sábado, 24 de outubro de 2026

CHINA: ex-CEO de Evergrande condenado a prisão perpétua, por fraude


 O vídeo descreve o epílogo nada feliz da falência da 2ª maior construtora da China. Milhões de pessoas ficaram sem casa, que já tinham pago, pelo menos em parte. O Estado chinês tenta colmatar a catástrofe social dando indemnizações e lançando programas destinados a concluir os blocos de apartamentos inacabados. 

Mas o prejuízo nas pessoas e na economia é imenso. Basta pensar-se nas empresas fornecedoras de Evergrande, que são muitas. TERÃO CAPACIDADE PARA REORIENTAR A SUA PRODUÇÃO?? A resposta a esta pergunta decidirá se o desemprego em massa, que está a surgir agora, poderá ser reabsorvido ou não.

A análise que nos apresenta Bertrand, o empresário francês radicado há muitos anos na China, tem muitos aspectos dignos de nota:
 Por exemplo, a resposta das autoridades chinesas face a uma situação persistente de deflação, foi exatamente ao contrário do que tinham decidido estrategicamente, há cerca de dez anos. Nessa altura, o PCCh e seu líder Xi Jing Pin, tinham assumido que a China precisava de desenvolver o mercado interno, aumentando a capacidade aquisitiva da população, o que obviamente traria um acréscimo de bem-estar; mas também, ao virar a economia produtiva num grau maior para o mercado interno, estava-se a precaver a economia chinesa das quebras, crises, depressões no Ocidente e também da política deliberada de sanções contra a China.

Concretiza-se a tragédia, que eu tinha previsto, para muitos chineses de posses modestas, quer por terem 'investido' numa fraude, quer por ficarem desempregados, em resultado da implosão do sector imobiliário (efeito dominó).
Esta  situação é muito grave. Será muito difícil atenuar a intensa frustração de muita gente. Infelizmente, nestas circunstâncias, o reflexo é de aumentar a repressão, quando o governo se sente desautorizado, quando verifica que a população perdeu confiança na liderança do chefe e do partido.

1 comentário:

Manuel Baptista disse...

No processo, deveria ter sido posto em evidência a conivência ao mais alto nível (de políticos) que deram luz verde, ou viraram a cara, face aos procedimentos da direção de Evergrande. Mas, os responsáveis políticos só são sancionados quando isso reforça o poder central.