As obras para órgão de Louis Couperin (1626-1661) foram, durante muito tempo, desconhecidas. Só vieram à luz, graças à descoberta (pelo musicólogo inglês Guy Oldham) de um manuscrito, no ano de 1958. Este, contém cerca de 70 peças, de uma excelente qualidade e variedade; incluem peças propriamente litúrgicas (baseadas no cantochão gregoriano), fugas sobre temas (como «Urbs Beata», «Conditor») e peças de estilo "livre", fantasias, principalmente.
A sua obra de órgão é de grande importância para a evolução da escola francesa, pois faz a ligação entre Titelouze (iniciador da referida escola) e Nivers.
No link seguinte «Obras de Louis Couperin», podeis encontrar a lista completa das obras vocais e instrumentais deste importante compositor do século XVII. Em termos de divulgação, as obras para cravo são mais frequentemente executadas, que as para órgão. Com efeito, Louis Couperin foi um importante compositor para cravo: São consideradas invenções dele os «Préludes non mesurés», ou seja, prelúdios típicos da escola francesa para cravo. Tem numerosas Fantasias para cravo, suites, peças descritivas e as Chaconnes e Passacailles, de grande qualidade. A sua obra para o cravo será objeto dum artigo específico, na rubrica das «Segundas-f. musicais».
Os acasos da História da Música, assim como a fama alcançada pelo sobrinho, François Couperin, cravista da corte de Louis XIV, fizeram com que o sobrinho recebesse o cognome de «Le Grand», eclipsando parcialmente a memória do tio (que, aliás fora importante na educação de François, este fora órfão muito cedo).
Não nego que François Couperin seja um dos maiores compositores franceses de todos os tempos. Mas, convém sublinhar que estava inserido numa família de músicos - ao longo de várias gerações, tal como os Bach: Houve diversos Couperin talentosos, antes de depois de François, o mais célebre.
Esta fantasia, assemelha-se estilisticamente a peças de François Couperin para órgão, especialmente do livro de órgão «Messe à L'Usage des Paroisses».
A interpretação é no órgão da Igreja de Saint Gervais, em Paris: Foi o órgão de que Louis Couperin e várias gerações de sua famíla, foram organistas. É uma maravilha de equilíbrio sonoro. É muito adequado para o reportório da segunda metade do século XVII . A peça é interpetada por Aude Heurtematt, organista titular.
Das cinco peças para órgão, interpretadas por Pieter Dirksen, a primeira é uma Toccata/ Prélude ao modo francês, solene e utilizando os «cheios» do órgão. A segunda é uma fantasia, usando um registo que soa uma terceira acima do registo fundamental ( de 8') (Tierce) e um "tremblant" (registo usando trémolo/vibrato). A terceira é uma fantasia, para o baixo de cromorne (registo que imita o som anasalado do cromorne). Um dueto (peça nº4) e um «Petit Plein Jeu» (nº5) (no segundo teclado do órgão, com menos registos graves, que o «Grand Plein Jeu» no teclado principal), finalizam este pequeno recital.
O prof. Marandi e outros intelectuais e académicos iranianos são excluídos completamente da informação e do debate, nos media do Ocidente.
Só assim conseguem ocultar-nos os crimes envolendo esse tal Ocidente "liberal e democrático ", através de sanções mortíferas a regimes mas, na realidade, contra os povos que não lhes agradam. Mas, para alguém com um mínimo de senso de justiça, a crueldade e hipocrisia de governos como o britânico, ou dos EUA, ou de muitos da OTAN, estão completamente desmascaradas.
Vejam e oiçam o prof. Marandi que tem - no show de George Galloway - uma rara oportunidade para expor o que tem acontecido no Irão.
Vivemos, nos últimos anos, sempre à beira da generalização da 3° Guerra Mundial, que está há longos anos em curso .
As forças da guerra e da destruição estão sempre a insuflar desestabilização, a fazer golpes, operações de comandos e invasões, em países que não lhes agradam.
