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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

VALENTINA LISITSA INTERPRETA BEETHOVEN e TCHAIKOVSKY


Valentina Lisitsa interpreta neste video a sonata «Appassionata»,  de Beethoven.
Neste recital, a grande intérprete mostra sua máxima qualidade técnica e rigor de interpretação. Tem, além disso, a personalidade e o bom gosto que esta sonata - «clássica entre os clássicos» - exige. 

Valentina estará presente em Portugal no próximo mês de Outubro, no festival de Sintra, para um recital único, totalmente preenchido com obras para piano solo de Tchaikovsky

De Tchaikovsky, interpretado por Lisitsa, deixo-vos a «Barcarolle», peça que corresponde a Junho, no ciclo das «Estações».




Estou impaciente por ouvir - ao vivo - a talentosa e versátil artista.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

«SHEIK OF ARABY» + «ST. LOUIS BLUES» - STEPHANIE TRICK E PAOLO ALDERIGHI

               «Sheik of Araby»

Esta belíssima actuação em palco mostra como a tradição do melhor boogie-woogie pode reviver hoje em dia, graças à criatividade de Stephanie Trick e Paolo Alderighi.

     «St. Louis Blues» de Handy

sábado, 25 de agosto de 2018

ELEGIA DE RACHMANINOFF


Elegie Op.3, nº1 em Mi bemol menor


             Yuja Wang, performance inexcedível, perfeita! 

O próprio Rachmaninoff deixou-nos uma gravação desta peça. 
Vale a pena ouvir... boa qualidade do som!




quarta-feira, 11 de julho de 2018

SUITES PARA CRAVO DE HAENDEL, NO CRAVO E NO PIANO

                          
Oiça-se em primeiro lugar uma interpretação magistral de Scott Ross. Para mim, é uma referência imprescindível. As gravações das mesmas peças, por Kenneth Gilbert, continuam ser outra referência fundamental, embora mais antiga.

Em baixo, a versão ao piano por Gavrilov, da belíssima suite em Sol menor, que termina com uma Passacaille muito célebre

                        

Se interpretadas com inteligência e sensibilidade, as versões ao piano de peças para cravo, podem ser extremamente agradáveis. Temos, porém consciência de que estamos a ouvir uma adaptação, uma transcrição, pois as exigências interpretativas no piano obrigam a escolhas diversas das do cravo. 
Além do mais, o cravo não permite uma variação de volume instantânea, possível no fraseado ao piano. Por outro lado, o piano tem basicamente a mesma sonoridade, enquanto os diferentes registos e os dois teclados (comuns nos cravos a partir do século XVIII) permitem variação do timbre entre peças e dentro de uma mesma peça, no cravo.

A musicalidade e o gosto é que decidem: Gavrilov é um dos grandes a adaptar com perfeito gosto este reportório. 
Também Grigori Solokov ou Alexandre Tharaud, entre outros, têm incluído peças de reportório do cravo nos seus recitais e discos.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

OUVE A MAGIA DE GRAVAÇÕES ANTIGAS...

Hoje, descobrimos duas interpretações fantásticas, resgatadas do esquecimento graças à magia do digital.

Oiçam a celebérrima Vocalise de Rachmaninov, na voz de Anna Moffo em 1964, uma interpretação inesquecível... (e já tenho ouvido outras, de grande qualidade!). 

A seguir, oiçam a interpretação de Lev Oborin da «Canção de Outono» de Tchaikovsky gravada em 1971. 
Não é possível objectivamente dizer se esta versão é melhor que todas as outras, ou não. Como o gosto é subjectivo, é sem dúvida a interpretação que eu escolho, entre todas as que conheço!





terça-feira, 13 de março de 2018

GABRIEL FAURÉ - IMPROVISATION Op. 84 Nº5

[quadro de Claude Monet, «La Falaise d'Edretat»]

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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

BACH AO PIANO

Houve, desde a segunda metade do século XX, um renovo de interesse pela música antiga, especialmente barroca, na perspectiva de uma maior fidelidade às sonoridades de origem, da restituição do ambiente sonoro da época, o que implica a interpretação apropriada, usando instrumentos antigos (ou cópias dos mesmos) e as técnicas adequadas para os tanger. 

Porém, a música de J. S. Bach, desde o século XIX nomeadamente, a partir de Mendelssohn, foi sendo «redescoberta» e reinterpretada por sucessivas gerações, usando a orquestra moderna e o piano, o que realmente coloca estas interpretações e reportório numa categoria à parte. 

Hoje, o ensino de instrumentos de tecla dá um enorme relevo às peças de Bach. De facto, o próprio deixou para a posteridade recolhas com intuitos claramente didáticos: os Livrinhos (Büchlein) para Ana Magdalena e Wilhelm Friedmann, os Orgelbüchlein (versões de corais para órgão solo, de variados estilos) e os Clavier Übung. Um dos volumes dos Clavier-übung inclui as partitas e o concerto italiano, aqui interpretado por Lang Lang:

                        

                              https://www.youtube.com/watch?time_continue=2&v=_pdcTqNn2qQ


Na segunda metade do século XIX e primeira metade do século XX, a transcrição ou «redução» para piano solo de peças inicialmente compostas para orquestra ou para órgão, tornou-se muito comum. Helène Grimaud tem uma excelente interpretação da Chaconne (composta para órgão solo) em Ré menor, transcrita por Busoni

                                     
                                    https://www.youtube.com/watch?v=sw9DlMNnpPM

Os concertos para cravo e orquestra foram populares antes dos anos 1970, antes do renovo do interesse do grande público pela interpretação mais genuína da música antiga e em especial da música para cravo. Vários intérpretes dos anos 50 e 60 incluíam estas peças de Bach no seu reportório. Um deles foi Glenn Gould, cujas gravações de Bach são reeditadas e apreciadas muitos anos após sua morte precoce. 



