quarta-feira, 27 de maio de 2026
HUAWEI PRODUZIRÁ 'CHIP' INOVADOR ULTRAPASSANDO AS SANÇÕES DOS EUA
terça-feira, 30 de maio de 2023
CRÓNICA ( Nº14) DA IIIª GUERRA MUNDIAL: A PONTE DOIRADA
Quem assimilou a «Arte da Guerra» de Sun Tzu, sabe que a melhor maneira de vencer é não ter que dar combate. Traduzindo e explicitando em pormenor: tornar evidente aos olhos dos adversários, que encetar combate equivale a ser destruído, derrotado, esmagado sem apelo.
Também é necessário retirar aos chefes da potência adversária todo o desejo e possibilidade prática de, num gesto de desespero, se lançarem numa luta suicida. É fútil esgrimir com força superior, formada por uma coligação de forças bem equipadas, bem treinadas, bem resolutas, que não se deixam dividir por intrigas.
Em complemento VEJA O VÍDEO SEGUINTE, QUE RESUME MUITOS ASPETOS DA COMPETIÇÃO ENTRE OS EUA E A CHINA:
... E o testemunho de um jornalista que esteve perto da frente de combate de Bakhmut...
PS1: Há aqui um fator de autoderrota. No futebol, chama-se «golo na própria baliza», mas não é apenas «um golo»; são muitos.
sábado, 26 de novembro de 2022
TRAGÉDIA DECORRENTE DE LOCKDOWN PROLONGADO EM URUMQI CAPITAL DO XINQUIANG
domingo, 31 de julho de 2022
VIAGEM A TAIWAN DE NANCY PELOSI: O QUE ELA QUER FAZER ESQUECER
Muitas das informações abaixo foram recolhidas da obra «Red Handed», da autoria de Peter Schweizer
(ver neste blog uma breve resenha dedicada à obra)
Nos dias imediatos ao anúncio da viagem da «speaker» do Congresso dos EUA, Nancy Pelosi (do Partido Democrata), foram muitos os media a sublinharem que ela participou em 1991, na praça Tien An Men em Pequim, na manifestação orquestrada por uma delegação do Congresso dos EUA e que pretendia ser uma homenagem aos que caíram nos trágicos incidentes. Apenas uma provocação, sem consequências para o povo chinês, apenas dificultando a renovação de laços comerciais entre os EUA e a RPC. Posteriormente, ela combateu a entrada de Pequim para a Organização Mundial do Comércio. Em 2005 tentou bloquear - no Congresso - a compra, por uma companhia de petróleos chinesa com forte intervenção governamental, da companhia americana Unocal.
Mas, em pouco tempo, a sua posição passou de firme a moderada. Numa entrevista à revista «Politico», deu a indicação de que, embora não renunciando ao compromisso de democratização do regime chinês, "não estava disposta a criar novas fricções com os dirigentes chineses." Ela argumentava com a questão das alterações climáticas e de ser importante que as duas nações estivessem do mesmo lado. Dizia que se tratava de uma oportunidade a não perder.
Mas, em paralelo, houve outros fatores - menos visíveis - que começaram a intervir. Nomeadamente, seu filho e seu marido iniciaram negócios com a China continental. O seu esposo, Paul, tornou-se membro da firma Matthews International Capital Management, firma com um papel pioneiro no mercado chinês. O seu dirigente, William Hambrecht, amigo de longa data dos Pelosi, foi quem lançou o primeiro fundo de investimento na China, em 1995. Além de Paul estar no conselho de administração da Matthews International, os Pelosi possuíam uma grande fatia de capital investida no fundo. Os Pelosi possuíam uma participação entre 5 e 25 milhões de dólares, neste fundo.
Outros negócios com a China também atraíram os Pelosi, um serviço de limousine, «Global Ambassador Concierge», que beneficiou de condições ótimas, durante os jogos olímpicos de 2008. No Congresso, Nancy Pelosi tinha sido -inicialmente - hostil a que Pequim organizasse os jogos. Mas, um ano depois de seu marido ter adquirido participação na firma Global Ambassador Concierge, ela inverteu sua posição; opôs-se ao boicote dos jogos olímpicos de Pequim.
