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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

BRASIL: INTERFERÊNCIA DA CIA / DESFORRA DA EXTREMA-DIREITA

Bolsonaro foi cedo identificado pela CIA como o candidato a apoiar. 


Um dos métodos utilizados pela CIA consistiu em campanhas de difamação nas redes sociais, usando «thralls» que espalhavam calúnias - quanto mais sórdidas, melhor - sobre candidatos do PT.


Bolsonaro é um defensor da ditadura brasileira, instaurada em 1964 e que durou mais de duas décadas. Durante este período houve desaparecimentos, assassinatos, torturas, prisão de muitos brasileiros. 


Mas como é que um indivíduo assim se tornou o candidato preferido do eleitorado?
A sua promessa demagógica de acabar com a delinquência, a criminalidade associada às drogas, que têm apoquentado todos grupos sociais, teve um eco numa fracção do eleitorado. Há muitas pessoas que estão cansadas de sofrer assaltos, de não poderem ter uma vida normal, de correrem risco de vida por saírem à rua. Por outro lado, o PT nestes anos todos não mudou verdadeiramente as coisas, no sentido de fazer com que os trabalhadores tivessem de facto maior fatia de poder.

O debate feito no jornal Mediapart (jornal francês independente on-line) pode  ajudar a compreender o fenómeno:


segunda-feira, 1 de outubro de 2018

SABE-SE QUEM ASSASSINOU ALEXANDER ZAKHARCHENKO, PRESIDENTE DA RÉP. DO DONETSK


                  <figcaption>Alexander Zakharchenko</figcaption>

Ex-membro dos serviços secretos franceses Capitão Barril não tem dúvida sobre a origem do assassinato: os serviços secretos ucranianos, com a assistência da CIA e dos britânicos do MI6. O tipo de atentado à bomba usado revela a origem do mesmo. 

                            

No link aqui poderá ler a transcrição de entrevista dada pelo referido capitão ao jornal digital Off-Guardian, mas o vídeo foi retirado  passado uma hora, provavelmente por pressão das autoridades britânicas.

O regime que vigora na Ucrânia tem feito uma guerra suja e sem qualquer preocupação em relação às populações civis das províncias separatistas de Donetsk e Lugansk.
O papel dos EUA e da UE no golpe de Estado de 2014, que derrubou o governo legítimo, pró-russo, está bem estabelecido. No regime instaurado em consequência do golpe participam nazis admiradores dos que fizeram a guerra ao lado das tropas da Alemanha hitleriana, sendo muitas vezes eles que efectuaram os massacres de anti-fascistas, judeus e polacos...raramente a hipocrisia ocidental atingiu tão grandes extremos. 


domingo, 9 de setembro de 2018

AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS SÃO SUJEITAS A CICLOS

                    
                         Queda de neve em Roma, em Fevereiro de 2018

Na politizada, mediatizada, demagógica algazarra em torno das alterações climáticas, tudo tem servido como «arma de arremesso» dos defensores do «culto do efeito de estufa», causado pela poluição de origem humana. 
aqui denunciei a fabricação de um falso consenso, pois consenso verdadeiro é quando toda a gente na comunidade científica concorda com a verdade de uma teoria, facto ou interpretação... O que não é o caso, pois um número significativo de cientistas do clima tem opinião de que o factor primário na alteração do clima são os ciclos solares, os quais se reflectem numa diferente distribuição, espessura e composição das neves, assim como a  composição em isótopos nas bolhas de ar, as quais ficam conservadas em sucessivas camadas compactadas, ao longo de séculos e milénios, nos gelos da Antárctica ou da Gronelândia.

A dificuldade de muita gente em compreender fenómenos que - na sua génese - são cíclicos, como é tipicamente o caso das alterações climáticas, existe porque o modo de pensamento ocidental se foi constituindo dando ênfase às relações lineares, a modelos que se podem traduzir em gráficos dentro de eixos de coordenadas cartesianas. 
O pensamento oriental, por contraste, sempre assumiu naturalmente um modelo do Cosmos como não-linear e cíclico, desde a religião indiana, expressa nos antiquíssimos Vedas, passando pelo pensamento de Lao Tzu ou Confúcio, até aos nossos dias. 

Não vou reproduzir neste artigo os dados que Martin Armstrong fornece no seu interessante artigo, aqui (1), no seu blog. 
Vou apenas dizer que a questão climática é demasiado séria para se fazer política de baixo nível, em torno dela. Têm sido mobilizadas as energias das mais diversas pessoas, imbuídas de um desejo genuíno de preservar o nosso Planeta, mas estas pessoas têm sido vítimas de um aproveitamento e de uma ilusão. 
Os propagandistas da causa da «culpa do carbono» têm sistematicamente atribuído todos os desvios das temperaturas médias, para cima ou para baixo, às chamadas alterações ou mudanças climáticas antropogénicas. De facto, não é difícil atribuir alguma mudança pontual a um aquecimento ou arrefecimento do clima no longo prazo. É tão desonesto, como dizer-se de um relógio parado, que dá as horas exactas duas vezes em 24h!
O clima é intrinsecamente variável, existem ciclos de aquecimento e de arrefecimento. Dentro de ambos há movimentos contra-cíclicos, que podem ter expressão significativa para a vida humana. 

