quinta-feira, 23 de abril de 2026

NEANDERTAIS E HUMANOS «MODERNOS» UMA SEPARAÇÃO ARTIFICIAL?

 


O vídeo acima apresenta uma tese, segundo a qual não existe real separação entre os primeiros «homens modernos» e os neandertais. Seriam apenas diferenças superficiais, isto é, de traços secundários que permitem caracterizar os fósseis como mais sapiens, ou mais neandertais, mas não afetaram a interfecundidade das duas populações.
A existência comprovada de cruzamentos férteis, evidenciada por híbridos fósseis, sobretudo a presença no genoma dos humanos contemporâneos de genes provenientes dos neandertais (1 a 4 % do genoma dos indivíduos «caucasianos»), mostram que a barreira reprodutora (biológica) não existiu, ou foi muito fraca, entre as duas espécies ou sub-espécies.
O documentário mostra até que ponto as classificações são falseadas pelo subjectivismo dos investigadores e do ambiente geral, favorecendo determinadas teorias.
Quando eu era estudante de biologia, nos anos 1976-79, os neandertais tinham como desiganação científica Homo sapiens neanderthalensis e os homens modernos eram Homo sapiens sapiens. Isto significava que os neandertais eram classificados como sub-espécie de uma espécie, que também era a nossa. Logo a seguir, prevaleceu a tese de que se tratava de duas espécies separadas, pertencentes ao mesmo género: Homo neanderthalensis e H. sapiens.


A engenharia genética, a sequenciação dos genes, a sequenciação do genoma humano, o desenvolvimento de métodos de extração e sequenciação de ADN de fósseis, vieram transformar completamente os dados do problema: O primeiro genoma neandertal completo foi apresentado em 2010, salvo erro. A partir desta data, têm sido publicados outros genomas completos.
Também foi possivel fazer o mesmo com os denisovanos. Não vou aqui desenvolver o significado das descobertas, senão num ponto:
- Sim, tanto os denisovanos como os neandertais deixaram porções de ADN significativas no genoma dos humanos contemporâneos. Porém, nota-se também que estas sequências contêm apenas alguns grupos de genes; os outros grupos estão ausentes.
A hibridação produziu descendentes com 50% de genes sapiens e 50% genes neandertais, segundo leis matemáticas da genética. As sucessivas gerações descendentes desses híbridos deveriam ter conservado uma certa proporção de genes neandertais. Mais importante para este caso, é que -havendo total compatibilidade dos genomas - deveriam ser representados os genes codificando as diversas características, exatamente como acontece para quaisquer «híbridos intra-espécie». Mas, ao longo do tempo, houve genes neandertais que se perderam, correspondentes a funções determinadas dos organismos. Porém, outros genes foram conservados e produzem fenótipos na população atual. Portanto, houve uma exclusão selectiva de certos genes e uma conservação selectiva de outros. Nas populações em que houve hibridação entre neandertais e sapiens, as gerações subsequentes experimentaram tal processo (selecção biológica excluindo determinados genes). Note-se que as percentagens de 1-4%, acima referidas, correspondem a genes de origem neandertal nos indivíduos. Se tomarmos a população «caucasiana» como um todo, estão representados cerca de 60% do genoma completo neandertal. Se não tivesse havido discriminação em relação aos genes neandertais, teoricamente, deveriam estar representadas nos humanos de hoje, praticamente 100% dos genes neandertais, embora distribuidos em pequenas porções, nos indivíduos mais diversos. Os 40% que não estão representados nas populações humanas atuais, correspondem a genes perdidos por deriva genética, mas sobretudo, por incompatibilidade com o restante genoma de origem sapiens. Genes que conferem um grau inferior de adequação fenotípica acabam por ser excluídos da população, mesmo genes que conferem aos indivíduos somente uma desvantagem muito ligeira.
Uma hipótese que se pode avançar como fator para a extinção dos neandertais, é a diminuição de fertilidade dos híbridos:
- A incompatibilidade parcial de certos genes sapiens no contexto de indivíduos neandertais, pode imaginar-se por analogia com aquilo que acontece hoje com populações humanas contemporâneas e com o factor RH-.
As mulheres com o fator Rh- mas cujo feto é Rh+ podem sofrer uma reação imunológica de rejeição do feto. Pode imaginar-se mecanismos deste género que causariam mortalidade dos fetos e/ou esterilidade (ou diminuição de fertilidade) nas mulheres.
Os Neandertais e os sapiens seriam duas sub-espécies da espécie Homo sapiens, como intuíram corretamente paleoantropólogos da era pré-tecnologias do ADN. É adequado pensar-se em espécies em vias de formação, mas ainda não totalmente separadas.
Espécies isoladas segundo a definição de Ernst Mayr, com certeza não o eram, pois há imensas provas de interfecundidade e de fecundidade dos híbridos nos dois grupos.
Estes fenómenos de hibridação ocorreram em várias ocasiões e em diversas zonas geográficas: Os asiáticos e os originários da Oceania têm significativa percentagem de ADN de origem denisovana no seu genoma (cerca de 6% na Papuásia). As populações africanas sub-saharianas também possuem sequências doutras populações extintas (ainda não esclarecidas). As populações originárias da América (ameríndias) são oriundas de migrações vindas da estepe siberiana e portadoras de sequências denisovanas.
Existem evidências de que se iniciou um processo de especiação, principalmente durante as épocas glaciares. Os rigores das eras glaciares isolaram as populações humanas, sujeitas a condições ambientais muito diferentes. Depois, houve expansão das várias populações e sobreposição parcial de sua distribuição geográfica. Assim se proporcionaram encontros, hibridações, trocas e influências culturais(1).