Eu penso que é uma cobardia e um crime insuflar os ventos da guerra, tomando como pretexto os defeitos reais ou fictícios de governos estrangeiros. Essa indignação é falsa - em muitos casos - porque essas mesmas pessoas ficam caladas, quando ocorrem graves entorses aos Direitos Humanos no seu próprio país, ou em países aliados. Porém, muitas pessoas sinceras são manipuladas e seus sentimentos instrumentalizados, para servir o interesse de quem dirige campanhas mortíferas contra os países tomados como alvo. Quem induz esses comportamentos são especialistas da guerra psicológica, disfarçados com etiquetas de jornalistas, de académicos ou de cientistas políticos e sociais, etc.
A crónica de Pepe Escobar é autêntica ou fake? « A Europa Pode Sobreviver Sem a América? O Fim de 80 Anos de Aliança»: é um vídeo que tem um texto que não me convence de todo. Começa com algumas evidências, para não dizer lugares comuns. Depois, faz conjecturas, demasiadas, para um verdadeiro jornalista, como é Escobar. A qualidade de um jornalista especializado em geopolítica deve ou deveria ser de focalizar o discurso naquilo que é, não especulando sobre os comportamentos futuros de A, B ou C. Além disso, sujere que a Polónia e os Estados Bálticos foram «vítimas» do Estado Soviético... Eu sei que os referidos povos viviam em condições materiais melhores que os cidadãos da Rússia, no período do pós-guerra até 1990. Isto pode parecer estranho para os ocidentais, que estavam sempre (e continuam) inundados por narrativas anti-soviéticas e anti-comunistas.
De qualquer maneira, eu acredito na inevitabilidade de um divórcio entre os EUA e a Europa, se Trump e a sua equipa continuarem no rumo traçado desde o princípio do mandato nº2 de Trump (e mesmo antes). Em poucos meses a Europa foi humilhada em várias frentes:
-Diplomática: as conversões diretas entre Trump e Putin em Anchorage, no Alasca (europeus completamente afastados de negociações no que respeita a um eventual acordo de paz com a Rússia)
- Comercial: o forçar de um «acordo», que mais parece uma capitulação, quando os «aliados» (vassalos) europeus tiveram de «engolir» taxas alfandegárias de 15% e sob ameaça destas duplicarem, se as relações dos europeus com Rússia e China não agradarem ao «bully» na Casa Branca.
- Militar: A obrigação de subir para o nível de 5% as despesas orçamentadas com as forças militares, o equivalente a um imposto brutal e insustentável, mas que os governos tiveram de aceitar. Trump ameaçou com a saída das forças americanas estacionadas na Europa. Os governos europeus, sentiram-se de facto ameaçados, porque se viam de repente sem o aliado mais poderoso, com o arsenal nuclear capaz de colocar em xeque a Rússia.
- Económica: As sanções europeias contra a Rússia após a invasão da Ucrânia, em Fevereiro de 2022, mais pareciam auto-sanções. Quem mais sofreu, foram empresas agrícolas e industriais da U.E. que ficaram - de repente- sem uma boa fatia do seu mercado.
- Energética: Num episódio grotesco, Biden ordenou a sabotagem dos gasodutos Nordstream 1 & 2. Cobardemente, a Alemanha e outros países da UE, que beneficiavam com o gás russo, fizeram como se não soubessem quem ordenara a sabotagem e porquê.
Daí resultou:
a) Colapso industrial: O gás americano, 5 vezes mais caro que o russo, é transportado por navio desde os EUA e obriga a dispendiosas instalações portuárias para ser distribuído localmente. Foi a sentença de morte de muitas empresas industriais, que tinham uma alta fatura em energia. As empresas que sobraram, em geral mega empresas, como a Volkswagen ou a BASF, foram para a China ou para os EUA. As condições eram melhores nestes países, tanto em custos de energia, como em impostos, regulamentações ambientais, encargos salariais... A Alemanha e outros países do centro e norte europeu experimentaram uma desindustrialização severa e súbita.