Há efeitos pontuais, que podem acentuar ou atenuar uma tendência longa. Por exemplo, existe um excesso de emissão de poeiras para a atmosfera nos períodos em que se dão violentas erupções vulcânicas...Estas poeiras interceptam e reflectem, num certo grau, os raios solares. Isso provoca um arrefecimento temporário do clima.

O aquecimento climático antropogénico é uma hipótese, não é uma teoria comprovada e demonstrada cientificamente. 
A argumentação a favor desta hipótese, quanto a mim, sofre de muitas deficiências. O debate científico é contaminado, especialmente neste caso, pelas agendas políticas de uns e de outros. 
Os grandes grupos económicos conseguiram impor a sua estratégia das «taxas carbono», que são afinal um meio de continuarem eles próprios (globalistas) ao comando da finança internacional. Ao fim e ao cabo, o sistema por eles instaurado implica toda uma burocracia para determinar se determinado país excedeu (ou não) o teor de emissões carbono que lhe tinha sido atribuído. As colectas de impostos internas para esses impostos carbono das nações, fazem-se pelas «taxas carbono», pagas pelos cidadãos, a propósito de tudo: não apenas o combustível dos carros, mas também o consumo de electricidade ou gás de cidade, etc.... 
Os países que emitem menos carbono podem colocar «no mercado global» os seus direitos de «poluição térmica», para serem comprados pelos países com vigorosa actividade industrial, os quais poderão assim continuar a emitir um «excesso» de carbono para atmosfera, em relação ao que tinham direito. Mas, no fim de contas, estas bolsas de carbono vão ser controladas pelos consórcios de grandes bancos, os quais daí tirarão vantagens: A própria manipulação destas somas enormes, dá uma clara vantagem à grande banca internacional. 
Além disso, como se vai determinar se sim ou não determinado país tem este ou aquele nível de emissões? Imagine-se a complexidade e conflitualidade dos mecanismos que será preciso instalar, assim como das instâncias reguladoras internacionais, a propósito dos níveis de emissões...
A elite globalista imaginou este estratagema das «taxas carbono» nos anos noventa, como forma de manter o controlo sobre os recursos naturais, principalmente dos países em vias de desenvolvimento. Isso implica igualmente um  controlo do sistema financeiro internacional, indispensável para a implementação de tal esquema (o Protocolo de Quioto) que ELES inventaram e quiseram impor a todas as nações, a todos os governos.  

Não digo que não se deva pressionar para uma reconversão das indústrias poluentes. Elas, actualmente, só são rentáveis porque fazem suportar ao ambiente e aos contribuintes os custos da degradação ambiental que provocam. Os poderes instituem a hipocrisia, de tal modo que o lema «poluidor-pagador» nunca seja respeitado! 
Mas, até mesmo o objectivo louvável e necessário da reconversão de indústrias poluentes, tem sido prejudicado pela ênfase dada ao suposto efeito de estufa antropogénico, em detrimento da atenção que deveria ser dada em prioridade a questões de grande gravidade como a utilização de plásticos e sua dispersão nos diversos ecossistemas e cadeias alimentares, a destruição massiva de habitats para satisfazer a gula do consumismo desenfreado, etc. 

Não tenho soluções «na algibeira» para os problemas de poluição e reconversão industrial. Mas, isso não me impede de ver a manipulação a que são sujeitas muitas pessoas, iludidas por um falso paradigma, construído para manter o domínio de uma classe muito rica, a oligarquia globalista.

Se quiserem, podem dizer que meus escritos são típicos das «teorias da conspiração»*. 
Não tenho dúvidas de que existe a CONSPIRAÇÃO GLOBAL DA OLIGARQUIA para se manter no poder.

(*) termo inventado pela CIA, para descredibilizar os que punham em dúvida a versão oficial do assassinato do presidente Kennedy. 
  

(1) https://www.armstrongeconomics.com/international-news/nature/winter-arrived-snowing-in-rome-climatic-change-events-result-historically-in-an-increase-in-violence/

terça-feira, 28 de agosto de 2018

«FOOD NOT BOMBS» E A GUERRA SEM FIM NO AFEGANISTÃO

                   
 

Nathan Pim, membro do colectivo «Food Not Bombs» e outros, foram inocentados num processo movido contra eles pelas autoridades camarárias, por estarem a alimentar gratuitamente os sem-abrigo em Fort Lauderdale.

Veja a notícia completa em:


                         


Entretanto, o negócio do ópio para financiar as operações secretas da CIA e a venda de triliões de dólares em armamento têm sido as razões pelas quais os EUA continuam a mais longa intervenção militar em toda a sua História. 
O governo dos EUA revelou-se no seu cinismo, ao rejeitar uma proposta de participação na conferência de paz, que irá ter lugar em Moscovo no próximo mês, com participação do governo afegão e dos taliban. 
A lógica das guerras imperiais é que elas se destinam a servir um punhado de grandes corporações, à custa dos interesses dos americanos comuns, para não falar das 30 milhões de vítimas das guerras imperialistas, desencadeadas após a IIª Guerra Mundial, que se podem atribuir às intervenções dos EUA. 