A criação de um reportório para o piano usando música de Bach tornou-se de novo «moda», recentemente, graças a alguns grandes interpretes. A adaptação ou transcrição ao piano implica uma «reinvenção» ou «reinterpretação» de música que manifestamente não tinha sido pensada para este instrumento. Evgeny Kissin interpreta de forma bastante convincente a siciliana da sonata para flauta e cravo BWV 1031, transcrita para piano.

                                         

                             https://www.youtube.com/watch?time_continue=2&v=SGUd_kWdrkQ









sexta-feira, 7 de julho de 2017

ERROLL GARNER - THEY CAN'T TAKE THAT AWAY FROM ME


There are many many crazy things
That will keep me loving you
And with your permission
May I list a few
The way you wear your hat
The way you sip your tea
The memory of all that
No, no they can't take that away from me
The way your smile just beams
The way you sing off key
The way you haunt my dreams
No, no they can't take that away from me
We may never never meet again, on that bumpy road to love
Still I'll always, always keep the memory of
The way you hold your knife
The way we danced until three
The way you changed my life
No, no they can't take that away from me
No, they can't take that away from me
Written by Ira Gershwin, George Gershwin 

Esta célebre canção dos anos 30, composta por Ira e George Gershwin, foi interpretada por quase todas as celebridades do jazz, como Billie Holiday, Frank Sinatra ou Ella Fitzgerald

Também estrelas do jazz instrumental - como Art Tatum e outros - nela se inspiraram para executarem originais improvisos.

Mas, ao fim e ao cabo, a versão que gosto de ouvir repetidas vezes é esta, a de Erroll Garner.


segunda-feira, 20 de março de 2017

GAVOTTE E VARIAÇÕES DE RAMEAU

             

Aviso: este vídeo não deverá ser ouvido por pessoas apressadas, mas antes por aquelas que se deixam penetrar pela música de Rameau, fruindo cada nota, cada silêncio, como a essência da volúpia. 

Que importa que o compositor tenha escrito isto há mais de 250 anos!? Importa-me que a Natacha Kudritskaya restitua o esplendor e a subtileza desta sequência de variações para usufruto das gerações presentes. O rigoroso fraseado ao piano, na peça composta originalmente para cravo, não desfigura a estética barroca, mas torna as suas belezas mais sensíveis ao ouvido contemporâneo . 

quinta-feira, 9 de março de 2017

CONCERTO ITALIANO DE BACH - POR LANG LANG

Uma performance ao vivo cheia de gosto de viver,  exprimindo a essência alegre e jubilatória de J.S. Bach e a sua quintessência da música italiana, que ele estudou com paixão.

O Concerto Italiano BWV 971 foi intitulado originalmente «Concerto ao Gosto Italiano», composto para Cravo de dois teclados, por Johann Sebastian Bach e parte da recolha editada Clavier- Ubung II. 
Movimentos: 1. Sem indicação de tempo; 2. Andante; 3. Presto.

Lang Lang não é mais um pianista: é o jovem virtuoso mais aclamado em todo o mundo. Ele nos ensina a ouvir, como pela primeira vez, os grandes trechos da música ocidental.






segunda-feira, 8 de agosto de 2016

[NO PAÍS DOS SONHOS] CONCERTO PARA PIANO Nº 2 DE RACHMANINOV


                                          


Cavalgadas, galopadas em cavalos possantes... 
sonho um sem-fim de imagens coloridas e estranhas. 

É um desfiar de lendas e histórias, na muito sábia e boa narrativa duma anciã. 

É isso que me contam estes inspirados acordes, ora narrando a história nos instrumentos de cordas, nos sopros e por fim, nos longos desenvolvimentos do piano. 
Este adquire vida própria, por vezes conduz a orquestra, por vezes toma atalhos e precipita-se para outro plano do espaço-tempo.

A impossibilidade de encontrar palavras para descrever a música é igual à impossibilidade de descrever os sentimentos tumultuosos que me assaltam de cada vez que oiço este concerto. 
Não posso jamais deixar de estremecer aos primeiros acordes do 2º andamento. 

Este concerto tem para mim um significado duplo. É verdade que Rachmaninov o escreveu ao sair de um estado depressivo, tendo a recuperação sido devida a um médico amigo, ao qual o compositor dedicou esta belíssima obra-prima, por ter-lhe permitido voltar a criar, a exprimir os seus sentimentos e pensamentos pela arte dos sons. 

Mas, quando o ouvi pela primeira vez, não sabia nada disto: porém, a sua originalíssima estrutura e a humanidade de se desprendia dele forçaram-me a ouvi-lo com um imenso respeito e espanto, perante a revelação de todo o seu potencial poético. 

Cada vez que oiço este extraordinário cume da música não posso deixar de sentir meu coração, minha alma e espírito, a serem arrastados. 
A intensidade da música penetra todos os meus poros, é físico. Sempre a oiço em profundo recolhimento, como experiência mística.