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segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Elvis ainda E SEMPRE favorito [Segundas-f. musicais n°42 ]

 


...Quando surgiu como um furacão nos Estados Unidos, este fenómeno não me impactou, porque era um menino e vivia num país afogado em censura, hipocrisia e convencionalismo. Tudo o que fosse ou se assemelhasse a rebelião, mesmo que apenas em canção, era banido da rádio. A rádio era o meu veículo de contacto com a música rock e pop, que estava operando uma «revolução sonora» e também comportamental, nos adolescentes da época.

Mas, o facto é que a fama de Elvis Presley era tão grande, que derrubava muitas barreiras. Eu, por volta dos dez anos, preferia os Beatles e os Rolling Stones, mas não deixava de prestar ouvido atento a Elvis Presley.

Ele era, não apenas idolatrado, como incendiava os corações das moças. O seu reportório de canções românticas, sobretudo, derretia as meninas adolescentes, mais do que as canções de rock endiabrado e irónico, que também eram a sua marca.

No decurso da minha adolescência, Elvis Presley já se transformara, perdendo muito do impacto inicial, mas isso não é surpreendente, é mesmo a norma, nas carreiras da maior parte dos ídolos. No entanto, a memória de Elvis perdurou, muito para além da sua vida.

Não há muitos outros, no rock e pop, que conservam na minha memória a frescura que Elvis transmite.

Hoje, decidi seleccionar algo que é, por definição, subjectivo escolhendo apenas 12 canções de que gosto. Nem todas são grandes sucessos comerciais. Cada pessoa terá a sua lista própria de canções preferidas.

Consulta aqui a playlist Elvis Presley




segunda-feira, 15 de julho de 2024

BIG MAMA THORNTON e o "RYTHM & BLUES" (Segundas-f. musicais nº 9)


                                           https://www.youtube.com/watch?v=Vl9pb-BsT1w

                           Big Mama Thorton com John Lee Hooker: «Hound Dog
» (1964)


 Esta cantora é deveras original, sobretudo, pela força de sua expressão vocal. É também precursora nos anos 1950, do Rhythm & Blues. 
John Lee Hooker, Mama Thornton e outros, tocam harmónica noutra peça (Down Home Shakedown), gravada no seguimento da sessão de «Hound Dog». 

Muitos artistas de Rock e de Rhythm & Blues retomaram as canções de Big Mama: Elvis Presley (Hound Dog), Rolling Stones (Little Red Rooster), Janis Joplin (Ball N' Chain) e muitos mais...

Vale a pena explorar o reportório rico e variado de Big Mama Thornton: Existem muitos vídeos com gravações (em estúdio e ao vivo) e entrevistas sobre a sua vida e carreira. 

Note-se que o «Blues», vindo Sul agrícola e do delta do Mississípi, está na origem do «Rythm & Blues», mas também do «Soul», do «Rock» e também muito do Jazz foi aí buscar suas raízes. 

terça-feira, 1 de novembro de 2022

OTIS REDDING - "THE SOUL"


Apresento nova playlist, com algumas composições e interpretações do «Rei da Música Soul»:

OTIS REDDING - THE SOUL

 Otis Redding (9 de Setembro 1941 – 10 de Dezembro 1967) foi um autor, compositor e cantor americano, considerado dos maiores ídolos da música popular e artista de primeiro plano da música soul e rhythm and blues

Ele influenciou muitos artistas que, não só interpretaram suas composições, como também se inspiraram do seu estilo vocal, gutural, rude e apaixonado. 

Esta playlist inclui atuações em palco de Otis Redding, que mostram como ele criava uma atmosfera de exaltação, de conivência com o público e de entrega total. 

A sua morte trágica, num acidente de avião, que envolveu também a morte de quase todos os passageiros e músicos da sua banda, ocorreu no auge da sua carreira.
Muitos discos surgiram após a sua morte; ele tinha gravado um grande número de inéditos.

Os seus álbuns são de qualidade muito acima da média, mesmo em relação aos anos 60, época de elevada criatividade, na música popular anglo-saxónica.

segunda-feira, 22 de agosto de 2022

THE ANIMALS E OS ANOS 60

Os britânicos «The Animals» são um marco inesquecível dos anos 60. Em homenagem ao grupo e seus membros, deixo aqui algumas das melhores gravações:


               https://www.youtube.com/playlist?list=PLUv1WgIwP9IORf7pGl2Et34u40666iOQs

Nestes anos, os jovens eram revolucionários:  Ocuparam fábricas e faculdades, puseram em cheque as políticas repressivas, não tiveram medo de enfrentar tanto a repressão policial, como a repressão burocrática. 

Nos anos 60 passaram-se muitas coisas que eu não imagino possíveis na atualidade. Pelo menos, nos países ditos «ocidentais».  

Era assim, nos anos 60, à beira da revolução que acabou por não acontecer no plano político, mas foi bem sucedida na sociedade civil:

LIBERTAÇÃO SEXUAL, LUTA AUTÓNOMA DAS MINORIAS OPRIMIDAS, LUTA ANTI-COLONIAL E ANTI-IMPERIALISTA, SOCIALISMO NÃO-BUROCRÁTICO.

https://www.youtube.com/playlist?list=PLUv1WgIwP9IORf7pGl2Et34u40666iOQs


terça-feira, 5 de outubro de 2021

JOHN LEE HOOKER: «BOOM BOOM»


 Uma atuação ao vivo duma das maiores lendas dos blues. Ele exerceu uma influência decisiva, não apenas na tradição negra americana dos blues, como da cena rock da época. 
Os Animals, por exemplo, retomaram esta canção. Mas, também outros grupos de rock-pop se inspiraram de John Lee Hooker, os Rolling Stones, os Doors, Eric Clapton, etc. a lista completa seria bastante longa. 
Basta dizer que qualquer banda de pop-rock nos anos 60 (de ambos os lados do Atlântico), tinha influências dos blues negros americanos, não só de John Lee Hooker, como de Muddy Waters e de muitos outros. 

Post-scriptum: Quando penso em toda a saga do rock nos anos 60,  da intrusão da música negra, desde os blues, ao Rythm & Blues, ao Rock and Roll (com Chuck Berry, Little Richard e outros músicos negros nos anos 50) e ao Jazz, em todas as manifestações de música popular, tenho a certeza que a apropriação pelos músicos «brancos», daquilo que era identificado como «música de negros», foi uma genuína manifestação de antirracismo, nos anos 60, na minha geração. Os músicos deixaram de pensar em termos de «música de negros, para negros» ou «de brancos, para brancos». Em consequência disto, muito público «de todas as cores» aderiu aos estilos musicais e às danças então em voga. 
O «wokismo» é um empobrecimento: As pessoas deixarem-se encerrar em categorias mentais estruturadas em torno de conceitos «comunitaristas» da cultura.