Veja:

Podia fazer uma lista infindável de contrastes chocantes que ocorrem no país onde 40% da população está no limiar ou abaixo do limiar de pobreza, que - no entanto - tem a veleidade de ditar a sua lei e moral ao resto do Mundo. 
As contradições entre os discursos, a imagem que pretendem vender internacionalmente e a realidade, explicam porque os EUA se tornou a potência mais odiada no mundo. 
Os que fazem a apologia deste império não têm desculpa. Nenhum império pode ser uma coisa positiva à priori para os povos, em geral; mas isto não pode ser invocado como pretexto para relativizar e aceitar passivamente os crimes da classe dirigente dos EUA.


sexta-feira, 18 de maio de 2018

HÁ QUALQUER COISA DE IRREAL NA ATMOSFERA...


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Os que cresceram à sombra da «Guerra Fria» têm ainda na memória - com certeza - os momentos de grande aflição em toda a Europa (tanto do Leste, como do Ocidente), no início dos anos 80, quando soviéticos e americanos, num braço de ferro, ameaçavam-se reciprocamente de instalar misseis com ogivas nucleares, de um lado e do outro da «cortina de ferro», essa estreita e artificial divisória do Continente Europeu. Nessa altura, um grande movimento com epicentro na Alemanha Ocidental, desenvolveu-se. 

Os grandes contestatários da época, no início dos anos oitenta, eram os Verdes alemães, muitos dos quais tinham participado nas jornadas da «revolução» (abortada) de 1968... Hoje, estão mais que instalados, fazem parte da elite que nos desgoverna! Infelizmente, pode-se dizer o mesmo, com quase nenhuma variação, relativamente aos movimentos pacifistas e anti-militaristas de quaisquer outras «democracias» ocidentais. 
Nessa ocasião (no início dos anos 80), os movimentos de massas, obrigaram os poderes imperialistas a terem cuidado com o que faziam, pois o grande medo da revolução - por parte das elites de um lado e do outro - era real. 

Além disso, os americanos ainda estavam a lamber as feridas do Vietname e da «perda» das Colónias Portuguesas. 
Do outro lado, os Soviéticos davam os primeiros passos da guerra no Afeganistão, seu «Vietname». Diga-se, causado - em larga medida - pela criação pela CIA, daquilo que viria a ser designado, mais tarde, por Al Quaeda, destinada a desferir um golpe no centro do império soviético.
Em resumo, nem um nem outro super-poder achou conveniente - nessa ocasião - colocar mísseis nucleares em território europeu. 

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Agora não existe essa hesitação: os americanos e os restantes países da NATO colocam divisões de elite e armamento estratégico, incluindo mísseis com possibilidade de transportar cargas nucleares,  às portas da Rússia bem dentro de áreas que antes pertenciam ao Pacto de Varsóvia (países bálticos, Polónia, Roménia). 
Cozinharam um golpe de Estado na Ucrânia, durante o mandato do «pacífico» Prémio Nobel, Obama... usando esse golpe como pretexto para acusar a Rússia, supostamente culpada de «anexação», porque a população da península da Crimeia tinha referendado a sua saída da Ucrânia e a sua adesão à Federação Russa. Os golpistas de Kiev queriam exterminar a população russófona, não esqueçamos; e eles disseram-no publicamente!
As sanções  impostas à Rússia viraram-se contra a economia europeia, embora não tivessem um efeito económico acentuado nos EUA. As elites alemãs não se mostraram entusiastas destas sanções, preferindo fazer ouvidos moucos e continuar o projecto russo-alemão «Nord Stream», vital para o abastecimento de gás natural russo à Alemanha, por via do Báltico.
O imperialismo anglo-americano tentou contrariar este projecto, lançando mão de uma montagem de espionagem, completamente débil mental, mas que serviu para obrigar os governos «livres» da NATO a reforçarem as suas medidas anti-russas.

As pessoas parecem estar anestesiadas, como na véspera da II Guerra Mundial, embora esta não tenha que ver com a situação presente. Parece-me - porém - legítimo encontrar semelhanças, não apenas pela atmosfera irreal da política internacional, como pelas catadupas de mentiras que inundam o espaço público e se tornam como «verdades»...(lembremos a célebre frase de Goebbels*...

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        [*Mais a mentira é descarada, mais credível se torna. Quanto mais é repetida, mais o povo nela acredita]

De nada serve pessoas respeitáveis de vários quadrantes políticos, ideológicos e religiosos alertarem para a extrema perigosidade do momento, sobretudo agora, com a denúncia unilateral, por parte dos EUA, do acordo multi-partido com o Irão (rubricado também pela Rússia, China, Grã-Bretanha e França). 
- Alguém duvida que os EUA vão prosseguir sua política imperialista de «torcer o braço» aos adversários e mesmo aos «aliados» (vassalos), para obterem o que querem? 
- O que vai acontecer aos actores que são os governos dos países da NATO
- Vão eles continuar a calar e a fingir que acreditam na retórica bélica de pessoas como Nikki Haley, a histérica representante dos EUA na ONU?

