O documentário dedica um largo espaço a descrever o processo de descoberta da espécie «denisovana», descoberta a partir do ADN extraído de um dos ossos do dedo mínimo duma menina que terá morrido entre os 5 e 8 anos.
Junto com esse fragmento de osso do dedo na cave de Denisova (daí o nome da espécie) na região de Altaï, no sul da Sibéria, foram também identificados alguns dentes, pelo mesmo método, como pertencentes a denisovanos.
A partir desse momento, vários anos decorreram até serem identificados novos fósseis de denisovanos. Somente nessa ocasião foi possível «dar uma representação do rosto» desta espécie, contemporânea dos neandertais e dos humanos «modernos».
Vários fósseis não identificados, pertencentes a várias colecções na China, foram testados, esperando-se encontrar novos fragmentos de ADN de denisovanos. Porém, tal foi impossível, porque o ADN antigo se degrada com facilidade.
Apesar disso, moléculas de proteínas presentes nos ossos, como o colagéneo, podem ser sequenciadas em relação aos seus amino-ácidos, dando indiretamente a sequência correspondente no ADN. Foi assim que se identificou um fragmento de mandíbula, encontrada numa caverna do Tibete. Mais recentemente, foi estudado o crânio - muito bem preservado - do «Homem dragão», que tinha sido escondido durante mais de 80 anos, num poço, pelo trabalhador que o descobriu, em Harbin, perto do rio Dragão.
Tenho descrito, em várias postagens, os avanços das investigações em relação aos Denisovanos, mas também em relação aos Neandertais e a nossa espécie. Este vídeo, embora não traga dados novos, é muito completo em relação à metodologia de identificação e caracterização da nova espécie humana.
https://www.youtube.com/watch?v=UmLv8882htY
2 comentários:
Comentário mesmo a propósito:
https://youtu.be/BMSUxyjISEY?si=scPLudGOH_qND4aB
https://www.youtube.com/watch?v=BMSUxyjISEY
O vídeo acima mostra a presença de população de denisovanos na China central.
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