O Reino da Arábia Saudita não renovou o acordo dito do «petrodólar» com os EUA. Como tal, está caducado. Kim Iversen explica os pormenores.
sábado, 15 de junho de 2024
ACORDO DO PETRODÓLAR - DA ARÁBIA SAUDITA COM OS EUA - TERMINOU
sexta-feira, 14 de junho de 2024
FRANÇOISE HARDY- A ROSA DA CANÇÃO FRANCESA ASCENDEU AO CÉU
Françoise Hardy - All Over The World (1965)
Françoise Hardy - Mon amie la rose (1965)
OPUS VOL. III. N. 18 : ASSIM OS LEVA O VENTO
Era um tempo sem bússola
De parte a parte parecia
Um mundo fictício
Porém era real
Para onde quer que olhasse
Já não reconhecia
Os meus amigos
Vivia num pesadelo
Acordando em suor
Com a memória
Misturando-se de sonhos
E estes não eram doces
Mas de calafrios
As lindas criaturas
Transformadas em hienas
Meus leais companheiros
Em verdugos sádicos
Oh! Meu Deus, serei
Eu o louco, afinal?
Não sei; as conversas
Com o Senhor do Universo
Têm estado difíceis
Ultimamente
Mas, ao acordar, recebi
Uma críptica mensagem :
"Assim os leva o vento"
quinta-feira, 13 de junho de 2024
Quando a metáfora de " David contra Golias" já não é apropriada
quarta-feira, 12 de junho de 2024
HISTERIA CLIMÁTICA E BOM SENSO FUNDAMENTAL
O clima tem vindo a arrefecer de modo significativo. Pelo menos, na zona da Europa ocidental onde eu vivo. Eu recordo que existem ciclos de arrefecimento e de aquecimento, governados por fatores em que a intervenção humana é positivamente nula: Os ciclos de Milankovitch, que correspondem a mudanças subtis na órbita da Terra (e dos outros planetas) em relação ao eixo de translação em torno do Sol; a periodicidade das manchas solares (que são violentas explosões à superfície do Sol). Em anos de baixa atividade dessas manchas, o nosso Planeta recebe um pouco menos de radiação (principalmente UV), o que tem um efeito de arrefecimento, o contrário ocorrendo quando se verifica aumento destas manchas à superfície do Sol.
Nós não sabemos ao certo como se desenrolam os períodos longos dos próprios ciclos térmicos oceânicos, que podem conservar calor durante 200 anos e depois libertá-lo. Não se compreendem ainda os mecanismos complexos e subtis envolvidos.
A hipótese de que o CO2 antropogénico, produzido pelos humanos e não convertido ou assimilado, será o fator principal do aquecimento, é uma falácia. O fenómeno da fotossíntese foi bastante estudado por mim, enquanto biólogo; a fotossíntese teve sempre um aumento substancial nas eras quentes: Naquelas, produzia-se maior quantidade de biomassa. Por exemplo, no carbonífero, grande parte do globo tinha um clima tropical e os teores de carbono atmosférico eram muito superiores aos do presente. Os animais estavam perfeitamente adaptados, também houve um desenvolvimento espetacular dos dinossauros e de outros grandes animais. O principal «sorvedouro natural» do CO2 são os oceanos, com o plâncton que, depois de morto, deposita-se no fundo dos oceanos e contribui para a formação da rocha calcária mas, o carbono encerrado nas conchas e outros materiais de origem biológica não é suscetível de ser libertado para a atmosfera, permanecendo centenas de milhões de anos encerrado nas rochas calcárias.
