A oligarquia maltusiana que nos domina afinou o método de domínio sobre nós todos - O medo. Medo de catástrofes reais e imaginárias, medo do desconhecido, total separação da plebe em relação ao poder. Denegação e permanente discurso da ambiguidade. Constante despejo de narrativas de propaganda para ocultar a direcção para onde levam o rebanho.
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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

ENGRENAGEM LOUCA PARA A GUERRA GLOBAL (Crónicas da IIIª Guerra Mundial, nº72]

                            Bombardeamento Americano-Israelita no centro de Teerão em Fev.-Março de 2026


 Poderia inaugurar o mês de Outubro descrevendo a crise moral que o «Mundo Ocidental» atravessa. Mas, em paralelo, tem estado a desenvolver-se uma crise, de ordem económica-financeira, da maior gravidade. Ninguém duvida,  hoje , que os EUA e os restantes países do G7 estão num processo de acumulação de dívida pública, claramente insustentável. O (mau) reflexo de dirigentes do Japão e da Alemanha é avançar com posturas hostis, agressivas, ativando programas de rearmamento, respectivamente contra a China e contra a Rússia. Nunca estivemos tão próximos, desde o fim da IIª Guerra Mundial, de uma confrontação generalizada entre as principais potências e com envolvimento de potências de menor calibre. Porém, nós adoptamos um conceito de guerra híbrida e assimétrica, que pode acender-se em qualquer zona do Globo, principalmente envolvendo países do chamado Sul Global. Consideramos que existe há mais de 25 anos (desde 1999) um tipo de Guerra Global completamente novo, que decorre do facto dos EUA, enquanto potência dominante, querer que todas as restantes nações a se verguem à sua vontade: «Might makes right».

 Na panóplia da IIIª Guerra Mundial incluem-se vários tipos de instrumentos: 

- Os pacotes de sanções, juntamente com os confiscos de bens financeiros, as tarifas punitivas e os embargos. 

- As guerras locais ou regionais, de tipo neocolonial, entre a potência hegemónica e Estados frágeis (Somália, Jugoslávia, Afeganistão, Iraque, Líbia, Síria, Irão), usando frequentemente as dissenções nesses países e forças mercenárias, ao serviço de exércitos neocoloniais;

- Além disso, Israel e EUA têm impunemente destruído a legalidade internacional, danificando gravemente a autoridade e eficácia da ONU, enquanto organização destinada a prevenir e ajudar a resolver os conflitos. Transformaram a ONU num fórum irrelevante.

Sem querer reduzir tudo à economia e às situações de desequilíbrio financeiro, que se têm avolumado nos últimos tempos, é preciso não esquecer que estas situações de crise económica têm vindo a originar, em certos países, políticas belicistas de «fuga para a frente», com propaganda hostil, sanções económicas e acabando por se entrar numa guerra «clássica». Tais posturas, historicamente, foram adoptadas por muitos Estados, desde a Guerra do Peloponeso, na Antiguidade, até aos conflitos generalizados das duas Guerras Mundiais. Igualmente, ao longo dos séculos XX e XXI, nas guerras contra os poderes dominantes e pela independência e libertação do jugo neocolonial, os países colonizadores (ou neo-colonizadores) têm mostrado má vontade em encetar processos negociados, convencidos de que os povos oprimidos por eles «não podem governar-se a si próprios». 

A guerra não é solução para os problemas. A crença de que é preciso uma guerra para os resolver, tem sido invalidada repetidas vezes. Mas, estou convencido que estamos a caminho de uma generalização do quadro de guerra híbrida, que tem durado desde finais do século XX, até hoje, e passaremos (talvez este ano ainda ou no próximo) ao envolvimento mais direto de grandes potências. Isso seria trágico, pois iria potenciar os conflitos existentes em vez de os resolver e, sobretudo, proporcionaria o alastramento e agravamento das ações de guerra. 

Fala-se abertamente na utilização de armas nucleares ditas «táticas», apenas um passo mais na escalada que conduzirá - fatalmente - às bombas intercontinentais de grande potência, ou seja, à destruição garantida da nossa civilização e possível destruição dos ecossistemas capazes de sustentar a espécie humana.


PS: Entrámos na «estação eleitoral». As operações de falsa-bandeira começaram: Uma em Inglaterra, junto duma base da RAF em Fairford, mas que tem sido permanentemente usada pelos americanos, ultimamente, para bombardear o Irão. George Galloway assinala a incoerência do governo britânico, da CIA e do governo americano, ao indicarem que se tratava dum atentado terrorista em preparação, supostamente encomendado pelo Irão: Quanto aos «terroristas», estes foram deixados em liberdade sob fiança pela polícia, que tomou conta do incidente. Se fossem deveras terroristas, ou se houvesse sérias suspeitas disso, tal atitude da polícia seria impensável.




O segundo incidente foi com um avião das linhas aéreas do Dubai, voando do Dubai para Tel Aviv, tendo como passageiros quase só turistas (?) israelitas. No vídeo acima, de Kim Iversen, as incoerências do relato oficial são muito justamente apontadas:

Durante o vôo, o copiloto terá esfaqueado o piloto. Mas, graças à presença - por acaso? - de dois passageiros com capacidade de pilotagem de aviões de linha, o avião não se despenhou num deserto da Arábia Saudita. Foi controlado e aterrou com os passageiros a salvo, num aeroporto do Reino Saudita. 

domingo, 1 de setembro de 2024

NUNCA ESTIVEMOS TÃO PRÓXIMOS DUMA GUERRA NUCLEAR (Entrevista com Ray McGovern)

 Ray Mc Govern, ex-analista da CIA, explica o que está em jogo entre as grandes potências. Ele consegue estar «dentro das cabeças», não só de Putin e de Xi Jin Pin, como também de vários presidentes dos EUA. 

O testemunho dele é fantástico, na medida em que nos fornece explicações plausíveis de como funciona a tomada de decisão dos decisores máximos e dos seus conselheiros. 

Sem dúvida, esta entrevista é a mais densa de informação com que me deparei nestes últimos meses.


Texto de apresentação da entrevista:

The real meaning of Jake Sullivan's China trip has nothing to do with US-China relations and everything with the war in Ukraine, says Ray McGovern, a renowned US intelligence analyst. Sullivan went to China to sound out the possible Chinese reactions to a US escalation of the Ukraine proxy-war with the use of the last weapons that the American's have not yet shipped to its Kiev war-implementation partner, namely tactical nukes. However, it is also clear that the Chinese would react to such an escalation in their very own ways. 

Ray's Twitter/X profile:

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Relacionado:

Artigo de Lucas Leiroz de Almeida