terça-feira, 23 de julho de 2024
O FÓRUM ECONÓMICO MUNDIAL (WEF) APODERA-SE DE GOBEKLI TEPE!
terça-feira, 4 de agosto de 2026
GÖBEKLI TEPE: Reavaliando o mistério, com a ajuda de «Grok AI»
Este conjunto monumental , construído há mais de 12 mil anos no planalto da Anatólia, não seria tanto um «templo», como um memorial, uma «biblioteca», um aviso para os vindouros, sobre um perigo recorrente que veio e devastou a Terra no período chamado o Drias Recente. Nesse momento, um meteoro gigante ou cometa, colidiu com a Terra, causando devastação muito para além da zona de impacto, pois induziu um brusco arrefecimento da temperatura planetária, numa altura em que se estava nas fases finais da Idade do Gelo, quando, nas zonas temperadas do hemisfério Norte, as condições naturais da fauna e flora, já se assemelhavam às de hoje.
Ainda existiam mamutes no Grande Norte, ainda havia zonas vastas, no Hemisfério Norte, recobertas por glaciares. Porém, a humanidade experimentou um período de renovo, que se traduziu em aumento populacional e em desenvolvimento técnico inédito.
A «invenção» da agricultura e da pastorícia estavam perto. Por exemplo, os povos da Cultura natufiense (zonas que são hoje Israel e Líbano) tinham uma proto-agricultura, havia colheita de gramíneas selvagens. Havia processamento dos grãos em farinha. Com certeza, estas espécies acabaram por hibridizar-se por processos semi-naturais/ semi-induzidos pelos humanos, para dar origem aos cereais que cultivamos hoje.
A abundância da caça nalgumas zonas, permitiu que as tradições nómadas fossem descartadas. Antes, os bandos de humanos acompanhavam as migrações cíclicas dos grandes herbívoros, em busca de mais tenras pastagens. A sedentarização (assentamento permanente em aldeias) não podia existir nessa época.
A diferenciação dos instrumentos de pedra na Idade da «pedra polida» (Neolítico) era muito grande: Incluía itens que permitiam trabalhar as peles e o couro, coser com agulhas de osso, pescar com arpões e anzóis, etc. A tecnologia da pedra tinha-se tornado muito mais sofisticada, depois do Paleolítico, mas milénios antes do surgir da metalurgia.
As proezas arquitecturais e esculturais permitem identificar a cultura com o nome do local de «Gobekli Tepe», embora a área cultural se estenda num vasto complexo monumental na Anatólia, havendo muitos sítios arqueológicos por escavar, já detetados por métodos de geolocalização à distância. As proezas descritas em pormenor no vídeo, implicam tecnologias que não conhecemos. Nós temos grande dificuldade em imaginar como terão sido realizados estes monumentos de pedra. De algum modo, os construtores devem ter recorrido a técnicas muito avançadas para a época, há cerca de 12 600 anos.
Graham Hancock avançou uma explicação, que deixou um grande número de académicos muito incomodados:
- 'Gobekli Tepe' é o testemunho dos sobreviventes do cataclismo do Drias Recente. Eles possuíam um saber técnico e científico muito mais desenvolvido que os dos povos naturais da zona, no planalto da Anatólia. Nesta época, o clima do planalto era menos seco do que agora, com boas condições naturais para a caça-recolecta. Havia nesta zona uma densidade relativamente elevada de povoamento humano.
Nas expedições efetuadas por Graham Hancock, ele deparou-se com outros locais, nos mais diversos pontos do Planeta, onde existem sítios arqueológicos enterrados ou submersos (hoje). Segundo ele, são testemunhos desprezados da civilização pré-Drias. Quando não totalmente ignorados, estes vestígios são vistos como «curiosidades» apenas, pelos arqueólogos que seguem a teoria clássica. Para tal teoria, as civilizações iniciaram-se alguns milénios depois do início da agricultura. Primeiro veio a capacidade de controlo dos recursos alimentares (a «Revolução agrária») e depois, as primeiras civilizações, com a construção de monumentos, reflectindo o poder dos reis, dos sacerdotes, etc .
