O seu relatório sobre a natureza de classe e os perigos do fascismo foi apresentado, oralmente, numa reunião da Internacional comunista, em Moscovo. Esta alocução impressionou os presentes, que a aprovaram por unanimidade.
Mas, pouco depois em 1924, após a ascenção de Josef Stalin a secretário-geral do PCUS, a linha oficial do movimento comunista internacional mudou, tragicamente, em relação à política* a adoptar face ao fascismo em ascenção.
*A subida ao poder de Stalin na URSS, e líder de facto da IIIª Internacional, trouxe consequências graves. Personagens do movimento comunista que tinham uma linha diferente de Stalin foram primeiro afastados. Depois, vários sofreram processos inteiramente forjados, nos quais «confessavam a sua culpa». Isto não evitou serem executados. Mas, ao nível global, pela influência de Stalin na IIIª internacional e sobre vários partidos comunistas, sobretudo europeus (Espanhol, Francês, Alemão, etc), houve uma modificação brusca de orientação: foi abandonada a política de «frente ampla» que incluía organizações não-comunistas, para a política de «classe contra classe», que se traduziu no confronto direto com partidos socialistas e social-democratas. Na Alemanha, onde o partido socialista era muito forte, isto tornou possível que Hitler e seu partido manobrassem à vontade, dentro e fora do parlamento, aumentando o seu apoio popular através de campanhas demagógicas, amplamente financiados pelos donos das indústrias metalúrgicas e químicas e de bancos.
Vejam e oiçam o conteúdo do video, que acompanha de perto o percurso de Clara Zetkin: Ele interessa a todos os anti-fascistas, não apenas aos que se identificam com o comunismo...