Se os políticos corruptos e cobardes soubessem alguma coisa de História, lembrar-se-iam do modo como os imperadores romanos tratavam os traidores que tinham vendido suas respectivas pátrias ou tribos, a Roma: a «recompensa» era lançá-los às feras no Coliseu, ou algo deste estilo! 
Outra lição que poderiam aprender da História, é que, não apenas os impérios são de facto mortais, como também que um império moribundo é o mais perigoso.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

PORQUE É QUE OS INTERESSES DOS EUA PREVALECEM SEMPRE?

Vejam esta parte de uma série de entrevistas: verão que Paul Craig Roberts dá uma resposta clara e límpida...assim como a uma série de outras questões fundamentais.


sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

AFEGANISTÃO: CEMITÉRIO DE IMPÉRIOS

Desde o império de Alexandre da Macedónia, passando pelo império Britânico no século XIX,  pela União Soviética nos finais do século passado, até ao império dos EUA de hoje, o Afeganistão tem sido  (com muitos milhares de mortos em vão!) literalmente o cemitério de exércitos poderosos, mas igualmente, o cemitério no sentido metafórico de perda completa de ilusões imperialistas de grandeza, finalmente desfeitas em cacos, sem honra nem glória.


Por que razão quase não se fala desta guerra perdida, teimosamente mantida durante 16 anos... até hoje, contra toda a racionalidade?
- Será para ocultar a «perda de face» do Estado profundo, que controla o Pentágono, a CIA e todos os políticos de Washington, incluindo os presidentes...

terça-feira, 26 de setembro de 2017

JOGO DÚBIO E CRIMINOSO NA SÍRIA

Conforme tinha esclarecido, em artigo anterior, a situação na zona de Deir Ezzor está muito volátil e foi aproveitada pelos «terroristas moderados» para um ataque certeiro que atingiu mortalmente três militares russos de alta patente. Como diz o blog «Moon of Alabama»...
« durante 3 anos o ISIS cercou as tropas sírias na cidade e no aeroporto de Deir Ezzor. Nunca ele conseguiu atacar com sucesso o quartel-general sírio e matar militares de alta patente. Agora, quando forças aliadas dos EUA, «aconselhadas» por forças especiais de comandos dos EUA, tomaram posições ao norte de Deir Ezzor, o ISIS tem de repente dados de espionagem e capacidade de tiro certeiro com morteiros, capaz de matar um grupo de oficiais russos em visita?» 

Ninguém acredita na versão de que o ataque foi efectivamente perpetrado pelo ISIS. Os russos fingem acreditar que foi assim, mas não deixam de mostrar por vários canais o que foi registado em fotos de satélite, que mostram as forças de comandos dos EUA e das SDF entrarem em território até agora controlado pelo ISIS, ao norte de Deir Ezzor, mas sem preocupação especial de cobertura ou escolta, como se esse território fosse seguro para elas.

                     

Como eu previra, os militares envolvidos no «Estado profundo», uma coligação entre forças «neo-conservadoras» poderosas, com ramificações em todo o aparelho de segurança, CIA, NSA, etc... assim como no Pentágono, estão a criar as condições para permanência, no longo prazo, de forças militares de elite americanas. Esta é a lógica por detrás destas provocações: manterem focos de instabilidade a todo o custo e propiciarem incidentes diversos, envolvendo forças sírias e agora também russas, na esperança de manterem um semblante de «justificação» para a presença ilegal de bases americanas «clandestinas» no leste e norte da Síria, cujo governo legítimo nunca autorizou.

Confirma-se, como para o caso da crise com a Coreia do Norte, que as lideranças dos EUA, dominadas pelas facções mais belicistas pensam que as soluções militares são de facto eficazes. Ou, embora reconheçam que as intervenções militares não chegam por si só, são essenciais para manter sob tensão os inimigos, ou seja os russos, os chineses e seus aliados.  
As elites do poder - o Pentágono, das diversas agências de espionagem, as facções mais conservadoras da políticas (como o senador MacCain, por exemplo) - escolhem o caminho do confronto e do caos. 

Sempre o mesmo modelo de geoestratégia, inspirado de Mac Kinder e de Brezinzky: não permitir, ou contrariar, a aliança entre as principais potências do continente euro-asiático e fomentar guerras e toda a espécie de operações secretas de desestabilização em territórios dessas mesmas potências  ou de seus aliados, na esperança de poder «dar cartas» num jogo, afinal, onde os americanos não têm nenhuma legitimidade para participar.  
  

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

SENADO DOS EUA SANCIONOU A FIRMA DE SOFTWARE KASPERSKY

O Senado dos EUA acaba de passar uma resolução para banir esta firma de concorrer no mercado americano. Ela é suposta ter feito «actos hostis» em relação aos EUA. Mas, na verdade, ela não fez mais do que o seu trabalho.

