Tudo aquilo que é dado ser a um homem
Seu saber, sua estrela, seu caminho
De muito pouco lhe vale, se não frutifica
Se não semeia ao vento a canção da vida
Poeta sejas como te der mais na gana
Em palavras, gestos, imagens, tu sabes
Nada se perde, tudo se transforma, dizem
Sejam teus suspiros por alma ou pão
Quem diz que a arte é vã, nada cria
Pois criar é arrancar do nada um ser
É uma melodia, uma ideia que brotam
À superfície da mente, à luz do dia
Não pretendo dar lições a ninguém
Mas dois conselhos dou a quem me lê
Faz o que deves, mas por convicção
Sê impiedoso crítico de ti próprio
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Recolhas de poesia de Manuel Banet:
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