Estou no meu berço-tumba
Crisálida aguardando a primavera
Meu corpo não mexe
Mas meu espírito agita-se
Tenho um mundo novo
A descobrir e a percorrer
Cada vez que isto me acontece
Tenho a impressão de renascer
Apenas a impressão, afinal
Pois aquele envólucro
Apenas protege a substância
Do ser; o qual permanece
Como todas as minhas irmãs
Tomo rumo pelo Sol
Sei de que néctar me nutrir
E que flores fecundar
Ninguém me ensinou
O que tenho encriptado.
Meu corpo é efémero,
A mensagem é intemporal
Publicado em APOSTILAS/POESIA: https://manuelbaneteleproprio.blogspot.com/p/apostilas-poesia.html
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