Fornece software, incluindo os chamados «patches», para os seus clientes não estarem sujeitos a exposição aos programas de ciber-espionagem (tipo Big Brother) da NSA. 

Sabemos que os construtores e fornecedores de software americanos foram coagidos a deixar essas «portas de trás», para serem usadas pela CIA, para espionar tudo e todos, sem qualquer controlo. 

A firma russa Kaspersky desenvolveu um software que protege os sistemas dessas fragilidades «embutidas». Isto não é, de forma alguma, ir contra a lei de um qualquer país. 

O governo dos EUA tem programas que, como Snowden e Assange e outros demonstraram para além de qualquer dúvida, se destinam a obter do seu e meu ou de quaisquer computadores dados, ilicitamente. 

A hipocrisia consiste em dizer que a firma Kaspersky tem actividade hostil ao governo dos EUA, quando é precisamente o contrário: é o governo dos EUA que tem actividade hostil em relação aos cidadãos de todos os países do mundo, incluindo os seus próprios cidadãos. 

Mas a verdade acabará por vir ao de cima; os biliões que eles investem em programas monstros de vigilância  em massa da Internet são uma ideia megalómana, mas inútil.

Ironicamente, todas estes actividades são dirigidas contra aqueles que supostamente deveria defender ... e com financiamento pelo erário público, ou seja, os contribuintes!! 

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

AGENTE DA CIA EXPÕE A EXTENSÃO E PODER DO ESTADO PROFUNDO


Este vídeo, pela sua clareza, dispensa comentário. Tenho pena de não dispor de uma tradução em português. Encorajo os leitores do blog a divulgarem ao máximo, pois estas verdades, ditas por alguém «de dentro», têm muito mais impacto.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

«A ROTA DA SEDA» DO FORNECIMENTO DE ARMAS AOS TERRORISTAS PELA CIA

                        
        

Foi despedida do jornal onde trabalhava uma jornalista baseada na Bulgária, por ter revelado documentos sobre o tráfego de armas para os terroristas na Síria, orquestrada pela CIA e envolvendo o Azerbaijão, a Bulgária e a Arábia Saudita. Aquilo que já era conhecido de todas as pessoas que tivessem um mínimo de informação sobre a guerra suja na Síria, tem agora uma confirmação. Vejam os documentos aqui.


                     



 Evidentemente, não era o único canal de entrega de armas aos terroristas, mas as provas materiais disso estão agora disponíveis para todos verem. 
O que mais impressiona, nisto tudo, é o descaramento dos EUA, impondo sanções a torto e a direito, sob pretextos falaciosos, quando -na verdade - fazem coisas absolutamente proibidas e condenáveis pelo direito internacional. 

domingo, 27 de agosto de 2017

TEORIA DA CONSPIRAÇÃO

Pela sua relevância decidi traduzir, o mais fielmente que sei, o excelente artigo de Paul Craig Roberts.  O texto original encontra-se aqui.

                 


