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quarta-feira, 15 de julho de 2026

DURO COMO O DIAMANTE

 


Diziam que o diamante «é para a vida inteira». Subentendido: Oferecer um anel de noivado com um diamante, significa compromisso «para a vida inteira». Mas, agora, existe processo industrial de fabricar diamantes, sem defeitos, totalmente indistinguíveis dos diamantes lapidados a partir de cristais extraídos das minas... 
Os preços  do diamante sintético e do obtido das minas vão ser iguais? Será impossível distingui-los? Neste caso, eu acredito que seus preços vão ser praticamente idênticos. A indústria de mineração e processamento dos diamantes vai sofrer um enorme abanão.
Lembro-me que a De Beers e a indústria soviética do diamante fizeram um acordo há bastantes anos, para auto-limitarem a extração e refinação dos diamantes, por forma a manter estas pedras preciosas, raras e caras. 
Seja como jóia, ou como material industrial, o diamante pode continuar a ser «para a vida inteira». Será, portanto, o contrário dos objetos produzidos pela civilização industrial, cientificamente calculados para se avariarem ou se degradarem após tempo determinado: Chama-se a isto «obsolescência programada».