É difícil de imaginar uma sociedade afluente e distópica. Na Coreia do Sul, os Chaebols, o sistema instaurado com a protecção dos americanos imediatamente após a guerra da Coreia, pôs entre as mãos de meia-dúzia de famílias grande parte da riqueza do país.
Não apenas isso, como estes grupos monopolistas familiares obtiveram inúmeros privilégios e favoritismos, que dificultam a própria produtividade capitalista, pois empresas de média dimensão com desempenho mais dinâmico, são eliminadas através de golpes baixos, pelos chaebols.
A classe trabalhadora dotou-se de sindicatos fortes e combativos, mas estes são sobretudo eficazes nas mega-empresas industriais. Em geral, os trabalhadores estão sujeitos a condições de trabalho de «semi-escravatura», com longos horários de trabalho e poucas ajudas sociais.
Esta condição dos trabalhadores e o facto de haver forte crescimento do desemprego, estão obviamente na raíz da Coreia do Sul ser o país do Mundo com mais baixa taxa de natalidade.
Os jovens não possuem - em geral - um rendimento de classe média para cobrir os elevados custos associados a ter filhos e a educá-los. Um casal com filhos terá de trabalhar muito duramente para conseguir pagar as despesas. Muitos casais renunciam a ter filhos por razões económicas.
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