Teoria da Conspiração
Paul Craig Roberts
Nos Estados Unidos «teoria da conspiração» é o nome dado a explicações que divergem das que servem os interesses da classe no poder, a oligarquia, o «establishment» ou o que se queira chamar aos que estabelecem e manipulam as agendas e as explicações que apoiam essas agendas.
As explicações que nos são impostas pela classe no poder são, elas próprias, teorias da conspiração.Ainda por cima, são teorias da conspiração destinadas a esconder a conspiração real que os nossos governantes estão realizando.
Por exemplo, a explicação oficial do 11 de Setembro é uma teoria da conspiração. Alguns muçulmanos, sobretudo sauditas, realizaram a maior humilhação a um super-poder desde que David derrubou Golías com a sua funda. Conseguiram iludir todas as 17 agências de espionagem  segurança e as da NATO, de Israel, o Conselho Nacional de Segurança, a Administração de Segurança dos Transportes, o Controlo de Tráfego Aéreo e Dick Cheney, capturaram quatro aviões de linha americanos, derrubaram três arranha-céus do World Trade Center, destruíram a parte do Pentágono onde se realizava a investigação sobre os desaparecidos 2,3 triliões e fez com que os broncos em Washington culpassem o Afeganistão em vez da Arábia Saudita.
Sem dúvida, os sauditas que realizaram um ataque humilhante à América estavam envolvidos numa conspiração para o fazerem.
Será isto uma conspiração credível?
O engenho de uns poucos de jovens muçulmanos em desencadear tais acontecimentos é inacreditável. Um falhanço tão completo do Aparelho Nacional de Segurança [National Segcurity State] dos EUA significa que a América esteve cegamente vulnerável durante décadas de Guerra Fria com a União Soviética. Se tal falhanço do Aparelho Nacional de Segurança tivesse realmente ocorrido, a Casa Branca e o Congresso clamariam aos berros por uma investigação. Haveria pessoas responsabilizadas pela sucessão de falhas de segurança que ocorreram, que possibilitaram que os atentados acontecessem. Em vez disso, ninguém foi repreendido e a Casa Branca resistiu a todos os esforços para abertura de uma investigação durante um ano. Por fim, para calar a boca das famílias das vítimas do 11 de Setembro, uma Comissão foi formada. A Comissão, obediente, escreveu a versão governamental dos acontecimentos e nisso consistiu a «investigação».
Além disso, não existe evidência que apoie a teoria oficial da conspiração do 11 de Setembro. De facto, todas as evidências contradizem essa teoria oficial da conspiração. 
Por exemplo, está provado que o Edifício 7 desabou em queda livre acelerada, o que significa que ele tinha sido condicionado com explosivos para demolição. Por que foi isso feito? Não existe uma resposta oficial a esta questão.
A evidência fornecida por cientistas, arquitectos, engenheiros, pilotos e socorristas que estavam nas torres gémeas e que estavam lá no momento e ouviram numerosas explosões que fizeram cair as torres é, essa sim, considerada uma teoria da conspiração.
A CIA inventou a expressão «teoria da conspiração» e introduziu-a no domínio público como parte dos seus planos de acção para desacreditar os cépticos em relação ao relatório da Comissão Warren sobre o assassinato do Presidente John F. Kennedy. Toda a explicação diferente da que foi apresentada, a qual estava em contradição com toda a evidência conhecida, era descartada como sendo uma teoria da conspiração.
As teorias da conspiração são a coluna dorsal da política externa dos EUA. Por exemplo o governo de George W. Bush levou a cabo uma conspiração contra o Iraque e Saddam Hussein. O governo Bush criou falsas evidências de «armas de destruição maciça» iraquianas, vendeu a história mentirosa ao mundo crédulo e utilizou-a para destruir o Iraque e assassinar seu presidente. Analogamente, Khadafy foi vítima duma conspiração de Obama/Hillary para destruir a Líbia e o assassinar. Estava reservado o mesmo destino a Assad da Síria e ao Irão, caso os russos não tivessem intervido.
No presente, Washington está envolvido em conspirações contra a Rússia, a China e a Venezuela. Ao proclamar uma não existente «ameaça iraniana» Washington coloca mísseis na fronteira com a Rússia e serve-se da «ameaça norte-coreana» para colocar mísseis na fronteira da China. O democraticamente eleito presidente venezuelano é caracterizado por Washington como ditador e foram colocadas sanções à Venezuela para ajudar a pequena elite hispânica que, tradicionalmente, Washington usa para dominar nos países sul-americanos e desencadear um golpe que reestabeleça o controlo dos EUA sobre a Venezuela.
Todos são uma ameaça: Venezuela, Iemen, Síria, Irão, Iraque, Afeganistão, tribos do Paquistão, Líbia, Rússia, China, Coreia do Norte, mas nunca Washington. A maior teoria da conspiração do nosso tempo é a de que os americanos estão rodeados por ameaças do estrangeiro. Nem sequer estão seguros em relação à Venezuela.
O New York Times, o Washington Post, CNN, NPR, e a restante media prostituta do poder é rápida em descartar como teorias da conspiração todas as explicações que diferem das explicações que servem os interesses da elite no poder, que essa media serve.
 Porém, enquanto escrevo e desde há cerca de nove meses até ao presente, a média prostituta tem -ela própria- promovido a teoria da conspiração segundo a qual Donald Trump estava envolvido numa conspiração com o presidente da Rússia e com os serviços de espionagem russos para controlar e influenciar a eleição presidencial dos EUA e colocar Trump, um agente russo, na Casa Branca.
Esta teoria da conspiração não tem a mínima evidência a credibilizá-la. Mas não carece de evidência, porque serve os interesses do complexo militar/de segurança, o Partido Democrático, os neo-conservadores e permite à media prostituta demonstrar uma devoção sem falhas aos seus donos. Através de repetição sem fim, uma mentira torna-se verdadeira.
Existe uma conspiração e ela é contra o Povo Americano. Os seus empregos foram exportados para enriquecer ainda mais os que já eram ricos.  Eles foram forçados a entrar em dívida para manter os seus padrões de vida. O seu esforço para eleger um presidente que falasse por eles está sendo subvertido, diante dos seus olhos, por uma media profundamente corrompida e pela classe reinante.
Mais cedo ou mais tarde, eles ficarão cientes de que nada mais poderão fazer além de se revoltarem violentamente. Muito provavelmente, quando tiverem realizado isso, já será demasiado tarde. Os americanos são muito lentos a escapar da realidade ilusória na qual vivem. São um povo extensivamente sujeito a lavagem ao cérebro, que se apega à vida ilusória no interior da Matrix em que se encontra.  
Os ingénuos e acríticos que foram sujeitos a lavagem ao cérebro, que pensam que não são credíveis quaisquer explicações que diferem das oficialmente abençoadas, podem consultar em sítios da Internet longas listas de conspirações de governos que conseguiram enganar as pessoas para levar a cabo acções que -sem isso -  elas teriam rejeitado.
Se continuar a existir liberdade na Terra, não será no mundo ocidental. Será na Rússia, China  noutros países que emergiram de situações opostas e que sabem o valor da liberdade e nas nações da América do Sul, tais como Venezuela, Equador e Bolívia, que lutam pela sua soberania contra a opressão dos EUA.
Com efeito, tal como alguns historiadores não preocupados com as suas carreiras começam a escrever, a lição primeira da História é a de que os governos enganam os seus povos.
Em todo o lado, no Mundo Ocidental, o governo é uma conspiração contra o povo.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

RETORNO SOBRE MAIDAN (Outra História da UCRÂNIA)


Um inquérito aprofundado de «Maidan», que não será analizado pela media «mainstream» ocidental.