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(1) Alguns autores consideram que na cultura Chatelperronense, de neandertais, se observam influências culturais de H. sapiens.

O RESET NÃO SERÁ UM ACONTECIMENTO DE MERCADOS, MAS MONETÁRIO

 


Neste vídeo, estão condensadas informações não confidenciais, que foram publicadas pelos Bancos de investimento, J P Morgan, Goldman Sachs e UBS. 
Na verdade, o falatório de «conselheiros» económicos e «tutti quanti», destina-se a conduzir o público iludido para investir nos «mercados», ou seja, nas bolsas e nos ativos financeiros. 
Numa grande crise sistémica, como é o caso presente, o colapso não tem lugar do dia para a noite. É antes uma erosão progressiva do valor do dinheiro (divisas «fiat») e portanto - por arrastamento - de todos os ativos que são cotados nessas divisas. 
A volatilidade do ambiente, tanto geopolítico como económico, aconselha que não se façam investimentos que dependem muito da confiança. 
Contrariamente ao que dizem os seus propagandistas, o bitcoin e outras cripto-divisas, comportam-se exatamente como as ações tecnológicas no NASDAQ; quando essas ações sobem, as criptodivisas também sobem; e inversamente, quando aquelas descem, também as criptodivisas descem.
Num clima bolsista muito instável, pode ser necessário cobrir perdas nos mercados bolsistas: o «cash», divisa em numerário, pode servir, mas guardá-lo durante muito tempo, num ambiente inflacionário, equivale a uma perda de valor considerável: Se a inflação real for de 10% ao ano, o valor real de 100 dólares, em numerário, ao fim dum ano... será de 90 dólares.
Existe a possibilidade de salvaguardar o valor intrínseco do que se possui, investindo em bens não perecíveis e com reconhecido valor em qualquer país, em qualquer circunstância. É o caso do ouro e da prata. Diz-se que o preço destes metais está a subir nas plataformas que negoceiam matérias-primas; mas, na realidade, o ouro e a prata não sobem nem descem: Porque, aquilo que sobe ou desce é o valor das divisas, em relação aos metais preciosos.
Outros, seriam os investimentos imobiliários e em terrenos: Podem conservar, no longo prazo o seu valor real, mas, antes da aquisição deverão ser avaliados com cuidado e conhecimento objetivo do mercado imobiliário. Mas, estes são investimentos difíceis de ser vendidos no decurso de crise prolongada. 

O vídeo é muito rico em informação, que não posso resumir aqui. A dicção é boa e podemos acompanhar o que é dito lendo as legendas em inglês. 
Poucas vezes tenho deparado com informação como esta, muito útil para quem precisa de preservar seu futuro económico e o da sua família.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

ESTRATÉGIA DO IMPÉRIO USA, DESCRITA EM PORMENOR (Crónica da IIIª Guerra Mundial nº61)

OIÇA AS PALAVRAS ESCLARECEDORAS DO PROF. JIANG NO JIMMY DORE SHOW!