b) Na realidade, o poder hegemónico estava a obrigar os seus vassalos europeus a um regime incompatível com a manutenção do nível de salários, de pensões, de apoios sociais, na maioria da U.E., que tinha vigorado desde há mais de 50 anos. Estava a obrigá-los a submeterem-se, a ficarem «pés e mãos» atados ao poder Imperial, quer pela despesa militar acrescida (que vai enriquecer empresas americanas do complexo militar-industrial), quer pela dependência quase total em energia (escoamento do gás e petróleo de xisto americano).
c) A humilhação máxima aos europeus, ocorreu quando Trump ameaçou ocupar (militarmente) a Groenlândia, um território autónomo associado à Dinamarca. Isto deveria ter causado um corte na OTAN, com os EUA, pelos «aliados». Mas, os governos europeus não tiveram coragem de dizer -«olhos nos olhos»- a Trump, que ele estava enganado, que a Europa não era «colónia» dos EUA. Perante esta atitude de encolhimento, a intenção do bully máximo será de redobrar a chantagem com suas vítimas, para que estas cedam ainda mais.
Não é obrigatório, aliás, que aquilo que Trump procura, seja o território da Gronelândia. Os EUA já tinham obtido da Gronelândia, tudo aquilo que queriam: Desde a «Guerra Fria nº1» que tinham uma importante base militar em Thulé. Tinham todo o controlo do espaço aéreo. A soberania da Dinamarca sobre o território, já era apenas nominal.
Aliás, seria totalmente impensável que a Dinamarca, ou o governo autónomo da Gronelândia, dissessem «não» ao reforço dos dispositivos da OTAN nesta ilha setentrional ... A insistência em adquirir ou ocupar a Gronelândia pode ser lida de várias maneiras: Uma delas, é de se tratar de um bluff... Trump obteria, em compensação de sua renúncia a ocupar a Gronelândia, acordos vantajosos, que dinamarqueses e a Comissão de Bruxelas aceitariam, como meio de «salvarem a face».
Conclusão: De qualquer maneira, os co-autores de tudo isto são os políticos no poder, na Europa (ao longo de décadas). A ideia de que a Europa não pode ser um espaço de paz e liberdade, se os diversos Estados não estiverem reunidos numa estrutura supra-nacional, cada vez mais autoritária, é uma enorme falácia. Na realidade, esta falácia tem servido aos Estados mais fortes, em detrimento dos mais pequenos, ou mais frágeis.
Na realidade, os satrapas que passam por ser nossos dirigentes nos países europeus, integrados na OTAN, são os responsáveis. Mas nós, povos europeus, somos as vítimas. A ex-Jugoslávia e a Ucrânia contam às dezenas ou centenas de milhares, os seus mortos nas guerras diretamente protagonizadas (ex-Jugoslávia) ou incentivadas e apoiadas (Ucrânia) pela OTAN e pelos seus Estados mais poderosos. Muitos povos europeus do Leste, Oeste, do Sul e do Norte, têm sofrido os programas de austeridade e agora vão decuplicar tal austeridade. O nível do apoio social prestado (Estado de bem-estar ou Welfare-state) nos países da Europa ocidental degradou-se, desde que se deu a implosão da URSS e do Pacto de Varsóvia. Agora, caminha-se para algo pior; a generalização da guerra, o que traz sempre miséria.
Será uma guerra pior que a IIª Guerra Mundial, mesmo que não sejam usadas armas nucleares estratégicas ou tácticas. Basta ver o estado de destruição na Ucrânia.
Os políticos europeus ocidentais insistem em «continuar a guerra até à derrota final da Rússia». Seria cómico, se não fosse mortífero para milhares de militares e civis (de ambos os lados), que se batem e sofrem com uma das guerras mais cruéis em todo o mundo, desde a guerra da Coreia!
Toda a gente fala - hoje - da doutrina Monroe (1823). Mas, devia-se falar também da «estratégia de Leipzig». Ela foi posta em prática uma década antes da declaração do presidente Monroe: Em 1813 Napoleão foi decisivamente derrotado em Leipzig, pelos exércitos aliados dos reinos europeus (Austria, Prússia, Suécia e Rússia).