Quanto ao filho, Paul Pelosi Jr., ele também fez negócios envolvendo investidores e clientes da China. Esteve e está envolvido com a Global Tech Industries Group, tendo efetuado viagens à China e Vietname «na busca de potenciais investidores, para tentar combinar encontros com as agências federais relevantes em Washington DC.» O filho dos Pelosi também participou na administração executiva doutra empresa, com planos ambiciosos na China, International Media Acquision Corp.
Desde o início de 2020 e durante mais de um ano, a «speaker» bloqueou qualquer esforço do Congresso em investigar as origens do vírus COVID-19. Apesar de haver muitos indícios da possibilidade deste vírus ter saído de laboratórios em Wuhan, Nancy Pelosi ordenou aos democratas no Congresso que não cooperassem com quaisquer esforços para investigar o assunto.
Estes laços de negócios com a China, especificamente com empresas controladas pelo CCP, são muito comuns na Câmara dos Representantes e no Senado Americano. As relações de membros destacados do Partido Republicano não são menos comprometedoras que as do Partido Democrata. O porta-voz dos Republicanos no Senado, Mitch McConnell tem uma longa história de envolvimento em negócios com empresas controladas por Pequim. São tantas e tão comprometedoras as ligações de negócios pessoais de membros do Congresso, que tudo o que toca à política dos EUA relativa à China, deve ser analisado tendo em conta os interesses pessoais da oligarquia política de Washington.
A reviravolta de Nancy Pelosi (ao fazer uma viagem provocatória a Taiwan) explica-se como de alguém que pretende fazer esquecer junto do eleitor e dos colegas de partido que a sua posição anterior era a favor da cooperação com a China. Apesar de toda a barragem mediática, alguns jornalistas de investigação e autores como Peter Schweizer, dão conhecimento ao público daquilo que não pode deixar, no mínimo, de ser considerado conflitos de interesse clamorosos, de personagens da alta hierarquia nos EUA.
Agora, pretende estar «na vanguarda» da provocação envolvendo uma viagem a Taiwan que tem como único propósito enervar os dirigentes da China continental, sobre um assunto muito sensível no que toca à política de «um só país, dois sistemas». Embora Pelosi não seja membro da Administração, visto que preside a um órgão legislativo e não executivo, é evidente que esta manobra contou com o pleno acordo da Casa Branca. Os chineses não se estão a equivocar, quando pretendem que esta é uma visita «de Estado», logo uma ingerência descarada dos EUA pois - nominalmente - Taiwan é território da China.
Seja qual for o desfecho desta situação, ela vai acrescentar tensão internacional, num cenário já muito tenso, sendo certo que a China não vai «encolher os ombros», mas vai fazer sentir que não está disposta a sofrer mais humilhações.
Exatamente o contrário do que os chineses continentais, os taiwaneses e todos os restantes povos poderiam desejar. A atitude responsável seria de os líderes dos EUA trabalharem para fazer baixar as tensões entre potências nucleares, em vez de constantemente insuflar o ódio e discórdia, encorajando situações de tensão que se traduzem em conflito, potencialmente em conflito nuclear.
sexta-feira, 27 de maio de 2022
DEPOIS DE XANGAI, É A VEZ DE PEQUIM: MILHÕES EM «LOCKDOWN»
Notem que o público, ou parte dele, está tão condicionado, que é frequente haver queixas no sentido de que o governo não seja tão eficiente como eles desejavam. Eles acham que o lockdown deveria ser melhor organizado. Condicionamento de massas, em grande escala, significa que uma fração importante se identifica realmente com estas medidas. Outras pessoas não aprovam ,mas têm medo de exprimir qualquer dissidência. A minoria que não se conforma, pode vir a sofrer de medidas retaliatórias. Pode ficar com um score de crédito social negativo. Neste caso, terá restrições, como a possibilidade de viajar, de ter acesso a bons centros educativos para os seus filhos, ou obtenção de crédito. Também se desenvolve uma mentalidade de açambarcamento, que é justificada pelas ruturas de alimentos e dificuldades de abastecimento, devido às restrições. As pessoas sofrem e não se rebelam; estão conformadas.