Penso que nos deixamos fascinar demasiado pelas proezas técnicas e artísticas dos construtores de Gobekli Tepe. Seria mais saudável, do meu ponto de vista, partir do princípio - e do bom senso - de que Gobekli Tepe representa um auge, um cume civilizacional, não um princípio ou um arranque. Isto seria um sólido argumento a favor da tese de Hancock: Ter havido uma transferência de saberes; estes, terem sido gerados por outras culturas, talvez em pontos muito distantes. Os saberes teriam sido transferidos pelos refugiados do cataclismo do Drias Recente, para o planalto da Anatólia.
A hipótese de que um povo nómada de caçadores/recolectores se poria a construir monumentos de pedra, que exigiram enorme esforço colectivo e um saber técnico muito avançado, parece-me simplesmente ridícula.
A pré-história tem de ser reescrita; tem de se reconher o evidente: Desprezámos muitos vestígios ou interpretámos mal os mesmos, sobretudo os anteriores a 12 mil anos. A arqueologia que se debruçou sobre as culturas de antes de 12 mil anos, tem de ser completamente reexaminada e recontextualizada. Deve haver um fio condutor, coerente com as evidências conhecidas no presente. Em ciência, as evidências são mais poderosas que as teorias, por muito estabelecidas que estas sejam.
Estes erros de perspetiva são comuns e humanos: Valorizamos o que fomos condicionados a ver; interpretamos os vestígios, para eles se enquadrarem nos nossos (pre)conceitos . Descartamos ou diminuimos o significado do que saia fora do enquadramento da nossa conceptualização teórica.
Quanto às evidências, estas são (quase) sempre fragmentárias, ambíguas, sujeitas a erros de datação, etc. E isto torna-se mais acentuado, quanto mais nos afastamos no tempo...
A ciência propriamente dita, deve ser céptica e crítica em relação a ela própria. Não deve descartar hipóteses plausíveis, se a verdadeira razão pela qual se procede a tal afastamento, é a visão convencional do momento.
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PS1: A temática de Gobekli Tepe tem estado presente em vários artigos neste blog, embora não sejamos arqueólogos profissionais. Mas, o que estará em jogo, é de interesse muito vasto e profundo. Nada menos do que a reavaliação da pré-história, em especial, do final do paleolítico e do início do neolítico.
Veja:
https://manuelbaneteleproprio.blogspot.com/2023/05/gobekli-tepe-importantes-novas.html
terça-feira, 15 de julho de 2025
GOBEKLI TEPE É CHAVE PARA CIVILIZAÇÃO IGNORADA DA ANTIGUIDADE
sábado, 11 de julho de 2026
GOBEKLI TEPE e Anatólia nas origens da revolução agrária
sábado, 27 de outubro de 2018
DO NEOLÍTICO À IDADE DO BRONZE (parte III)
Neste episódio, damos um grande passo atrás, para examinar as origens do período neolítico. Muitos milénios nos separam dos primórdios da história, da existência da escrita.
Se há um achado arqueológico que tenha influência decisiva no modo como vemos este longo período, que corresponde à maior revolução de todos os tempos, esse é Goblekli Tepe.
Estima-se que o complexo de Gobleki Tepe tenha mais de 12 mil anos. Ele foi - portanto - erguido na transição do Mesolítico para o Neolítico.
Na altura em que Gobekli Tepe foi erigido, a natureza era generosa: havia abundância e diversidade de espécies, em resultado da temperatura mais amena e de maior quantidade de água disponível, após a última glaciação.
A densidade de caça, de cereais e de frutos selvagens, tornavam a vida particularmente fácil para os humanos que ocupavam a região. Corriam cervos e gazelas pelos campos onde gramíneas selvagens, com sementes nutritivas, eram fáceis de colher. A selecção das gramíneas autóctones selvagens nesta região e a sua transformação em cereais cultivados, foram o feito decisivo destes povos, o que corresponde à adopção de um modo de vida baseado na agricultura. Enquanto estivessem na planície com esta fonte de alimento quotidiano, fácil de colher, não haveria escassez. Mas, se tivessem que se deslocar para outras paragens, menos propícias, uma porção de cereal podia ser alimento ou semente de cultivo.
Círculos de pedras erguidas em Gobekli Tepe
Os pilares com animais extraordinariamente bem esculpidos (seriam as suas ferramentas de pedra?) poderiam representar os animais-totem de tribos ou clãs confederados.
