pelas decisões das «altas esferas» do poder. 
Os poderosos não se importam - até lhes convém - que as pessoas comuns, «os súbditos», estejam num estado de constante insegurança e incerteza, pois sabem que o reflexo da imensa maioria é ir a correr procurar «salvação» junto dos governantes. 
Estes, muitas vezes, não têm senão um poder ilusório, «mágico», que se limita ao fabricar dum discurso, duma narrativa destinada a reforçá-los no poder.

Como esta sociedade de tecnologia totalitária é destrutiva do próprio tecido da sociedade, o paradigma natural/biológico terá de se afirmar. Irá notar-se primeiro nas margens e depois em sociedades inteiras, que escaparam ao pesadelo tecnológico. 
O paradigma biológico não deverá ser entendido como forma redutora, mas como inspiração para uma economia realmente baseada na optimização energética, na reciclagem, na gestão apropriada e prudente dos recursos... 
... E na transformação das relações estúpidas, de competição destrutiva, depredadora, em algo mais inteligente, como a cooperação e também a competição, mas esta entendida como emuladora.
Não é possível, nem razoável, propor algo detalhado, um plano, um programa, para tal sociedade. Podemos imaginar que esta se irá reger por regras, ou «leis», que se inspiram directamente na biologia.
Mas, estou convencido que os agrupamentos humanos, pequenos ou grandes, sejam pequenas comunidades ou nações inteiras, cedo verão a vantagem em adoptar tal paradigma novo, abandonando a presente adição a uma tecnologia destruidora e avassaladora dos humanos. 
Não existe tecnologia neutra, porque os modos de pensar as coisas, a sociedade, as relações entre seres humanos, etc. estão permanentemente condicionados por essa mesma tecnologia: A ideologia, que uma dada tecnologia necessariamente segrega, vai condicionar, de forma decisiva, o tecido social. 

É o que temos diante dos olhos, neste momento. Acredito que o espectáculo não seja agradável para muitos, como não o é para mim!

(*) É importante distinguir entre Biologia e Biotecnologia. O paradigma que eu chamo biológico, é a antítese da grande indústria farmacêutica, do agro-negócio, da modificação genética designada por «vacinas anti-COVID», etc. 
Estas utilizações da biotecnologia, nas mãos dos globalistas, correspondem exactamente ao paradigma tecnocrático. 

segunda-feira, 15 de março de 2021

GOLPE DE ESTADO GLOBAL: TOMADA DE CONTROLO DAS CORPORAÇÕES



 

PS1 - ver também o documentário em Espanhol: 

PS2 - Algumas estatísticas que «escaparam» à media mainstream:
  • In developing countries, child poverty is expected to increase by around 15 per cent. An additional 140 million children in these countries are also already projected to be in households living below the poverty line.

  • Schools for more than 168 million schoolchildren globally have been closed for almost a year. Two-thirds of countries with full or partial closures are in Latin America and the Caribbean.

  • At least 1 in 3 schoolchildren has been unable to access remote learning while their schools were closed.

  • Around 10 million additional child marriages may occur before the end of the decade, threatening years of progress in reducing the practice.

  • At least 1 in 7 children and young people has lived under stay-at-home policies for most of the last year, leading to feelings of anxiety, depression and isolation.

  • As of November 2020, an additional 6 to 7 million children under age 5 may have suffered from wasting or acute malnutrition in 2020, resulting in almost 54 million wasted children, a 14 per cent rise that could translate into more than 10,000 additional child deaths per month – mostly in sub-Saharan Africa and South Asia. With a 40 per cent decline in nutrition services for children and women, many other nutrition outcomes can worsen.

  • As of November 2020, more than 94 million people were at risk of missing vaccines due to paused measles campaigns in 26 countries.


PS3: Avalie o papel da media, no caso da situação no Myanmar, em criar «factos» ou em ocultá-los, favorecendo a narrativa do imperialismo: 

sábado, 13 de março de 2021

MINHA FILOSOFIA


Ao escrever este blogue, não estava na minha intenção inicial fazer dele um blogue de actualidade política ou económica. Estava antes com determinação em procurar afinar os meus próprios instrumentos conceptuais, para melhor estar comigo próprio, com o mundo e capaz de tomar os desafios da melhor maneira.

Sim, temos todos desafios a tomar, qualquer que seja a fase da nossa vida, pois é a realidade social e global que nos questiona. É ela que nos obriga a sair do conforto do «em si mesmo». 

