Podia alinhar umas cinquenta faixas dos Stones dos anos 60. Canções, pelas quais merecem ser lembrados como o grupo de rock mais selvagem e mais cool dos anos 60. Eles continuaram e nem sempre estiveram à altura da banda que tinham sido, no passado. De qualquer maneira, estas minhas 4 escolhas são apenas a expressão do meu gosto pessoal.
Muitos de nós, adolescentes dessa época, nos fartámos de dançar ao som dos Stones. Sei que os da minha geração gostam de regressar ao ambiente sonoro desse tempo!
Dedico esta canção aos colegas de há 60 anos: Rapazes e raparigas, dançávamos ao som destas músicas, às vezes sem compreender o sentido profundo das letras. Mas, afinal, elas faziam parte do espírito da época.
Eu não esqueci nunca. E vocês?
NOBODY KNOWS YOU WHEN YOU DOWN AND OUT (OTIS REDDING)
Once I lived the life of a millionaire
People spending my money
Lord, and I just didn't care, now lord
Takin' my friend out, tryin' to have a good time
They drank that strong bootleg liquor
And that good old champagne and wine
Well, lord, just as soon as my money got so low
I couldn't find my friends, lord
And I just didn't have no place to go now, no no
But if I ever
And if I ever get my hands on them green dollars again, yeah
I'm gonna hold on 'til that big eagle grin, lord now
I'm trying to tell y'all that nobody wants you
People, nobody wants you, no
When you're down and out, now-now lord
Because in your pocket, no, there is not one penny
And all of them so-called friends
I'm trying to tell, y'all that you haven't got any but, yeah
And just as soon as you get back on your feet again
People, I'm tryin' to tell you that here they come
Tellin' you all, they're your long lost friend
Oh, but I'm tryin' to tell everybody, lord, without a doubt
That nobody wants you
Nobody wants you, no, no
Nobody wants you, no
Nobody needs you
Nobody wants you when you're down and out, lord
And nobody says a good thing about you
And nobody can tell you when to turn and when to go
But, but when you get back on your feet again
Then everybody come tell you that here they come
Try to tell you all, they're your long lost friend
Selecionei as melhores canções, no meu critério altamente subjetivo.
Mas, de qualquer maneira, não é difícil apreciar a extraordinária capacidade expressiva, a musicalidade e paixão desta mulher-vulcão.
Estou sempre desejoso de voltar a ouvir esta Diva do Soul, também como forma de revisitar a minha adolescência feliz.
Muitos, que não conheceram os gloriosos anos 60 (na música), também se entusiasmam com as suas formas musicais e seus artistas.
A música "pop-rock" que se faz hoje soa-me, em 90% dos casos, como chata, banal, ou pretensiosa, como um veículo que já não tem combustível e só se desloca pelo efeito da impulsão passada.
Por isso, atrevo-me a decretar os anos 60 (e parte dos 70), a idade de ouro da música popular.
O maravilhoso grupo - com o seu criativo compositor e vocalista John Sebastian - fez voar e sonhar toda uma geração de adolescentes, da qual eu fiz parte. Foi uma profusão de criatividade, da qual Woodstock foi apenas o vértice.
Esta minha publicação deve ser entendida como algo diferente de um suspiro nostálgico de alguém que olha em retrospetiva para esses anos, porque quero no presente afirmar que a nossa utopia - de real emancipação da sociedade do dinheiro e da ganância - realmente fez a diferença. Foi assim, porque todos nós acreditávamos no Amor.
Letra
What a day for a daydream What a day for a daydreamin' boy And I'm lost in a daydream Dreamin' 'bout my bundle of joy
And even if time ain't really on my side It's one of those days for takin' a walk outside I'm blowin' the day to take a walk in the sun And fall on my face on somebody's new-mowed lawn
I've been havin' a sweet dream I been dreamin' since I woke up today It's starrin' me and my sweet thing 'Cause she's the one makes me feel this way
And even if time is passin' me by a lot I couldn't care less about the dues you say I got Tomorrow I'll pay the dues for droppin' my load A pie in the face for bein' a sleepy bull toad
And you can be sure that if you're feelin' right A daydream will last long into the night Tomorrow at breakfast you may prick up your ears Or you may be daydreamin' for a thousand years
What a day for a daydream Custom-made for a daydreamin' boy And I'm lost in a daydream Dreamin' 'bout my bundle of joy
Ouve a célebre canção de Sam Cooke, cantor e compositor negro, iniciador da corrente chamada «Soul», corrente que tem, como nomes mais conhecidos, Aretha Franklin ou Otis Redding, ambos já falecidos.