Cada um deles - isoladamente - tinha forças militares inferiores às francesas. Os generais comandando os exércitos aliados estabeleceram uma regra:
- Confrontariam forças francesas quando estas eram comandadas por um dos Marechais ou Generais de Napoleão.
- Mas, perante um contingente chefiado pelo próprio Imperador dos franceses, não dariam combate, recuariam.
Esta estratégia resultou; as forças totais de Napoleão foram sendo enfraquecidas - mas não derrotadas - em combates e batalhas parciais.
Napoleão tomou a decisão audaciosa de colocar as suas tropas dentro de Leipzig e nos seus arredores, esperando assim enfrentar e derrotar, separadamente, cada um dos exércitos aliados.
Ele já tinha usado esta táctica - com sucesso - no passado, perante forças numericamente superiores, mas fraccionadas. Só que - desta vez - a conjugação dos exércitos inimigos equivalia a cerca de três vezes o número total de tropas francesas.
Aconteceu o que sabemos: Uma derrota humilhante para Napoleão. Após três dias de combates, o exército francês teve de fugir para não ficar cercado.
No caminho de regresso a França, o que restava das tropas francesas teve de combater contra tropas da Baviera (auxiliadas por tropas austríacas), em Hanau. O reino da Baviera foi um dos primeiros membros da Confederação do Reno. O exército bávaro participou em muitas campanhas, junto com franceses e povos de várias nacionalidades, na «Grande Armée».
Leipzig foi considerada uma vitória dos povos europeus: A partir de Leipzig, tudo mudou. A própria França foi invadida pelos exércitos aliados. Então, o mito da invencibilidade das tropas napoleónicas desmoronou-se por completo. Já na Península Ibérica muitos marechais e generais de Napoleão tinham sofrido derrotas, às mãos do exército anglo-português, aos quais se juntaram tropas espanholas, que se tinham rebelado contra o rei Joseph, irmão de Napoleão.
Eu sei que «a História não se repete, quanto muito rima...»: Seria uma imbecilidade da minha parte, tentar plasmar o presente, nos episódios da decadência e colapso do império de Napoleão I. Porém, sem recorrer a analogias artificiais, há certos traços atuais do imperialismo dos EUA, que me evocam a era napoleónica.
Primeiro, a arrogância do poder. A húbris dos gregos. Estes sabiam que, um general tomado pela húbris, ou embriaguês da vitória, podia cometer atos imprudentes e encaminhar seu exército para a aniquilação. Foi isso mesmo que se passou com Napoleão, ao juntar - contra a Rússia - a força militar mais formidável que até então se vira. Foram uns 600 mil homens da «Grande Armée», mortos em combate, ou de frio, ou de doença....Note-se que somente cerca de um terço, era francês de França. Muitos eram súbditos de Estados dominados pelo Império, obrigados a enviar um contingente para a aventura russa.
- A um nível global, hoje em dia, como no tempo de Napoleão, a multiplicidade de frentes equivalia a fraccionar os esforços, não se podendo assegurar - em simultâneo - a «pacificação» do Hanover, no Norte da Alemanha e da Andalusia, no Sul de Espanha.
Em várias zonas mediterrânicas e noutras, a frota inglesa tinha bases recuadas seguras. Aliás, a grande vantagem estratégica da Inglaterra foi o seu controlo dos mares: Podia fazer «razzias», incendiando portos (como o de Copenhaga...). Depois da marinha britânica ter destruído a armada franco-espanhola na batalha de Trafalgar, as forças navais francesas e seus aliados já não podiam contribuir eficazmente para a vigilância das costas. Era uma limitação muito séria, para combater o contrabando que furava o bloqueio continental, decretado por Napoleão.
