quinta-feira, 15 de outubro de 2026

MIL ANOS DE CRUZADAS, ATÉ HOJE



 No quadro de Neutrality Studies, Pascal Lottaz entrevista Manuel Ramos, antropólogo português trabalhando na Universidade de Lisboa. Manuel Ramos aponta as cruzadas - em particular a 3ª - como ponto de partida para um projeto de conquista pelos reinos cristãos, não apenas do Templo e do Túmulo em Jerusalém, como de domínio de toda a área mediterrânica e mesmo para além. Ele faz anteceder o «Cristianismo Sionista» ao «Sionismo Judaico», dum século ou dois séculos (século XVII para o sionismo cristão, século XIX para o sionismo judaico). 
Esta ambição de domínio, não apenas «justificou» as aventuras coloniais de países europeus, como foi reforçada pelos estereótipos de desigualdade racial e da suposta «missão» do homem europeu, como «cristianizador» e «civilizador» dos restantes povos. 

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