 JIMMY DORE CONCLUI - COM RAZÃO - QUE ESTAMOS NA IIIª GUERRA MUNDIAL, AGORA


Tenho acompanhado os sucessivos vídeos de Jiang Xueqin. O que me impressiona nestes é que seu conteúdo decorre de uma análise e reflexão pessoais. Está realmente preocupado em dar boas pistas aos seus alunos e auditores, para melhor compreenderem o Mundo em que todos nos movemos. 
O seu conhecimento é aprofundado, nas matérias sobre as quais fala. 
Não recua perante o desafio de fazer previsões, mas tem o cuidado de assinalar que são apenas hipóteses, que podem realizar-se ou não, no todo ou em parte. 
Não estou de acordo com tudo o que diz. Mas, as suas intervenções são - para mim - um excelente estímulo para o meu próprio raciocínio. 
Quanto a Jimmy Dore, autor do «show» político mais famoso dos EUA, tem a capacidade de dialogar com o seu hóspede de maneira espontânea, desinibida, mas sempre com o maior respeito.
 Em Portugal, os entrevistadores da  TV, eram, em geral, o oposto de Jimmy Dore: má criação, ignorância e arrogância. Foi este o principal motivo para eu ter deixado de assistir a entrevistas em canais da TV portuguesa.

terça-feira, 21 de abril de 2026

PARA QUE SERVEM AS CONSTITUIÇÕES?

 

 Os 50 anos do golpe da contra-revolução no 25 de Nov. de 1975 comemorados no Parlamento.






Recebi, há umas semanas, um convite para assistir a um colóquio em comemoração do 50º aniversário da Constituição da República Portuguesa, após a revolução de Abril. Nesta ocasião não pude participar, por motivos de ordem pessoal. Porém, refleti, uma vez mais, sobre o assunto.

O essencial dessas reflexões é o que vos apresento a seguir.

Dizem que as constituições são as fundações jurídicas e ideológicas de uma estrutura política chamada Estado. Consoante a constituição em vigor, determinadas leis são compatíveis com ela e podem tornar-se leis do mesmo Estado, ou não. Logo neste aspeto, vemos que existe uma enorme latitude para um grupo de pessoas, juízes, políticos no ativo ou 'reformados', etc. decidirem sempre «em nome do povo», apesar de não terem sido eleitos para tal mandato, se tal ou tal projeto de lei se conforma ou é compatível com a constituição em vigor.

Depois, vêm acrescentos ou cortes, que são feitos ao longo dos anos, para adequar uma constituição aos tempos presentes. Note-se que a constituição do Estado mais poderoso da Terra, os EUA, continua não modificada, após quase 250 anos de existência (aprovada em Filadélfia pelos delegados à convenção, em 1787).

As adendas à Lei fundamental dos EUA são entendidas como necessárias para clarificar o sentido geral pré-existente, não como «subversão» ou desqualificação do texto original.

Em Portugal, porém, alguns anos após a promulgação da «constituição do 25 de Abril», o poder legislativo da altura, socorrendo-se da possibilidade de efetuar uma revisão da constituição, decidiu apagar cláusulas e formulações que desagradavam aos burocratas e tecnocratas da então CEE de Bruxelas, para que Portugal tivesse acesso ao «maná» da Europa dos ricos.

Todas as modificações posteriores vieram acentuar o padrão clássico da democracia parlamentar, minimizando a possibilidade de formas de democracia direta, cuja existência, prevista na versão inicial, mostrava que a revolução dos cravos tinha «no bojo» a possibilidade de tomada em mãos da orientação da sociedade pelo povo, pelo próprio povo, coisa que assustava demasiado os «democratas engravatados» .

Bem, a democracia precisa sobretudo de uma coerência entre um projeto político, referendado pelo povo e a realização prática do mesmo, pelos políticos que entretanto se sentam em cadeiras do poder, nos sucessivos ciclos eleitorais. Ora, na realidade, as distorções e interpretações vesgas de certos preceitos da nossa lei fundamental, são como pegadas fósseis que marcam a transformação do projeto de democracia caminhando para o socialismo, numa democracia exclusivamente virada para proteger os privilégios dos privilegiados.