Assim, Hancock considera que o aparecimento deste grande monumento de pedra, no local e na altura precisa em que principia a agricultura, ficaria explicado. A transferência dos saberes terá ocorrido após uma grande catástrofe, ocorrida há cerca de 12 500 anos atrás, que dados geológicos recentes indicam ter sido à escala global, um embate dum asteróide que afectou gravemente o planeta, com grandes subidas dos níveis dos oceanos, alterações climáticas brutais e o desaparecimento de avançadas civilizações.
Não me custa acreditar na sofisticação das culturas dos caçadores-recolectores, pois o homem paleolítico deixou, em grutas e noutros locais, numerosos exemplos do seu extraordinário vigor criativo e indícios claros duma religião animista.
Gravura rupestre no Vale do Côa, Portugal datada de 15-12 mil anos (1)
As culturas materiais podem até ser relativamente pobres e não reflectirem o grau de sofisticação da psique, em povos ditos «primitivos». Hoje, graças a estudos de antropólogos, sabemos que os índios da Amazónia ou os aborígenes australianos, por exemplo, possuem complexos e elaborados ciclos de narrativas mitológicas!

Monumento megalítico de Mezio, Arcos de Valdevez
Nestas circunstâncias, os arqueólogos terão muita dificuldade em evidenciar as culturas mais antigas. Com efeito, as matérias orgânicas presentes nas várias camadas do entorno das pedras, se utilizadas para a técnica do C-14, apenas dão as datas em que estes materiais foram adicionados: isso não coincide necessariamente com a época em que o monumento de pedra foi erigido.
Pode muito bem ser necessário reescrever uma parte importante da história da humanidade, conferindo-lhe muito maior profundidade.
(1) https://www.dn.pt/vida-e-futuro/interior/descobertas-mais-gravuras-rupestres-no-vale-do-coa-10090138.html
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
GOBEKLI TEPE; O MAIS ANTIGO TEMPLO
Porém, tal como existe na biologia evolutiva a teoria dos «equilíbrios pontuados», onde uma catástrofe varre de forma aleatória muitas espécies vivas, deixando «ecossistemas vagos» para serem ocupados pelas espécies sobreviventes que entretanto se foram adaptando e diferenciando, existiria lugar para qualquer coisa semelhante, no caso da evolução das civilizações. A diferença substancial é a de que, por maior que seja a destruição causada, seja por um cometa, seja por dilúvios ou outras catástrofes, numa escala global, a memória cultural nunca desparece por completo, fragmentos da civilização desaparecida são resgatados pelos sobreviventes, ou pelas populações que não foram tão severamente afectadas pela extinção; a gesta de heróis, ou semideuses, poderia ser a memória remanescente de civilizações desaparecidas, claro, muito modificada pela imprecisão e fantasia decorrente da transmissão oral durante séculos.
Os que erigiam estes monumentos, estavam conscientemente a estabelecer uma relação profunda com a abóbada celeste, onde residiam os deuses, onde estava a morada dos antepassados. Era o Céu que governava os grandes e pequenos ciclos na Terra: as estações, as alternâncias da noite e do dia, etc.
Relatos sobre sábios que ensinam as técnicas e dão a educação necessária à civilização dos povos, estão presentes numa enorme variedade de culturas. Exprimem a etapa pré-institucional, a etapa xamanística da história dos povos.
Esta história permanece viva na memória coletiva, de forma confabulada em mitologias.
quinta-feira, 28 de maio de 2026
segunda-feira, 29 de maio de 2023
GÖBEKLI TEPE: IMPORTANTES NOVAS DESCOBERTAS
sábado, 12 de agosto de 2017
CATACLISMOS E COLAPSOS CIVILIZACIONAIS
Graham Hancock tem defendido, desde o seu famoso livro de 1995 «Fingerprints of the Gods», até ao mais recente «Magicians of the Gods», a existência de uma civilização muito avançada no período anterior a 10,500 B.C. ( ou seja há 12,500 anos atrás), que foi quase completamente obliterada por uma catástrofe global durante um período geológico designado o «Dryas recente». Num período de tempo muito curto, o nível do mar subiu imenso, inundando civilizações costeiras, um pouco por todo o lado, em consequência do degelo acelerado da calota glaciar que recobria as zonas setentrionais dos continentes norte americano e eurasiático.
Hancock explica esse florescimento brusco como resultando de uma transferência tecnológica e cultural, dos refugiados (com nível de civilização mais avançada) para comunidades de caçadores-recolectores, que os acolheram.




