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segunda-feira, 13 de julho de 2026

GABRIEL FAURÉ; NA CHARNEIRA DOS SÉCULOS XIX E XX [Segundas-f. musicais, nº66)

Siciliana, Op.78

        [Ver catálogo das obras de Gabriel Fauré, AQUI]


Abaixo, uma peça das «romances sans paroles» (Op. 17/ nº3)




Fauré «estava no ouvido» de toda a sua geração. Embora não tenha rompido totalmente com o romantismo, abordou a matéria-prima musical com uma originalidade que contrasta com os autores do romantismo tardio, que se limitavam à reprodução de fórmulas, repetindo o que foi um sucesso, no passado. 

Muitas pessoas ouviram a «Pavane», op.50 sem saber o nome do autor:


Esta Pavane tem uma ressonância renacentista e mesmo medieval. Porém, Fauré teve o bom gosto de não pretender imitar a música dessas épocas. A versão orquestral, que ouvimos aqui, foi elaborada pelo próprio compositor a partir da versão para piano.

A Élégie para violoncelo e piano, é porventura uma das peças instrumentais mais conhecidas de Gabriel Fauré. Aqui, na gravação histórica (1962) de Jacqueline du Pré ( violoncelo) e Gerald Moore (piano).



O Requiem Op. 48, de Fauré, é uma obra que continua a suscitar o interesse do público e dos músicos profissionais. Uma das peças extraídas do Requiem, é «In Paradisum»


Pode aceder ao Requiem na íntegra, AQUI.


Uma biografia:


Se Fauré soa, no século XXI, como moderno e clássico ao mesmo tempo, é - por um lado - que as suas composições são mesmo originais, resultam de procura formal muito exigente. Por outro lado, assume a herança da música europeia, inserindo-se nela - como elemento charneira - entre o século XIX e o século XX.