A arte de viver é celebrada por muitos
Mas mentem, pois no fim resta nada
Somos jogadores numa mesa de póker
Acabamos por sair da partida sem nada
A perda de entes queridos acontece
Muito sem nos prepararmos
Algo de semelhante acontece
Quando somos nós que partimos
Ninguém ganha no tabuleiro da vida
O jogo - viciado ou não - é sempre
Em nosso desfavor e desilusão
Quanto muito, restam recordações
Mais nos ferem os fracassos
Que recordamos sem nada poder
Quando estamos no leito
Último da jornada da vida
Buscar consolo nos amores
Passados, também não resulta
Pois nos vem à memória
O trilho dos desastres
De nada serve nos arrependermos;
Somente aceitarmos nosso destino
De incompletos viventes
Que esbracejaram até morrer.
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