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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

BELÍSSIMAS ÁRIAS DE VIVALDI

[Há quem chame erudita à música de Vivaldi. Perdoem-me o atrevimento, porém eu considero que ele está muito mais próximo de uma sensibilidade popular, que atravessa séculos e modas. O título de «ROCK STAR DO BARROCO» assenta-lhe muito bem! Tanto as obras instrumentais, como as vocais, são exemplo disso...]


                                         


[solista: Philippe Jaroussky]
Vedrò con mio diletto l'alma dell'alma mia Il core del mio cor pien di contento. E se dal caro oggetto lungi convien che sia Sospirerò penando ogni momento... * I will see with joy, the soul of my soul heart of my heart full of content. And if from my dear object I be far away I will sigh, suffering every moment...








                                                    [ solista: Romina Basso]

Se lento ancora il fulmine l'oltraggio mio non vendica cadra quell'empio, vittima del giusto mio furor. Ma sposa ancor ti sono ritorna e ti perdono; occhi versate in lacrime tutto l'affanno d'un tradito amor.

*
If the lightning is still slow To avenge the outrage I have suffered, Soon that wicked man will fall victim To my just anger. But I am still your wife: Come back, and I will forgive you. My eyes, pour forth in your tears All the affliction of love betrayed.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

O BARROCO SUBLIME -



                                                    Nicola Antonio Porpora (1686-1768)
                                                    Alto Giove, from the Opera "Polifemo"
                                                    do album de Jaroussky: "Farinelli, Porpora Arias"



O sublime da ária barroca é que não se consegue definir aquilo que nos atrai. Se isolarmos um elemento, ele parece-nos pouco significativo, por si próprio. O vocal e o instrumental, o desenho melódico, a atmosfera de encanto, o equilíbrio entre a expressão poética do texto e a sua tradução musical, tudo isso parece formar um conjunto indissociável, uma combinação única e efémera, mas por isso tanto mais pungente.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

STABAT MATER DE PERGOLESI


Uma interpreteação impecável, estilisticamente, para uma obra-prima de todos os tempos. 

O Hino «Stabat Mater» é uma composição anónima medieval, que descreve o sofrimento da Mãe de Deus parante a cruxificação do Filho. 
Como muitos hinos da Igreja, foi musicado várias vezes, em várias épocas. 

A obra aqui interpretada é a de Pergolesi, um talentoso músico napolitano, morto muito cedo (vivou ainda menos anos que Mozart),  do qual restam não apenas obras sacras, como também óperas cómicas, como «La Serva Padrona». 

Creio que o mundo precisa de beleza, mas de verdadeira beleza, a que resulta da transmutação de sentimentos profundos e universais, não só sensual.  

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

HOMENAGEM E ESPERANÇA, EM DIA DE LUTO [CONCERTO VIVALDI]


Poderia escrever muitas coisas em relação ao génio de Vivaldi, à excelente interpretação de Jaroussky e Jean-Christophe Spinosi, mas hoje, dia em que acordámos com a terrível notícia do terramoto no centro de Itália, com dezenas de mortos confirmados e centenas de desaparecidos, apenas farei uma prece:

- Que exista solidariedade verdadeira de entre todos os povos, em especial os europeus, para acudir e ajudar quem precisa de mais tratamento e conforto, ajudando depois a reconstruir as vidas das vilas e aldeias fustigadas pelo trágico terramoto.
Só assim temos o direito de falar de uma Europa à Itália que nos deu Vivaldi e tantos outros mestres. 
Desejo transmitir aqui, modestamente, o meu pensamento de profundo sentir e de solidariedade com o povo italiano.


quinta-feira, 21 de julho de 2016

[NO PAÍS DOS SONHOS] COLLOQUE SENTIMENTAL - VERLAINE, FÉRRÉ, JAROUSSKY


                                         

 Dans le vieux parc solitaire et glacé
Deux formes ont tout à l'heure passé. Leurs yeux sont morts et leurs lèvres sont molles, Et l'on entend à peine leurs paroles. Dans le vieux parc solitaire et glacé Deux spectres ont évoqué le passé. - Te souvient-il de notre extase ancienne? - Pourquoi voulez-vous donc qu'il m'en souvienne? - Ton coeur bat-il toujours à mon seul nom? Toujours vois-tu mon âme en rêve? - Non. Ah ! les beaux jours de bonheur indicible Où nous joignions nos bouches ! - C'est possible. - Qu'il était bleu, le ciel, et grand, l'espoir ! - L'espoir a fui, vaincu, vers le ciel noir. Tels ils marchaient dans les avoines folles, Et la nuit seule entendit leurs paroles. Verlaine Les fêtes galantes



Não existem fronteiras para o passado 
Somente as que colocamos no nosso coração 
A música vem-nos banhar 
com sua atmosfera d'encantamento d' eras passadas, 
d' ondas vibrantes, ecos d' épocas doiradas, 
magia da infância, p'ra sempre abandonada...

A minha voz fica embargada 
com o sentido profundo da melodia unida às palavras
 entretecidas do poema em nostálgica e sábia meditação.

Serei náufrago do passado por opção, 
deliberadamente, no presente de banal e infinita chateza... 
prefiro os espectros dum revisitado passado 
que nunca se foi, junto a vultos cimeiros da Arte.