No quadro de Neutrality Studies, Pascal Lottaz entrevista Manuel Ramos, antropólogo português trabalhando na Universidade de Lisboa. Manuel Ramos aponta as cruzadas - em particular a 3ª - como ponto de partida para um projeto de conquista pelos reinos cristãos, não apenas do Templo e do Túmulo em Jerusalém, como de domínio de toda a área mediterrânica e mesmo para além. Ele faz anteceder o «Cristianismo Sionista» ao «Sionismo Judaico», dum século ou dois séculos (século XVII para o sionismo cristão, século XIX para o sionismo judaico).
Esta ambição de domínio, não apenas «justificou» as aventuras coloniais de países europeus, como foi reforçada pelos estereótipos de desigualdade racial e da suposta «missão» do homem europeu, como «cristianizador» e «civilizador» dos restantes povos.