quinta-feira, 11 de junho de 2026

CLARA ZETKIN avisou, em 1923, sobre o FASCISMO


Fig. acima: nazis em torno de fogueira queimando 'obras degeneradas'
Munique 1933



Clara Zetkin era uma revolucionária alemã. No movimento socialista / comunista internacional, do início do século XX, impulsiona a militância feminista (no sentido de emancipação da mulher trabalhadora, ao lado do homem...). Muitas pessoas a recordam porque foi ela a propor o Dia Internacional da Mulher, o dia 8 de Março.  Foi muito ativa no movimento operário, por volta de 1900. Participou no movimento pacifista; duas vezes foi presa em relação com uma comissão de mulheres pelo fim da guerra. Participou na fundação do partido comunista alemão depois da Iª Guerra Mundial. 

O seu relatório sobre a natureza de classe e os perigos do fascismo foi apresentado, oralmente, numa reunião da Internacional comunista, em Moscovo. Esta alocução impressionou os presentes, que a aprovaram por unanimidade. 

Mas, pouco depois em 1924, após a ascenção de Josef Stalin a secretário-geral do PCUS, a linha oficial do movimento comunista internacional mudou, tragicamente, em relação à política* a adoptar face ao fascismo em ascenção.

*A subida ao poder de Stalin na URSS, e líder de facto da IIIª Internacional, trouxe consequências graves. Personagens do movimento comunista que tinham uma linha diferente de Stalin foram primeiro afastados. Depois, vários sofreram processos inteiramente forjados, nos quais «confessavam a sua culpa». Isto não evitou serem executados. Mas, ao nível global, pela influência de Stalin na IIIª internacional e sobre vários partidos comunistas, sobretudo europeus (Espanhol, Francês, Alemão, etc), houve uma modificação brusca de orientação: foi abandonada a política de «frente ampla» que incluía organizações não-comunistas, para a política de «classe contra classe», que se traduziu no confronto direto com partidos socialistas e social-democratas. Na Alemanha, onde o partido socialista era muito forte, isto tornou possível que Hitler e seu partido manobrassem à vontade, dentro e fora do parlamento, aumentando o seu apoio popular através de campanhas demagógicas, amplamente financiados pelos donos das indústrias  metalúrgicas e químicas e   de bancos. 

Vejam e oiçam o conteúdo do video, que acompanha de perto o percurso de Clara Zetkin: Ele interessa a todos os anti-fascistas, não apenas aos que se identificam com o comunismo...

1 comentário:

Manuel Baptista disse...

A deriva para o totalitarismo é muito visível, na Alemanha de hoje, e noutros países da UE. No entanto, a sociedade parece anestesiada.

Leia um excerto da última newsletter de CJ Hopkins :
(CJ Hopkins )

I’m a satirist, so a lot of people assume that I am just indulging in hyperbole when I come up with nicknames like “GloboCap” and book titles like “The Rise of the New Normal Reich.” I am not just indulging in hyperbole. At this point, if you cannot see that brick wall, if you cannot perceive how societies are being radically restructured, how the democratic rights we thought we had are being stripped away, if you cannot sense the new, nascent form of totalitarianism coming into being, well, I don’t know how to get through to you, exactly.