terça-feira, 28 de abril de 2026

AS PENSÕES DE REFORMA SÃO UMA ARMADILHA (PROF. JIANG)



 Uma das mais concretas e bem fundamentadas discussões sobre as pensões versus ativos gerando rendimentos.



Eu sei, por experiência própria, que as quantias descontadas mensalmente do ordenado parecem irrisórias, para acumular uma soma capaz de fornecer uma pensão de reforma durante largos anos, quando atingimos a idade da aposentação. Mas, de facto, se aplicarmos a lei dos juros compostos, em que os juros se vão adicionar ao principal e portanto originando juros cada vez maiores, ao longo de um intervalo de tempo de 35 anos, verificamos que as somas que recebemos como pensão são bem menores do que aquilo a que teríamos direito, se o Estado aplicasse às pensões um cálculo de juros compostos. Na realidade, este cálculo é aplicado em situações em que o cidadão é  devedor ao Estado: a aplicação de "juros de mora" quando não paga uma multa, ou uma soma devida por sentença em tribunal.
Quando o Estado é  devedor a um cidadão,  paga pouco em juros  da dívida  acumulada. O cálculo das obrigações do Estado para o cidadão é muito claramente em desfavor deste.

1 comentário:

Manuel Baptista disse...

O ataque aos meios de subsistência dos pobres (salários e pensões) tem sido programado desde a subida do neo-liberalismo a doutrina económica dos Estados do Ocidente (finais de anos 70). Veja como, aqui:
https://manuelbaneteleproprio.blogspot.com/2021/09/destruicao-sistematica-das-poupancas.html