Como foi isto possível? Há que fazer a história destes cinquenta anos, o que obviamente deverá ser levado a cabo por historiadores credenciados, não por mim. Mas, eu penso que essa história estará presente na memória de muitas pessoas que - como eu - já eram adultas quando se deu a promulgação da Lei fundamental em 1976.

Porque, se nós virmos as realidades sociais decorrentes, constatamos que o programa social - vasto e ambicioso - da constituição inicial, ou foi apagado no próprio texto, ou deturpado pelas leis que, afinal, «não estavam em contradição» com o referido texto, porque assim o decidiu um conselho constitucional fortemente partidarizado, ou porque a política dominante decidiu não «ligar» a certos artigos constitucionais, pondo-os entre parêntisis, para agradar ao poder da burguesia. Quando falo desta classe, estou a referir-me sobretudo à burguesia que domina a Europa da U.E. Tal é o seu poder, que tem influído, sem que os cidadãos respectivos se apercebam, nas políticas internas dos estados-membros, para que estes se conformem ao modelo neoliberal que subjaz todo o edifício da U.E.

O chamado tratado de Lisboa, não é um tratado, mas sim uma versão da constituição rejeitada pelos votantes da França e da Holanda. O nome de «tratado» foi uma esperteza dos políticos da Comissão Europeia e dos governos, para poderem construir uma Europa supra nações, supra vontade dos povos e, sobretudo, que nunca tivesse a veleidade de rejeitar o capitalismo e encetar o caminho para o socialismo.

E assim, passo a passo, a constituição da República portuguesa deixou de estar em vigor, na prática. Existem umas palavras impressas, mas que deixaram de ser o fundamento do regime atual, teoricamente na continuidade da revolução de Abril.

Curiosamente, as forças políticas que aprovaram a constituição de 1976 contam com dois partidos que tinham e têm uma fatia muito grande do eleitorado, o então PPD (que mudou para PSD, pouco depois) e o PS.

Estes dois partidos, que se alternaram no poder em quase todos os 50 anos passados, os seus chefes, os deputados, os membros destacados... todos eles juraram defender a constituição. Isso faz parte da fórmula-juramento que têm de pronunciar para «tomar posse» dos cargos políticos.

Todos nós sabemos que não estavam a jurar com sinceridade. Entre eles, o afã de progredir na carreira política era tal, que se mostravam capazes de dar «umas facadas» na constituição. Se não em termos literais, pelo menos em termos factuais, pois as políticas que implementavam chocavam muito claramente com os ideais de justiça social da consituição de Abril.

É assim que se desfaz uma revolução, que foi dos cravos, mas que afinal, trouxe a continuidade no poder, da mesma classe.

Desde o período dito «revolucionário» (1974-75), diversas fações da burguesia portuguesa, aconselhadas por entidades exteriores, souberam superar suas rivalidades para reinstalar gradualmente, sem dramas, o domínio dos empresários sobre os «não-ricos», os trabalhadores. Estes ficaram destituídos de qualquer poder efetivo.

Mesmo quando se conservavam na legislação aspectos como a lei da greve, a constituição de sindicatos, das comissões de trabalhadores, etc. estas eram emasculadas por dirigentes sindicais e políticos, especializados em canalizar a revolta e a indignação dos excluídos para formas civilizadas, cordatas, de contestação, que não punham em causa nem o poder do patronato, nem o dos políticos "legitimamente eleitos".

Os últimos 50 anos, em Portugal, foram de longa caminhada para a neutralização do potencial presente nas leis e na sociedade, que assustaram a burguesia portuguesa e europeia.

Uma revolução impossível ou não? Significará este fracasso, que os frutos vislumbrados dum verdadeiro socialismo sejam utópicos e - quanto muito - possam ser paulatinamente alcançados somente por movimentos reivindicativos, por uma luta cívica?

Não: A minha resposta é que Portugal e muitos outros exemplos no Mundo, mostram que, se uma revolução não triunfar, vai involuir, duma forma ou de outra, até que não reste mais que a vaga memória do sucedido, ou que se erga um regime contra-revolucionário, disposto a esmagar, com a brutalidade necessária, as veleidades de justiça e liberdade dos oprimidos.