Não se trata, para mim, de escrever sob o impulso do momento, nem de tentar fazer adeptos dos meus modos de pensar e de ser. Apenas creio ser minha prerrogativa dizer o que penso, o que acho realmente importante, fazendo valer argumentos, não indo buscar ao lado emocional, ao slogan, à frase feita, à adesão a este ou aquele credo. 

As pessoas são tesouros de sabedoria, de inteligência e de bondade, mas estão sob a permanente falsa narrativa, que mantém o seu cérebro fora da realidade. É como se estivessem sempre sob hipnose. Claro que há coisas com efeito hipnótico, algumas delas activamente procuradas pelos indivíduos, pois encontram algum alívio nisso. 

Mas, eu refiro-me a coisas de ordem bastante mais obscura. O jogar com forças/energias que se encontram no âmago dos seres: falo de manipulações dos sentimentos mais profundos, como sejam o medo da morte, do desconhecido, o desejo sexual e de poder, a necessidade de amor e de se sentir apreciado, acarinhado, a pertença ao grupo como forma de escape à angústia da solidão... etc...etc.

O que está a levar as sociedades - especialmente no Ocidente - a um grau de autodestruição, não é meramente a política ou a economia. Por muito profundas que sejam as feridas sociais resultantes destas décadas de destruição do tecido social, do chamado «pacto social», ou ainda «wellfare state», estas são as consequências de um fenómeno de outra ordem. 

Estamos perante uma regressão, uma forma de denegação de responsabilidade, um estado de infância prolongada, indefinida, acometendo adultos de todas as idades, dos 18 aos 88 anos. Esta crise está a socavar lentamente o fundamento da sociedade em que todos nós vivemos, mas não nos damos conta disso. De facto, estamos inconscientemente a nutrir esse monstro, que eu chamaria de «irresponsabilidade social» e que se correlaciona com a entrega da capacidade em nos auto-determinarmos, a entrega da responsabilidade por nós próprios e pelos outros. Tivemos esse sentido durante milénios, durante toda a evolução conduzindo à forma humana «moderna», o Homo sapiens, que temos sido durante trezentos mil anos. 

Face a este estado de coisas convém, antes de mais, especificar as consequências práticas que ele traz, antes de pensar fazer qualquer coisa de concreto, ou delinear uma estratégia.

A primeira consequência, é o controlo das sociedades por um punhado de indivíduos: Muito poucos, na verdade, embora assistidos, ajudados, por um grande número de peritos, não somente nas áreas tradicionais da repressão, como a polícia, as agências de espionagem, o aparato militar, etc., mas por técnicos e especialistas nos campos mais variados, incluindo as «ciências humanas», psicologia, sociologia, ciências da comunicação... com o objectivo de manter as pessoas sob controlo.

Assim, estamos sujeitos a um condicionamento, dito «soft», mas que na verdade é muito forte, porque envolve todo o campo da realidade social, com que a maior parte de nós se confronta dia-a-dia. Há uma parte de consentimento, uma parte apenas, porque nós não somos informados verdadeiramente, não conhecemos o que está do outro lado do ecrã. Não existe consentimento informado num processo de manipulação porque, para que tal processo tenha possibilidade de se exercer sobre nós, é indispensável que não tenhamos consciência dele. Assim que a tivermos, haverá repúdio, revolta e tomada das coisas em mãos. Ninguém gosta de ser manipulado; é uma violação da nossa mente, do nosso íntimo. 

Mas, o campo da «fábrica do consentimento» não se fica por aqui, pois intervém o medo: ele impede que as pessoas raciocinem, que façam um exame crítico das situações. Ele vai buscar os traumas da nossa mais tenra infância, que se encontram profundamente ancorados no nosso cérebro. Tal como uma criança pequena, a pessoa adulta com medo, com uma angústia vaga, mas permanente, vai procurar mecanismos ilusórios, para não sofrer a sensação. A fuga não é opção, nestas situações. Restam-nos as opções de encarar o mal de frente, ou a passividade. O que a maior parte de nós escolhe é a passividade, com uma data de «boas razões», que -afinal- se resumem a não querer correr um risco, seja ele verdadeiro ou não, seja ele avaliado no seu justo valor, ou hipertrofiado. 

Digo que a maior parte das pessoas estão em psicose de medo, porque vejo à minha volta tantas pessoas em estado de denegação. A denegação é o auto-ocultar das evidências que contradigam a narrativa oficial, ou universalmente difundida. Aqui joga uma percepção distorcida - mas muito comum - dos mecanismos sociais, que faz com que aquilo que é dito constantemente, em todos os tons, por todos os órgãos da comunicação social, «deve ser» verdadeiro (a célebre frase, atribuída a Goebbels: «uma mentira mil vezes repetida, torna-se verdade»). Mas, também joga o medo de estar «fora do rebanho», de ser ostracizado, de perder amigos, de ser acusado disto e daquilo... 