Gravação de 1963
Sam Cooke foi um fenómeno de ascenção fulgurante no início dos anos sessenta, quando gravou esta canção. Desde então, esta canção e muitas mais de sua autoria, foram retomadas por inúmeros cantores, incluíndo Aretha Franklin e Otis Redding.
«A change is gonna come» é uma balada intemporal, que fala das suas origens humildes, oprimido mas orgulhoso de sua pessoa, de sua dignidade como ser humano. É sempre verdade, que uma mudança há-de vir. Ela é muitas vezes identificada com o movimento pelos direitos civis, no início dos anos 60 nos EUA. É temporalmente assim, mas quando uma obra-prima apela a valores universais, tem ressonância em todos os corações humanos, sejam eles de onde forem!
No atual ambiente de guerra total, não podemos abdicar dos nossos direitos, da nossa dignidade e da nossa razão.
- Quando os opressores de hoje julgam que nos estão esmagando, estão a pisar a nossa sombra.
- Quando eles se atrevem a calar a boca dos justos, multiplicam-se as bocas que os denunciarão.
-Quando eles julgam que o seu tempo é chegado, têm razão; pois falta pouco para serem julgados e condenados pelos crimes que cometeram.
If you miss the train I'm on, you will know that I am gone You can hear the whistle blow a hundred miles A hundred miles, a hundred miles A hundred miles, a hundred miles You can hear the whistle blow a hundred miles
Lord, I'm one, Lord, I'm two, Lord, I'm three, Lord, I'm four Lord, I'm five hundred miles from my home Five hundred miles, five hundred miles Five hundred miles, five hundred miles Lord, I'm five hundred miles from my home
Not a shirt on my back, not a penny to my name Lord, I can't go a-home this a-way This a-away, this a-way, this a-way, this a-way Lord, I can't go a-home this a-way
If you miss the train I'm on, you will know that I am gone You can hear the whistle blow a hundred miles
Esta melodia, tão apropriada à letra, exprime uma nostalgia intemporal.
Provavelmente, a mais bela canção interpretada pelo célebre grupo vocal dos anos 60. Foi retomada por inúmeros agrupamentos...
500 milhas? ........ A quantas milhas mais estaremos desse tempo, em que havia tempo para sonhar !
Nesta versão, extraída do álbum Live at Harlem Square Club (1963) vibra aquela atmosfera de festa, o «acto de consagração da música Soul» ... Foi Sam Cooke o criador desta canção, retomada pelos mais célebres cantores e grupos, sobretudo nos anos sessenta (Otis Redding, The Animals, etc, etc...).
0:00 Introduction0:46 ( Don't Fight It ) Feel It3:45 Chain Gang6:57 Cupid9:43
It's All Right/For Sentimental Reasons14:55 Twistin' The Night Away19:14 Somebody Have Mercy24:00 Bring It On Home to Me29:38
Nothin' Can Change This Love33:23 Having A Party
Ele também sabe recriar as canções dos outros, com um estilo, uma qualidade ... oiçam!
Uma explosão surgiu nos idos anos 60, os míticos anos 60: eu recordo-me de ter visto estes senhores num espectáculo ao vivo, em 66, no então Teatro Monumental em Lisboa.
Compreende-se que tal explosão tenha exercido um efeito muito forte nos neurónios adolescentes; porém, hoje, interrogo-me:
- Por que razão não encontro a mesma força, a mesma criatividade, nos grupos e cantores de hoje, 50 anos depois? Não consigo compreender!
- Ou estou completamente caduco e incapaz de apreciar jovens talentos por aquilo que valem, ou realmente houve uma explosão nos anos sessenta e ficámos, durante este meio século, a viver e reviver do ribombar, dessa explosão inicial!?
Fiz uma difícil selecção das 3 canções que mais gosto, mas admito que inicialmente queria colocar, pelo menos, uma dúzia delas para cobrir - aproximadamente - a enorme gama de criatividade e talento deste grupo.
Mas, afinal de contas, é melhor ser o leitor/auditor a pesquisar e escolher o seu álbum de «O melhor dos Animals»!