Muito «politicamente incorrecto»...


                                  






... mas muito correcto em termos de validação de investigação histórica. 

terça-feira, 4 de abril de 2017

HIPOCRISIA E IRRESPONSABILIDADE DA CASTA MILITARISTA OCIDENTAL

entrevistado - senador Richard Black -  não podia ser mais claro. 
Extraordinária peça de lucidez e coragem, desmontando o «Estado Profundo» e a natureza criminal do regime de Obama.






terça-feira, 14 de março de 2017

SESSÃO DE MOVIMENTO SOLUÇÕES PARA A PAZ (11-03-2017)

A sessão, organizada pelos activistas do Movimento «Soluções para a Paz» nas instalações da «Fábrica de Alternativas» de Algés, no Sábado 11 de Março, contou com a presença de um público pouco numeroso, mas interessado.

Os dados coligidos pelo nosso companheiro João Pestana, que apresentou os temas para discussão, mostram como as guerras têm sido uma constante, em vários pontos do globo, desde o fim da II Guerra Mundial, até hoje. O número de mortes, feridos e deslocados é difícil de avaliar, pois as estatísticas oficiais ou não existem ou ocultam essa realidade. Depois, passou em revista alguns dados sobre o comércio de armamento, ao nível mundial, utilizando dados do SPIRI, que indicam os maiores vendedores e compradores.

Abordou-se em seguida o papel da NATO e a carga que representa no orçamento de cada país, mesmo em tempo de «paz». Referiu-se a exigência de aumentar as despesas militares em todos os países desta aliança militar, para que cada um tenha nível de despesa igual ou superior a 2% do seu PIB.

Um documento do Estado-Maior das Forças Armadas portuguesas, mostra as missões que estas cumpriram no ano passado. Além de missões de utilidade pública, como seja transporte de feridos e vigilância das praias, o grosso das missões foi em diversos teatros de guerra, sob bandeira da NATO, na maioria dos casos, desempenhando um papel subordinado, pois os contingentes portugueses são em geral da ordem das dezenas ou menos, portanto subordinados a comandos de outras nacionalidades, dentro da estrutura dessas missões.

Comparando os dados relativos a 2015 e 2016 para o orçamento da Defesa em Portugal, chegou-se à conclusão que ele se manteve aproximadamente constante (1,2 – 1,3 % do PIB), embora haja discrepâncias de cerca de 300 milhões de euros entre o que foi gasto e o orçamentado, não se sabendo como foi preenchido o «buraco».
Parecendo pouco, menos dos 2% reclamados pelo secretário-geral da NATO, no entanto, é 5 vezes o montante para a cultura. Também é superior ao atribuído à investigação, ao ensino superior, etc.

Falou-se do «Dia de Defesa Nacional» e das penas extraordinariamente duras para quem falte sem justificação a essas encenações de propaganda das FAs, da guerra e de lavagem da imagem da NATO junto da juventude. Foi ainda referido que não existe nenhuma informação  realmente acessível aos jovens sobre a existência do estatuto de «objector de consciência».

Relativamente ainda à objeção de consciência, reconheceu-se uma generalizada confusão entre a prestação de serviço militar obrigatório e não obrigatório, mas havendo sempre a possibilidade do governo decidir reinstalar o serviço militar obrigatório. Outra ambiguidade é a de prestação «com armas», «sem tocar em armas» e «civil». Hoje em dia, muitos servem na estrutura militar, sem armamento pessoal, mas contribuem com sua prestação para a máquina de guerra.

Durante a discussão, falou-se muito do papel da NATO em manter certos regimes, falsamente instalada nesses países a pretexto de «terrorismo». 

Falou-se do caso do Afeganistão, entre outros, onde tem estado presente um pequeno contingente das forças portuguesas.

No Afeganistão, a cultura de papoila para ópio, principal negócio dos senhores da guerra, tinha sido quase extinta no regime dos Taliban. Quando a «coligação internacional» invadiu o Afeganistão no Outono de 2011, trouxe os senhores da guerra, que reinstauraram o cultivo da papoila. Hoje, 80% da heroína vendida nas ruas do mundo inteiro é proveniente do Afeganistão; era rara a heroína dessa proveniência, nos anos imediatamente anteriores à invasão do Afeganistão pela NATO e associados.
Segundo vários autores, o negócio de tráfico de ópio é controlado pela CIA, que pode livremente distribuir grandes quantidades a partir de bases militares da NATO, na Turquia, na Alemanha e no Kosovo. O dinheiro que obtém vai servir para operações «negras» ou ocultas, aquelas que oficialmente «não existem» e portanto não suscetíveis de inquirição ou controlo pelo Congresso dos EUA.