Atingiu-se o estádio de negação do Estado de Direito, que Hanna Arendt tão bem caracterizou, no seu famoso ensaio «Origens do Totalitarismo», quando as constituições não são abolidas, porém os direitos humanos individuais e colectivos (políticos, sindicais, associativos...) nelas consagrados, assim como os limites e a separação dos poderes, desaparecem. Isto acontece dum momento para o outro, sem que a cidadania se aperceba realmente o que estão a fazer com ela: Estão a espoliá-la dos seus direitos mais significativos, apenas bastando o poder acenar-lhes com o medo do invisível (do «terrorismo islâmico», do vírus «mortífero»...), para «justificar» estado de excepção, arbítrio e impunidade para os poderosos...

As condicionantes desta situação são muitas. Apenas posso apontar algumas evidências (como tenho feito abundantemente neste blog), em como o discurso do poder é falso, é uma falsa narrativa destinada a obter a nossa submissão. Não se trata já do consentimento, mais ou menos esclarecido e informado, como terá existido nas chamadas «democracias liberais». Mas, isto é o passado, ele não voltará a existir, pois as forças que conseguem moldar a visão das pessoas, não o querem. Elas são donas dos média, até mesmo dos órgãos ditos estatais. A média, ao contrário de um «quarto poder», tem sido antes um instrumento da ditadura dos muito poderosos, um auxiliar para fabricar o medo.Tem sido a câmara de eco da qual emana a falsa sensação de «consenso», sem qualquer preocupação em falar verdade, em dar a conhecer os pontos de vista contraditórios sobre a realidade. Hoje, trata-se da «ortodoxia» sobre o SARS-Cov-2 e o modo de combatê-lo, amanhã, será outra coisa qualquer. Eu não faço ideia o que seja, mas terá - aposto - assim como os prévios «espantalhos», a característica de infundir a ameaça de um terror difuso, incompreensível, indescritível, a que apenas especialistas e autoridades governamentais estariam em condições de fazer frente, devendo nós dar toda a confiança aos dirigentes, para eles nos «salvarem» desse perigo. 

Neste contexto, devemos dizer não! Não vamos contemporizar, não vamos acreditar na possibilidade de uma discussão pausada, racional. Pois, do outro lado, não existe desejo de uma discussão leal, mas de anátema da dissidência, de domínio absoluto, totalitário. Vamos dar a conhecer o que estas fórmulas de manipulação da opinião pública e das mentes têm de primitivo, de ensaiado repetidas vezes, por déspotas, por criminosos que querem levar-nos à guerra. Se eles o fizeram tantas vezes no passado, nós podemos aprender com a História, como enfrentar este estado de coisas, como contrariá-lo, como não cair nos erros do passado. 

A leitura (crítica, como sempre) de autores como Hannah Arendt, George Orwell, Aldous Huxley e mais recentemente Noam Chomsky, Naomi Klein e sem pretender citar todos os nomes importantes, pode ajudar-nos a adquirir os instrumentos conceptuais que permitam ver a manipulação, ocorrendo no presente. O interesse disto não é académico, pois o indivíduo que vê a manipulação, está - em simultâneo - a subtrair-se à mesma e mais capaz de fazer-lhe frente ou de salvaguardar-se, se comparado com alguém que seja o objecto passivo da mesma.

O re-conectar será uma resposta concreta perante o estado presente. É um processo de reestabelecer laços de troca social e afectiva, antes de mais, com todos os que se encontram no campo da nossa vivência. Talvez a Internet não seja apropriada para isso; as pessoas são inundadas por tanto lixo informativo, que podem simplesmente ignorar, ou fingir que ignoram, algo que queiramos dizer-lhes. 

Talvez seja mais eficaz uma troca pessoal /presencial, o dar um texto impresso, seja de nossa autoria, seja de outrem. Quer seja um livro ou um folheto, o conteúdo deve ter significado, não apenas para quem o dá, mas para quem o recebe. Isso tem de ser feito de modo a afastar qualquer equívoco; não se trata nem de proselitismo, nem de publicidade, de qualquer tipo. 

Importa exercitar a meditação, mas não a meditação que certos auto-proclamados «gurus» nos querem impingir, não a meditação de «fazer o vazio» na nossa mente! A meditação filosófica é um exercício de nós connosco próprios, em que uma parte da nossa mente questiona, interroga, e a outra parte tenta compreender, interpretar, não só em termos teóricos, mas em termos de realidade interior e social. 