Em paralelo, afirma-se cada vez mais o desejo explícito do «Ocidente» copiar a abordagem das autoridades chinesas. Isto é visível no Fórum de Davos, em que Bourla, o CEO de Pfizer, anuncia a «inovação» de um «chip» que se ingere, conjuntamente com o medicamento, e fica no organismo; permite detetar se a pessoa tomou realmente esse medicamento.
As pessoas estão muito enganadas sobre as reais intenções das «elites» que nos governam, tanto no Oriente como no Ocidente!
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(*) Ver a minha avaliação da situação em relação à paralisação por «lockdown» de Xangai e seu porto: https://manuelbaneteleproprio.blogspot.com/2022/04/xangai-sofre-mais-um-lockdown-para.html
terça-feira, 13 de agosto de 2019
EM HONG-KONG PROTESTOS SOBEM DE TOM, ENQUANTO PODER ESTÁ HESITANTE

terça-feira, 18 de setembro de 2018
«ENTRE A CHINA E A COREIA» POR EDUARDO BAPTISTA
Em Myeong-dong, o centro da indústria cosmética de Seul, vendedores sul-coreanos podem ser vistos a falar um chinês quase perfeito, enquanto tentam vender máscaras e perfumes aos milhares de turistas chineses, grande parte dos quais viaja para Coreia do Sul somente para comprar produtos cosméticos de alta qualidade.
As principais ruas de Daerim-dong estão repletas de restaurantes que servem gastronomia de todas as regiões da China.
No entanto, após décadas de industrialização, a motivação inicial de Taiwan para financiar a escola começou a diminuir, trazendo uma diminuição gradual do financiamento governamental até 1992. Nesse ano, a decisão da Coreia do Sul de transferir o reconhecimento diplomático de Taiwan para a República Popular da China finalizou o corte de apoio económico à escola. Isto levou ao aumento anual das propinas que, no início dos anos 2000, ultrapassava a média das escolas privadas em Seul, causando uma diminuição gradual no número de estudantes; a escola hoje tem pouco mais de 500 alunos, o número mais baixo da sua história.
De qualquer maneira, a necessidade da escola encontrar alunos cujos pais estivessem dispostos a pagar as propinas levou o antecessor de Yu, Sun Shiyi a decidir em 2008 (quando o prestígio global da língua chinesa estava em ascensão), abrir a escola aos sul-coreanos e outros estrangeiros, que agora compõem cerca de vinte por cento do corpo estudantil.
Ainda assim, os problemas financeiros persistem, o que levou as instalações da escola a ficarem significativamente atrás dos concorrentes na mesma faixa de preço, como as escolas internacionais de estilo britânico ou americano.
Desde 1992, Yu afirma que a escola seguiu “valores pluralistas, centrados na filosofia confuciana": a maioria dos professores são, como Yu, da República Popular e ninguém tem reservas sobre o uso de materiais escolares de Taiwan.
Quando representantes do governo taiwanês vêm em visita, Yu recebe-os alegremente; quando a embaixada da República Popular da China convida a escola a participar no concerto de Ano Novo, Yu aceita sem hesitação.
A bandeira de Taiwan é erguida nos aniversários de Sun-Yat Sen e Chiang Kai-Shek, ao lado das suas estátuas, à frente do prédio principal da escola, mas nenhuma bandeira é içada quando o hino taiwanês é cantado todas as segundas-feiras de manhã, depois da embaixada da República Popular da China ter tido uma “conversa amigável” com Yu.
Estátuas de Sun Yat Sen (acima)
e de Chiang Kai Shek (abaixo)
No ano passado, o "Diplomat" escreveu sobre o número crescente de estudantes chineses que escolhem frequentar as universidades sul-coreanas, apesar das dificuldades que enfrentam no estudo da língua coreana.
Para superar este problema, a escola criou um programa, há dez anos atrás, destinado a preparar estudantes chineses para o sunneung e o coreano de nível universitário.
Tanto Sun quanto Yu encorajaram os seus estudantes a considerar a possibilidade de se matricularem em universidades taiwanesas, devido ao seu processo de selecção ser menos competitivo, mas os pais temem que isso prejudique suas chances de encontrar emprego quando voltarem para a Coreia do Sul.
terça-feira, 11 de setembro de 2018
CRÓNICA DE PEQUIM - EDUCAÇÃO VOCACIONAL NA CHINA*... - POR EDUARDO BAPTISTA


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