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segunda-feira, 4 de maio de 2026

MISTY e outras composições por ERROLL GARNER (Segundas-f. musicais, nº59)

                                  

                                     Lista de grandes êxitos de Errol Garner

A composição mais célebre de Erroll Garner é - sem dúvida - «Misty». Têm sido feitas versões e adaptações ao longo dos tempos. As vozes célebres do jazz  gravaram discos e fizeram concertos, em que cantavam este trecho. 

Mas, além desta, outras composições merecem a atenção dos amadores de jazz. No link seguinte estão catalogadas as canções compostas por Erroll Garner:    Erroll Garner


                                                                  Misty (gravação ao vivo)


 Mas, Erroll Garner também interpretou peças do reportório de muitos outros autores,  como se pode verificar na sua discografia: DISCOGRAFIA DE ERROLL GARNER        

Colaborou com outros grandes artistas do jazz. Aparentemente ele e Art Tatum, outro génio do piano, entendiam-se bem; fizeram um album a meias. 

Um dos grandes momentos de Garner, na minha opinião, é   THEY CAN'T TAKE THAT AWAY FROM ME de Ira e George Gershwin.

É um «improvisador/compositor»: A sua abordagem das peças implica um discurso elaborado, com intróito,  variações sobre o tema e interlúdios. Cada performance assume um caráter de improviso, onde dá largas à sua imaginação exuberante.  

                                  

 SARAH VAUGHAN E ORQ. DE QUINCY JONES (MISTY)


                                         PASSING THROUGH

                                            SOLITAIRE

Se queres reunir o melhor do «jazz clássico», basta veres quem Erroll Garner escolheu para adaptar versões de piano das canções deles... Estão na lista todas as celebridades, como Irving Berlin, George Gershwin, Cole Porter, etc, etc. 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

B como Bach (Segundas-f. musicais nº. 29)

A primeira peça é uma Allemande da suite francesa BWV 815. Ela é interpretada por Robert Hill, num cravo com registo de alaúde.  

A suite instrumental no tempo de J. S. Bach, era constituída por danças estilizadas (Allemande, Courante, Sarabande, Menuet, Gigue), às quais se juntavam, frequentemente, peças facultativas. Nesta categoria, incluiam-se danças como a Bourrée, o Rigaudon, etc. Mas, também eram frequentes, sobretudo nos cravistas franceses (François Couperin, J-P Rameau, etc), outras peças, homenageando uma personagem, a quem o autor dedicava a partitura.  

Na sequência de danças estilizadas da suite, a Allemande costumava ser a primeira peça. Mas, por vezes, esta sequência de danças era antecedida de um preâmbulo (ou prelúdio).



O número de suites para alaúde que Bach deixou para a posteridade não é elevado. Algumas suites para violoncelo solo foram transcritas para alaúde, por Hopkinson Smith. Estão em conformidade com a prática da época barroca de não limitar a interpretação duma peça, a um instrumento em particular; muitas peças podem ser interpretadas noutros instrumentos (diferentes do habitual), com as devidas adaptações. 

As suites de Bach para o alaúde iniciam-se com um prelúdio. O prelúdio destinava-se a criar um ambiente, desenvolvendo uma sucessão de acordes, habituando o auditor à tonalidade geral da suite. Além disso, permitia verificar a afinação do instrumento. A afinação «desigual» ou «não temperada»,  permitia ao instrumentista adequar a afinação do instrumento ao caráter da peça que ia interpretar: Esta prática desapareceu na música ocidental; encontra-se apenas na música clássica da Índia, nas ragas indianas, com as centenas de escalas diferentes e as diferentes afinações do instrumento, que se combinam segundo o caráter da peça e o gosto do instrumentista. 

No vídeo abaixo, podemos ouvir o Prelúdio da Suite para alaúde BWV 998 pelo alaúdista Luciano Contini.



A terceira peça, igualmente interpretada por Robert Hill, é o magnífico prelúdio em Si menor BWV 923. É um exemplo típico de «stylus fantasticus», que simula a livre improvisação, habitual nos organistas, cravistas e alaúdistas barrocos. 

Nesta época, o músico profissional tinha de ser proficiente na improvisação. O caráter improvisatório traduz-se em profusões de escalas, de acordes decompostos e de mudanças rítmicas e/ou de andamento, dentro da mesma peça. 
Os dotes de improvisador do jóvem Bach devem ter sido um dos fatores decisivos para obter, por concurso, o posto de organista titular na Igreja de S. Blasius de Mühlhausen




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RELACIONADO:


Fantasia Cromática (Bach): duas abordagens na interpretação (Segundas-f. musicais nº6)


MÚSICA COPIADA, TRANSCRITA, ADAPTADA (segundas-feiras musicais nº3)


quarta-feira, 8 de setembro de 2021

ELLA FITZGERALD, AO VIVO «TAKE THE A TRAIN»


                                               https://www.youtube.com/watch?v=cjMjsaddCac


Um cume de improvisação de jazz, utilizando seus recursos vocais fabulosos.

Take the A Train é um standard de jazz, composto em 1939 por Billy Strayhorn, com letra de Joya Sherrill.
Foi orquestrado e gravado pela primeira vez por Duke Ellington, em 1941.


A atuação aqui apresentada foi gravada no «The Crescendo» em 1961.
A acompanhar Ella Fitzgerald, estavam...
piano: Lou Levy
guitarra: Herb Ellis
contrabaixo: Wilfred Middlebrooks
bateria: Gus Johnson