segunda-feira, 25 de maio de 2026

O ATAQUE AO «LUSITÂNIA» À LUZ DAS EVIDÊNCIAS CONTEMPORÂNEAS (e outras histórias verdadeiras)

Foto do navio britânico «Lusitânia»


O afundamento do «Lusitânia» foi uma terrível tragédia, provocada pelos que queriam forçar os EUA a entrar na Iª Guerra Mundial.
Mas o Prof. Werner também se refere ao momento presente: Ele demonstra o papel do super-Estado e o da CIA, nos países que os EUA pretendem dominar.
Ele fala de maneira clara, sem restrições, como pessoa sabendo as causas económicas das guerras, como a guerra no Irão e na Venezuela.




A entrevista de Tucker Carlson a Richard Werner :


PATRICK HENNIGSEN DESMASCARA A EXTREMA-DIREITA


 Um importantíssimo testemunho, de um dos melhores jornalistas de terreno, que mostra o ciclo vicioso da violência criada nas zonas ex-colonizadas pelos europeus, na sua imensa maioria, para controlar o acesso aos recursos destes países, seguido pelas catástrofes afetando principalmente os civis, populações indefesas que fogem para os mesmos países que estiveram na origem das guerras. 
Nestas paragens europeias e ex-impérios coloniais, a extrema-direita afirma-se, de cara destapada ou encoberta por partidos de «centro-direita» e começa a exigir um erguer de muros, de restrições, com o pretexto de que as populações emigradas estão a «desnaturar» a base étnica da população. 
No entanto, ninguém no status quo, explica e muito menos tenta corrigir as causas que levam as pessoas a emigrar em massa. 

sábado, 23 de maio de 2026

40 ANOS DESDE CHERNOBYL



 Abril de 1986, na República Socialista da Ucrânia, então parte integrante da URSS, ocorre o acidente nuclear mais devastador, até hoje. O preço humano do acidente, que «não devia ter acontecido», é muito pesado. Numerosas pessoas morreram de imediato, tentanto minorar o resultado da explosão; outras, ficaram com cancros. A nuvem radiativa espalhou-se para além de Chernobyl, para a Bielorússia e mais além. Numa extensão enorme, desde a tundra na Suécia, às costas do Altântico, os níveis anormalmente altos de radiatividade, impediam que se fizesse a colheita de plantas e frutos, que se comessem animais terrestres selvagens e peixes.



Mas, para além da catástrofe natural, também foi uma catástrofe para a nomenclatura soviética. Gorbatchov que, desde algum tempo, era Secretário Geral do PCUS e Presidente da URSS, compreendeu que a junção de Chernobil e do desastre da campanha militar soviética no Afeganistão contra os Mudjahedin, eram sinais dum fracasso sistémico, impossíveis de disfarçar. A sua tentativa de reforma acelerada, para um Estado revitalizado, integrando os princípios da autonomia e da responsabilidade individual, foi gorada. A reforma desde cima foi vencida pela passividade dos aparelhos do partido e do Estado, marcados pelo conformismo e pela corrupção.
A impossibilidade de acompanhar a revolução informática do Ocidente e seus aspectos mais sensíveis - indústrias informáticas marcantes para todos os outros sectores industriais, incluindo os sectores militares - foi vista com realismo pela cúpula do Estado soviético. Poucas pessoas no Ocidente têm em conta o facto de que a própria «elite» do regime estava descrente dos resultados teóricos e práticos do socialismo na versão soviética.
Foi essa consciência, mais do que uma pressão direta dos EUA e OTAN, que levou os dirigentes soviéticos (e em particular Gorbachov), a desencadear uma série de iniciativas diplomáticas para pôr fim à Guerra Fria.
Entretanto, deu-se o golpe gorado da ala mais conservadora do poder soviético, em 1991, cujo resultado foi a ascenção de Ieltsin, e a «desmontagem» da URSS. Esta história também está, em geral, muito mal contada. A instalação de repúblicas autónomas, reformando mais ou menos, seus sistema político e económico, foi consequência dos acontecimentos de 1986-1991. Foi uma grande transformação, embora, por vezes, velhos poderes tenham permanecido, travestidos em «democráticos», vendendo o património dos Estados respectivos a quem os quis comprar e consolidando assim a sua posição. Não foi com certeza algo que tenha entusiasmado os jóvens com ideias generosas de liberdade e de socialismo.
Quanto ao complexo militar-industrial americano e europeu, alinhado com o pensamento estratégico dos neocons (PNAC), quis aproveitar para desmantelar tudo o que fosse potencial obstáculo para a tomada neocolonial dos territórios da ex-URSS, para daí extraírem as riquezas e subjugarem os governos e populações, de modo a que não pudessem eventualmente erguer-se contra o Império americano.
A teimosa política de confrontação para demolir e «balcanizar» a Rússia tem vencido no debate político do Ocidente, nestes mais de trinta anos. Existem variadas correntes e figuras de oposição aos neocons, por exemplo, o prof. Jeffrey Sachs e outros, que desejam levar a cabo um verdadeiro desarmamento. Propõem uma relação construtiva das várias nações - cada uma com os seus interesses próprios - mas aceitando a existência dos outros. São - muitos deles - militares de alta patente, diplomatas, universitários americanos.

MOZART, SONATA K545, FANTASIA K475, SONATA 457 - GRIGORY SOLOKOV AO VIVO





A sonata K 545 em Dó maior é, sem dúvida, das mais conhecidas. Já a Fantasia K745 e sonata K. 457 são muito menos vezes ouvidas, embora sejam peças que sobressaem na própria produção de Mozart. Com efeito, a Fantasia e a Sonata que a segue, ambas em Dó menor, estiveram acopladas desde o princípio, pelo próprio Mozart, ao fazê-las editar conjuntamente. É portanto frequente a sua execução conjunta, como o faz Grigory Solokov.
Mas, em qualquer dos casos, a perfeição de Solokov ilumina as peças de Mozart com a frescura da descoberta, por mais que tenham sido ouvidas e tocadas em disco e em concertos.