A Inglaterra, como potência industrial ascendente, inventou rifles muito mais eficientes que os equivalentes inimigos, tendo também importantes inovações em artilharia. Muito importante, foi a tática de Wellington, de colocar suas tropas em posições aproveitando os acidentes do terreno, o menos possível expostas aos tiros do inimigo e capazes duma linha de tiro agrupado e certeiro, mortífero. Quando as divisões francesas se lançavam ao ataque, eram ceifadas por infantaria e artilharia britânicas. Isto aconteceu na batalha do Bussaco* e em muitas outras. Os soldados franceses sofriam pesadas baixas, ainda antes de entrar em contacto com as linhas inimigas.
Em termos financeiros, a guerra sempre foi a maior devoradora de recursos. Napoleão vendeu a colónia da Louisiana, aos recém- independentes EUA. Não sei se isto foi considerado um «bom negócio», ou não. O que sei é que as quantias obtidas com essa venda, foram gastas nas campanhas incessantes de Napoleão. Não serviram para o desenvolvimento industrial, nem para renovar as infraestruturas, nem para melhorar as condições de vida do povo.
Podem imaginar os rios de dinheiro gastos no presente século XXI, com armas sofisticadas, quer do lado da OTAN, quer dos seus inimigos? Podeis ter a certeza de que tais somas, investidas em melhoramentos, em cultura, em saúde e nas condições de vida dos povos, fariam recuar muito a pobreza e os desequilíbrios no Mundo.
- Só me resta chamar a atenção para certas falsificações da História. Por exemplo, em relação à chamada doutrina Monroe:
Esta doutrina, quando foi enunciada, aparecia aos latino-americanos como um contributo para consolidar a sua independência, face aos antigos colonizadores. Eles não tinham força suficiente, contra Inglaterra, Espanha ou França, para resistir isoladamente aos ex-poderes coloniais, se estes procurassem invadir e recolonizar as novas repúblicas da América do Sul e Central.
A doutrina Monroe colocava um travão à agressividade dos poderes coloniais europeus. Se eles atacassem uma das novas repúblicas, era provável terem de se bater também contra os EUA. Pelo menos no início, a doutrina Monroe não foi instrumentalizada pelos EUA, como «justificação» de aventuras coloniais ou imperiais.
Mas, não podemos esquecer que, nessa época, a burguesia dos EUA, como a de outras nações, tinha um discurso ideológico de liberdade e, ao mesmo tempo, cometia os piores crimes: Genocídio, escravatura, exploração impiedosa dos indígenas...
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* Batalha do Bussaco (1810)
A Batalha do Buçaco, em 27 de setembro de 1810, foi um confronto crucial da Guerra Peninsular onde as forças anglo-lusas (britânicas e portuguesas), comandadas por Arthur Wellesley (Duque de Wellington) , repeliram o avanço do exército francês do Marechal Massena na serra do Buçaco, impedindo-o de chegar a Lisboa e sendo uma das primeiras derrotas francesas na Terceira Invasão, forçando Massena à retirada em 1811, o que garantiu a independência portuguesa.
Contexto e Antecedentes
Terceira Invasão Francesa: Napoleão envia o Marechal Massena com um grande exército para invadir Portugal, após as invasões anteriores terem falhado.
Defesa de Wellington: Wellington posiciona as suas tropas (cerca de 50.000 homens, incluindo portugueses) na estratégica Serra do Buçaco para bloquear o avanço francês.
O Combate
Ataque Francês: As tropas francesas, em maior número, atacaram a serra várias vezes, mas foram recebidas com forte resistência.
Resistência Anglo-Lusa: O terreno difícil e a disciplina das tropas aliadas dificultaram o avanço francês, que sofreu pesadas baixas (cerca de 25.000 homens).
Primeira Derrota Francesa: Foi a primeira vez que Massena sofreu uma derrota tão significativa, mas ele continuou em direção a Lisboa, sendo detido nas Linhas de Torres Vedras.
Consequências
Retirada Francesa: A derrota no Buçaco, seguida pelo impasse nas Linhas de Torres, forçou Massena a retirar-se de Portugal em outubro de 1811, pondo fim às invasões napoleónicas e assegurando a independência do país.
Legado: A batalha é lembrada como um momento decisivo da história portuguesa e europeia, com celebrações anuais e projetos de valorização do património, como a Rota Mondego Bussaco.