A realidade é determinante, como critério de verdade. Mesmo quando temos poucas certezas, pois a vida parece-se muito mais aos raciocínios dos detectives, nos romances policiais, do que às equações descritivas dum fenómeno, nas ciências físicas. 

O meu princípio realista impõe-me que só posso saber algo da realidade, se estiver em contacto com esta; a realidade é o conhecimento que emana da experiência. A Teoria é algo respeitável, na medida em que foi a conclusão a que se chegou na busca da verdade, a partir de fenómenos e experiências. Em ciência, uma teoria é uma hipótese que resistiu a uma série de objecções, mantém-se «não-invalidada», mas esse estatuto é provisório. Não existem verdades definitivas em ciência. Aquilo que é somente vaga hipótese, sem base nos dados da experiência, pode ser considerado um devaneio, uma fantasia, uma adivinha, mas não é uma hipótese científica. Uma hipótese científica tem a preocupação de estar em consonância com os dados conhecidos, respeitantes ao fenómeno em causa. Não é qualquer um que formula uma hipótese científica sobre um dado assunto. Tem de conhecer muito bem o campo em causa, tem de mostrar aos outros, seus pares, que esta hipótese é digna de ser considerada. Estes, por seu turno, irão inspeccionar e criticar tal hipótese, pois é essa (também) a sua função. É importante pois, se a tal hipótese tiver potencial, vale a pena investir nela tempo, energia, dinheiro, para desenhar e realizar um dispositivo experimental que a ponha à prova. 

Vemos agora meros propagandistas do poder, quer tenham ou não diplomas ou títulos, que estão sempre a colocar-se numa postura de autoridade «científica». Mas, eles querem fazer passar como «verdade» aquilo que é apenas seu íntimo convencimento e isto, no melhor dos casos. O discurso do poder reveste-se da aparência da ciência: para dar credibilidade, alguns cientistas de formação não têm pudor e fazem o frete ao poder. Há múltiplas maneiras de se ser comprado, com honrarias, prestígio, posições académicas, etc. As pessoas que o são, podem nem ter clara consciência de se terem vendido. Note-se que não é o facto de aconselhar o poder que eu critico; mas antes, a lealdade (ou a falta  dela) para com os outros colegas, os que têm opiniões sensivelmente diferentes: quantos casos de perseguição, difamação, de exclusão, etc. temos presenciado, agora, nas chamadas «democracias liberais»? E muitas das pessoas sujeitas a esses tratamentos infames, nem eram marginais, mas cientistas respeitados e com carreira nas mais diversas instituições. Em resumo, eram pessoas do meio académico-científico. Agora, pensem na perseguição, discriminação, etc. dirigida a pessoas que não estejam escudadas por uma carreira prestigiosa: Não estaremos já nos primeiros passos duma viragem para uma forma de fascismo-totalitarismo tecnocrático, científico?

A verdade, ninguém a conhece, a priori. Por isso, deveria ser lícito defender qualquer ponto de vista. Em democracia, o emissor duma opinião tem a responsabilidade pelo que diz. Se houver, não apenas falsidade, como desejo de enganar o próximo, tal pessoa é susceptível de ser sujeita a um processo. Era assim, antes, nas democracias liberais genuínas: não existia nada que impedisse o dislate, ou até a mentira mal intencionada, a priori: Apenas o receio de processo judicial, ou a desaprovação pela sociedade. A existência dos «fact-checkers», censores anónimos, faz-nos recuar várias centenas de anos. Quando havia censura, estatal e eclesiástica, com livros proibidos e pessoas presas e torturadas, por escreverem certas coisas. 

Os ditos «liberais», os ditos «de esquerda», são quem mais se conformam com tal estado de coisas. Pior, são os que montam este aparato de censura e o defendem, com o pretexto de que o público está a ser «enganado» (segundo o critério DELES). Mas, os verdadeiros defensores da liberdade não têm medo das mentiras; combatem-nas, argumentando com os mentirosos. É uma atitude totalmente diferente de se colocar uma mordaça nos seus opositores e bani-los das plataformas sociais: Estes são métodos típicos dos tiranos e dos seus homens-de-mão.

Perante tudo isto, estou confiante, não de que detenha a razão, mas de que guardo o espírito lúcido, crítico e autocrítico. Tento aperceber-me da realidade real, não da «realidade» balizada por etiquetas ideológicas, sejam elas quais forem. Este é o meu ideal. 

Segui-lo, tem tido repercussões práticas importantes na minha vida. Tem minorado a hipótese de me autoiludir, ou de ser iludido por outros; e tem-me permitido, nestes tempos conturbados, conservar o equilíbrio e o bom-senso.