Quanto menos dívida tivermos e quanto mais possuírmos e controlarmos e baixarmos nossos custos fixos e exposição aos riscos que não podemos controlar, tanto maior será a nossa autonomia. (Charles Hugh Smith)
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

GREVE GERAL A 11 DE DEZ. EM PORTUGAL CONTRA POLÍTICA LABORAL

 

Manifestações e concentrações estão previstas em vários pontos do país


[DO JORNAL MUDAR DE VIDA:]

Perante uma plateia de empresários da banca e do sector exportador (Millennium Portugal Exportador), o primeiro-ministro proferiu, no início de dezembro, uma discursata, tão cínica como patética, com o propósito de enaltecer as virtudes do novo pacote laboral, demonstrar a visão política do Governo e desmerecer as razões da greve geral convocada justamente contra esse mesmo pacote. Para ilustrar a bondade da sua política, lançou para o ar promessas de subida vertiginosa dos salários e de progresso económico que ninguém de bom senso (a começar pelos representantes patronais) leva a sério – como ninguém levou a sério as proverbiais promessas de bacalhau a pataco dos políticos da Primeira República.

A greve geral tem motivações políticas, como acusou Montenegro?

É claro que sim. A natureza das alterações à legislação laboral está bem identificada: um ataque às já escassas defesas dos trabalhadores e das organizações sindicais contra a arbitrariedade patronal. Se Montenegro tem toda a razão em ver na greve geral uma resposta política contra a conduta do Governo, mais razão têm os trabalhadores em ver nas propostas do Governo uma motivação política, da parte do poder e do patronato, para os reduzir a uma massa de gente sem capacidade de reacção. O sentido da greve geral é político por ser uma resposta de classe da parte dos trabalhadores a uma ofensiva igualmente de classe da parte do patronato e do governo que o serve.


CONTINUAÇÃO DO ARTIGO DO JORNAL MUDAR DE VIDA: 

https://www.jornalmudardevida.net/2025/12/09/nao-o-governo-nao-vive-numa-bolha/


ATUALIZAÇÃO: 

UMA DAS GREVES GERAIS MAIS PARTICIPADAS, MAIS DE 3 MILHÕES DE TRABALHADORES PARALIZARAM NO DIA 11.

sábado, 6 de julho de 2019

«A NOVA ESCRAVIDÃO DA CLASSE TRABALHADORA» - ENTREVISTA COM PAUL CRAIG ROBERTS



"The reason Noam Chomsky and I can speak freely is because we don’t want anything from the establishment. We are not depended on them. If we were, we would be shut down. So, you have a situation in the West where there is hardly anybody who can afford to speak freely."


(A razão porque Noam Chomsky e eu próprio podemos falar livremente é porque não queremos nada do 'establishment'. Não estamos na sua dependência. Se fossemos dependentes deles, seriamos calados. Portanto, temos uma situação no Ocidente onde quase ninguém pode permitir-se falar livremente.)



Sobre o Prof. Paul Craig Roberts  e seu pensamento:

Entrevistas de P. C. Roberts a Hanne Nabintu Herland: 


terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

PAUL CRAIG ROBERTS: UMA ENTREVISTA ABSOLUTAMENTE ESCLARECEDORA


Paul Craig Roberts esclarece a lógica do complexo militar-securitário-industrial. 
Para Roberts a desdolarização é um processo que poderá, no futuro, retirar a hegemonia dos EUA, no sistema financeiro mundial.
Também explica como é que a classe dominante está na guerra de propaganda, ou seja, no controlo total da media, incluindo da media «alternativa». 
Sobre a política identitária e como esta se tornou a política oficial do partido democrático, esclarece porque razão isto é muito importante para o sistema político americano. 
A política identitária e «o politicamente correcto» implicam a impossibilidade de unidade na base contra a plutocracia.
Para Paul Craig Roberts o conceito de super-poder dos EUA é já um anacronismo.

[Estes, são apenas alguns tópicos mais interessantes para mim, mas existem muitos outros conteúdos, com imenso interesse e bom senso, nesta entrevista]