Pediu-se uma maior participação no nosso Movimento, sabendo que o grau de ausência de informação - sobretudo da juventude - torna a tarefa dos militaristas mais fácil, conjugada com muita desinformação por parte da media corporativa.

O discurso do poder é invariavelmente  de que a  presença de tropas portuguesas tem uma justificação «humanitária», ou de que os nossos soldados estão em tal ou tal país a «combater o terrorismo» (Afeganistão, Mali, República Centro Africana, etc…). Estas afirmações - repetidas vezes sem conta e nunca contestadas ou sequer problematizadas - criam um falso consenso (falso, porque baseado na ignorância) na cidadania.

Consideramos necessário e possível criar-se um observatório sobre o papel das forças armadas portuguesas em Portugal e no mundo, como forma de documentar, de debater e estudar as questões de estratégia, não de um ponto de vista meramente militar, mas também de cidadania.




domingo, 12 de março de 2017

HISTERIA, EM VEZ DE RAZÃO


Vem este título a propósito do mantra «Vêm aí os russos», dum establishment inseguro, acossado, desmascarado por sucessivas revelações de whistleblowers.


O artigo de Gregory Clark no «Japan Times» coloca as coisas no seu devido pé, relatando as suas experiências de diplomata, em ambos os lados da então «Cortina de Ferro».

Parece-me que as pessoas com inteligência e sensatez, em qualquer parte do mundo chamado «Ocidental» ou seja, sob a órbita dos USA, estão a ser submersas por uma onda de «opinadores» que apenas opinam mas não demonstram, apresentam opiniões como se fossem factos, reforçam medos e rancores ancestrais, enfim são instrumentos de propaganda. Mas como lutar contra isso? Será possível fazer programas nas escolas para que as crianças e adolescentes não se deixem seduzir pelas diversas propagandas? Será possível, mas só num tipo de ensino cooperativo, não pilotado por qualquer poder central. A mesma questão se coloca em relação a meios de comunicação de massa: será possível que as redacções tenham uma ética de responsabilidade e não amplifiquem os boatos e os desmascarem, mesmo quando são oriundos do poder?
A onda de histeria tem sido insuflada por ONGs e grupos militantes discretamente subsidiados por pessoas como George Soros,  os Rothchild, os Rockfeller, os quais tentam fazer avançar a sua agenda de uma Ordem Nova Mundial (NWO New World Order). Vendo que seus planos estão a ser postos em causa, pelo que chamam de «populismo», apressam-se a demonizá-lo por todos os meios. Porém, com isso estão tecendo a corda que os irá enforcar a todos.

Os analistas e jornalistas com um mínimo de sensatez e bom senso, nos mais diversos pontos do globo são menos do que os que se entusiasmam e pretendem entusiasmar o público com a hipérbole, o catastrofismo, a retórica oca. No universo das «notícias», a maior parte das mesmas é apenas lixo informativo, servido para saciar o público sempre ávido de «uma olhadela através do buraco da fechadura». É assim que vejo a imprensa de escândalos, de boatos envolvendo celebridades… 
Este lixo informativo é eficaz, como mostra a indiferença com que foram recebidas as revelações de Wikileaks, sobre as actividades ilegais da CIA («Vault 7»): não têm um efeito imediato de indignação e repúdio, junto da opinião pública.  

Estas revelações mostram até que ponto todas as pessoas, em todo o mundo, incluindo dentro dos EUA, estão a ser alvo de espionagem permanente e têm fragilidades embutidas no seu hardware e software que tornam os seus computadores, iphones, televisores,  em instrumentos de vigilância contra eles próprios. 
Igualmente, demonstra a enorme manipulação da informação por uma parte do «Estado Profundo». Agora, fica claro que foi a partir de dentro do próprio aparelho de segurança dos EUA que foi fabricada a suposta piratagem das eleições americanas «pelos russos». 
Ninguém conhecedor das informações tornadas públicas pode ter dúvidas quanto à enorme ampliação do «Estado de vigilância global» que atingiu o seu paroxismo durante a presidência Obama.

Mas a ignorância, o preconceito, o enviesamento são persistentes; tanto mais persistentes quanto as pessoas são «levadas ao curral» pelo medo. 
Este medo é constantemente insuflado e mantido, sempre que necessário, com ataques de falsa bandeira, montando operações supostamente atribuídas a «terroristas», mas - na realidade- originadas e insufladas por serviços secretos, por polícias, por instrumentos ao serviço do poder.




quarta-feira, 8 de março de 2017

WIKILEAKS: VAULT 7 REVELA SISTEMÁTICO HACKING PELA CIA


«VAULT 7» revela toneladas de evidências, libertadas pela coragem de um «insider» da CIA. Esta informação tornada pública permite avaliar a extensão que tomou o «Estado de vigilância generalizada». 
Novamente constata-se que o espectro da ciberguerra é o maior perigo de guerra no século XXI.