Cabe às pessoas fazerem, da «Revolução de Abril» em Portugal, uma leitura lúcida, pessoalizada e sem quaisquer «auto-desculpas» para consigo próprias e a facção sua preferida. Não serei nunca simpático e popular em certos meios de esquerda, por dizer-lhes aquilo que estes não gostam de ouvir. Mas, não me importa muito. Porque o conhecimento aprofundado dum processo político não nos aliena; pelo contrário, é um conhecimento que nos emancipa.




O IRÃO DETÉM TODAS AS CARTAS, NÃO ISRAEL NEM OS EUA...

...numa guerra prolongada, como está a ocorrer agora.



 John Mersheimer apresenta o modo como Trump e administração têm  atuado,  como a mais prejudicial para a capacidade de projeção de poder e influência dos EUA.

 https://open.substack.com/pub/savageminds/p/iranus-tensions-escalate-after-ship?utm_source=share&utm_medium=android&r=9hbco

Ver o link acima de Abdul Rahman, que esclarece as condições em que foi capturado  um navio tanque iraniano pela marinha dos EUA.

NEANDERTAIS: GENÉTICA DAS POPULAÇÕES PODE ESCLARECER SEU DESAPARECIMENTO


 A genética das populações está vocacionada para avaliar a frequência dos genes numa população, não tendo vocação para o detalhe da transmissão de genes, de indivíduo a indivíduo.  Também não investiga sobre as formas fenotípicas em si, decorrentes da expressão desses genes. A não ser que esta transmissão e estas formas fenotípicas sejam relevantes na distribuição ou frequência dos referidos genes na população. 

No campo da paleoantropologia, a possibilidade duma «genética das populações» extintas há cerca de 30 mil anos, como os neandertais, era considerada "ficção científica", até há bem pouco tempo. 
Com o desenvolvimento de técnicas de extracção e sequenciação de ADN de fósseis (ADN antigo), a situação alterou-se radicalmente: Agora, com os dados que se dispõe, é possível emitir hipóteses pertinentes e testá-las com as sequências genéticas de neandertais (e outras) que se vão acumulando. 
Parece-me relevante (aliás, já o tinha apontado em artigo anterior) o seguinte: O fraccionamento dum grupo em pequenos bandos separados não vai originar, por endogamia mais intensa, uma descendência enfraquecida geneticamente, mas antes contribui para a diferenciação mais rápida de certas características. 
Cada pequeno grupo isolado seria como um "laboratório de experiências genéticas"
Dentro de cada sub-população, a selecção darwiniana continua a exercer-se, só podendo viver e reproduzir-se aqueles indivíduos com boas condições para enfrentar as agruras do ambiente e excluindo os inadaptados. Neste contexto particular, a frequência de genes nocivos ou desfavoráveis seria muito baixa e apenas reflectiria a taxa intríseca das mutações produzindo os traços desfavoráveis. 
Por outras palavras, as populações - em condições ambientais severas - estavam sujeitas a uma selecção tal, que os genes causando handicap,  caso surgissem, teriam uma frequência muito baixa; a capacidade de sobrevivência do grupo, enquanto tal, não era posta em causa.

Mas, cabe aos especialistas na matéria exercer sua análise crítica sobre a hipótese apresentada no vídeo: Nos ambientes diferenciados,  as populações fragmentadas sofrem uma deriva genética*  e uma rápida diferenciação anatómica. 
Mesmo que dados futuros revelem outros aspectos diferentes, vale a pena emitir hipóteses compatíveis com os dados já conhecidos e com o saber acumulado em genética das populações. 
Será este o caminho para se encontrar a explicação do mistério do desaparecimento dos neandertais.


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* deriva genética: os  genes são seleccionados ou perdidos devido ao acaso, pela composição dos indivíduos na pequena população.



                                   Relacionado:

segunda-feira, 20 de abril de 2026

A DECISÃO MAIS ESTÚPIDA DA HISTÓRIA AMERICANA


Atribui-se a Napoleão,  mas realmente o original é  de Sun Zu:
«Quando o inimigo está a fazer um disparate, como meter-se numa "ratoeira", deixa-o fazer, não interfiras...»


 Uma excelente análise jornalística em profundidade partindo da intuição premonitória de Whitney Webb.

A não perder!