Se os acima referidos grupos de pressão estivessem genuinamente interessados em resolver os problemas, iriam fazer campanha, forte e contínua, para que os oceanos deixem de ser o vazadouro de todas as porcarias tóxicas que destroem as algas, o plâncton microscópico, assim como muitos peixes e outros animais marinhos. Pois estas formas de vida são importantes e merecedoras da proteção maior possível, não apenas pela preservação das espécies, como objetivo em si mesmo. Tem-se verificado que o ecossistema marinho absorve de modo estável o dióxido de carbono, mas isso depende primariamente das formas de vida, da sua capacidade em realizar as tarefas, que são naturalmente as suas: fotossíntese, reciclagem de materiais, circulação destes do substrato marinho para a superfície e vice-versa, armazenamento do C em conchas e outras formas ricas em carbonato. Portanto, a destruição dos ecossistemas oceânicos é um processo que põe em risco todo o planeta; a vida humana, a sua alimentação, mas também a estabilidade do clima.
Tudo isto que escrevi acima é consensual entre cientistas: Os climatologistas, oceanógrafos, biólogos, etc. E todos eles vos dirão que se investiga insuficientemente, neste campo dos oceanos, pois as verbas para investigação são escassas. No entanto, está fora de dúvida que esta investigação (principalmente de campo, com sondas e estudos de fauna) seria importantíssima para nos ajudar a compreender o oceano, o grande estabilizador das temperatura e do CO2 atmosférico.
As pessoas que defendem o modelo do GIEC (um painel intergovernamental da ONU, não uma instituição científica) esquecem que este modelo se compõe de dados muito escassos e que abrangem uma duração ridícula. Os dados incluídos nas simulações vão de cerca de 1850, até ao presente; enquanto o clima, tal como as alterações geológicas, se mede em dezenas de milhares de anos!
O modelo computorizado do GIEC - no seu próprio programa - recorre a muitas simplificações, que são outras tantas hipóteses de trabalho NÃO confirmadas. Eu terei atenção ao que dizem e propõem, se forem capazes de analisar e investigar os fenómenos na sua complexidade e se não estiverem amarrados a uma narrativa linear e catastrofista. Lembro que este modelo linear começou por ser proposto em 1970, pelo Clube de Roma, em que alguns dos intervenientes estavam apostados em validar a ideia malthusiana do crescimento incontrolado da população humana mundial, só combatível através de restrições de toda a ordem.
Pena é, que tais malthusianos não apliquem estas restrições a eles próprios e diminuam drasticamente sua «pegada ecológica» individual; provavelmente, ela será o dobro ou mais, da minha ou dos meus leitores/as.
terça-feira, 11 de junho de 2024
DEEPFAKE? O QUE É AFINAL?
segunda-feira, 10 de junho de 2024
FERNANDO LOPES GRAÇA: A REDESCODERTA DAS RAÍZES (Segundas-f. musicais nº4)
3 esconjuros
vamos embora à alvinha do dia
a deus me encomendo e à virgem maria
e à santa bela cruz
que me guarde de cão danado
e por danar
de homem vivo, inimigo
de homem morto, mau encontro
de águas correntes, fogos ardentes
nosso senhor nos livre das bocas de má gente
contra os maridos transviados
deus te guarde sol divino
que corres o mundo inteiro
viste lá o meu marido?
se tu viste não mo negues!
não mo negues! não negues não!
que esses raios que vais deitando
ao seu nascimento
sejam dores e facadas
que atravessem o seu coração
que ele por mim endoideça
não possa comer
nem beber
nem andar
nem com outra mulher falar
nem em casa particular
que todas as mulheres
que ele veja
lhe pareçam cabras velhas
e bichas feias!
só eu lhe pareça bem no meio delas
contra as trovoadas
santa bárbara de alevantou
se vestiu e se calçou
suas santas mãos lavou
e o caminho do céu andou
lá no meio do caminho
a jesus cristo encontrou
-para onde vais? bárbara vais?
eu não vou nem quero ir,
mas ao céu quero subir
- vou arramar aquela trovoada
que lá anda, lá anda armada
arrama-a bem arramada
lá prós lados do marão
no alto cerro maninho
onde não há vinho nem pão
nem bafo de menino
nem berrar de cordeirinho
só há uma serpente
com 25 filhas
que lhes dá água de trovão
e leite de maldição