A palavra FADO tem orígem no latim, FATUM, que significa destino.
No português corrente, tem seguramente conotação de má sorte, quando se diz «é o meu fado». Não admira, pois tem sido o fado deste povo que atravessou oceanos em busca de «El Dorados». Muitos deles, nunca chegaram a alcançar fortuna e voltaram à terra natal em estado miserável, como Camões, ou morreram em terras distantes e, muitas vezes, a tumba foi de água oceânica, em numerosos naufrágios, que engoliram caravelas e suas tripulações, transportando preciosas especiarias (canela, pimenta...) para os mercados europeus.
O passado trágico do século XVI, dito «grandioso», acabou com a derrota de Alcacer Quibir, seguido pela a perda de independência com a união do reino de Portugal à coroa de Filipe de Espanha. Esta sucessão de tragédias ficou refletida numa mágoa persistente nas vozes do povo anónimo, que nunca são citadas nos livros de História. Porém, são a história pessoal de muita gente. As «viúvas de vivos», era como se designavam as mulheres de emigrantes, que partiam para longe. Eles, labutando duramente em países estrangeiros, para construir um bem-estar sólido para as suas famílias.
Uma grande parte do Fado é, porém, de temática amorosa, como aliás a canção popular em geral. Mas no fado, é muito frequente o lamento da separação, do desencontro, do engano e desengano, enfim de histórias de amor que correram mal, de alguma forma.
Também está muito presente o tema da saudade, no fado e na poesia portuguesa. Esta expressão, não tendo correspondência exata noutras línguas, exprime um estado de melancolia e de fixação no passado, onde se projetam recordações o ser amado e de todos os momentos felizes, em geral.
Há muitos estudos sobre as origens do fado.
O fado, hoje, realmente corresponde a um tipo definido de música, pese embora a diversidade dos seus compositores e interpretes. Dizem que o fado tem origem no «lundum», um cântico negro, cantado pelos escravos negros no Brasil, desde que estes foram levados para as plantações (as roças), sofrendo a brutalidade dos donos coloniais.
Mas, também se fala da relação com as melopeias árabes - lembrança longínqua do Portugal que foi mouro, com uma presença de sete séculos, e deixou raízes profundas no folclore, embora o povo não tivesse ideia que suas expressões artísticas tinham efetiva origem na riquíssima civilização arabe ibérica (El Andaluz era a designação da Ibéria pelos mouros), que foi a mais avançada na Idade Média.
Na origem, o que hoje se chama «fado», estava enraizado em várias tradições orais, na fluidez e musicalidade próprias da música popular. Mas, como documentos, os mais antigos fados escritos e partituras editadas datam de finais do século XIX. Eles estão curiosamente associados, em muitos casos, com o proletariado urbano lisboeta, não ainda maioritariamente trabalhando na grande indústria, mas em pequenas fábricas e oficinas, que se situavam em bairros pobres: Alfama, Mouraria, Castelo, Madragoa ... eram bairros habitados por pessoas humildes, as casas não tinham condições mínimas, as ruas eram estreitas e mal iluminadas. Havia neles muita pobreza e com ela, alcoolismo, prostituição, marginalidade, etc. Havia nessa época uma estricta divisão das classes, embora alguns nobres boémios frequentassem prostíbulos situados nesses bairros. Tais boémias estão na origem de histórias romanceadas, como a da Severa , que foi amante do Conde de Vimioso.
Sendo impossível falar em pormenor dos muitos compositores e poetas que escreveram para Amália especificamente, ou daqueles que Amália apropriou as canções pré-existentes e lhes deu nova vida, com a sua voz e sensibilidade magníficas, queria sublinhar o caso de Alain Oulman. Ele compôs música sobre poemas escritos por poetas famosos ou bem conhecidos, da literatura portuguesa. No total, não sei quantos poetas de renome foram cantados por Amália: Luíz de Camões, David Mourão-Ferreira, Alexandre O' Neill, José Régio, Manuel Alegre, Pedro Homem de Mello, Cecília Meirelles, Ary dos Santos, etc. A própria Amália assinou letras de fados.
Para terem uma ideia da qualidade e diversidade da poesia nos fados de Amália Rodrigues, podem ouvir a playlist, com o título «AMÁLIA RODRIGUES: O FADO».
A vida corpórea dos compositores e intérpretes é finita. Porém, eles são eternizados pela execução das composições/canções/poemas e pela constante presença na memória coletiva.
É o caso de Amália e doutros, que comparticiparam na gesta de transformar o fado num expoente da alma portuguesa.
Sittin' down by my window,
Honey, lookin' out at the rain.
Lord, Lord, Lord, sittin' down by my window,
Baby, lookin' out at the rain.
Somethin' came along, grabbed a hold of me,
And it felt just like a ball and chain.
Honey, that's exactly what it felt like,
Honey, just dragging me down.
And I say, oh, whoa, whoa, now hon', tell me why,
Why does every single little tiny thing I hold on goes wrong ?
Yeah it all goes wrong, yeah.
And I say, oh, whoa, whoa, now babe, tell me why,
Why does every thing, every thing.
Hey, here you gone today, I wanted to love you,
Honey, I just wanted to hold you, I said, for so long,
Yeah! Alright! Hey!
Love's got a hold on me, baby,
Feels just like a ball and chain.
Now, love's just draggin' me down, baby, yeah,
Feels like a ball and chain.
I hope there's someone out there who could tell me
Why the man I love wanna leave me in so much pain.
Yeah, maybe, maybe you could help me, come on, help me!
And I say, oh, whoa, whoa, now hon', tell me why,
Now tell me, tell me, tell me, tell me, tell me, tell me why, yeah.
And I say, oh, whoa, whoa, whoa, when I ask you,
When I need to know why, c'mon tell me why, hey hey hey,
Here you've gone today,
I wanted to love you and hold you
Till the day I die.
I said whoa, whoa, whoa!!
And I say oh, whoa, whoa, no honey
It ain't fair, daddy it ain't fair what you do,
I see what you're doin' to me and you know it ain't fair.
And I say oh, whoa whoa now baby
It ain't fair, now, now, now, what you do
I said hon' it ain't fair what, hon' it ain't fair what you do.
Oh, here you gone today and all I ever wanted to do
Was to love you
Honey an' I think there can be nothing wrong with that,
Only it ain't wrong, no, no, no, no, no.
Sittin' down by my window,
Lookin' at the rain.
Lord, Lord, Lord, sittin' down by my window,
Lookin' at the rain, see the rain.
Somethin' came along, grabbed a hold of me,
And it felt like a ball and chain.
Oh this can't be in vain
And I'm gonna tell you one just more time, yeah, yeah!
And I say oh, whoa whoa, now baby
This can't be, no this can't be in vain,
And I say no no no no no no no no, whoa!
And I say whoa, whoa, whoa, whoa, whoa
Now now now now now now now now now no no not in vain
Hey, hope there is someone that could tell me
Hon', tell me why,
Hon', tell me why love is like
Just like a ball
Just like a ball
Baaaaaaalllll
Oh daddy, daddy, daddy, daddy, daddy, daddy, daddy, daddy
And a chain.
Yeah!