Mostrar mensagens com a etiqueta Banco de Itália. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Banco de Itália. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

HOMEM DE MÃO DA GOLDMAN SACHS

       GATO ESCONDIDO COM RABO DE FORA... 

Por outras palavras:
- Pode-se fingir que não se sabe de nada, durante algum tempo, mas não constantemente. 
Draghi, num sistema transparente e democrático, nunca seria escolhido como cabeça do BCE. Durante quanto tempo mais ele será intocável? Talvez enquanto a eurocracia e os governos corruptos forem tolerados pelos respectivos povos.



               
                   veja AQUI o artigo de Martin Armstrong
Quando Draghi, o actual presidente do Banco Central Europeu (BCE), foi presidente do banco de Itália soube que o Banco Monte dei Paschi di Siena SpA escondera um prejuízo de quase quinhentos mil milhões de dólares usando derivados, dois anos antes dos procuradores terem conhecimento das transacções complexas, de acordo com documentos revelados no tribunal de Milão. 
Mario Draghi, estava perfeitamente ao corrente de que os derivados estavam a ser usados para esconder perdas. Não esqueçamos que Draghi foi um homem da Goldman Sachs e que esta ajudou o governo grego a esconder a situação real das finanças do país, com vista a entrar no «clube» do Euro. O esquema ficou a descoberto com a crise de 2010, de consequências trágicas para o povo grego e para outras economias frágeis da eurozona. 

Agora vê-se claramente que Draghi tinha plena consciência dos problemas decorrentes das operações arriscadas do Deutsche Bank AG, que ajudaram a precipitar o grande colapso de 2008. 

O banco italiano Monte Paschi fez exatamente o mesmo que o DB. Estava a perder cerca de €370 milhões de euros numa transacção anterior, que eles designavam por «Santorini» (esta é uma ilha no Mediterrâneo que ficou destruída com a explosão de um vulcão). Um novo negócio rendeu mais ou menos uma quantia equivalente e permitiu distribuir as perdas por um período de tempo maior. Estas fraudes são usadas para reduzir os impostos a pagar pelo banco.

O relatório, datado de 17 de Setembro de 2010, foi classificado de «reservado», o que mostra que o Banco de Itália sabia que, ao não incluir esse negócio nas contas com o seu valor real, Monte Paschi estava a esconder uma perda. Se o banco tivesse usado a quantificação «mark-to-market» no quarto trimestre de 2008, teria colocado, no relatório respectivo, as perdas resultantes da crise de crédito que estava a sofrer.
Sabendo tudo por detrás do pano de cena, Draghi também soube tudo sobre o uso de derivados para mascarar as perdas excessivas de certos negócios e fazer de conta que elas não existiram. 
O problema grego foi também todo ele construído com base em derivados, para fazer crer que a Grécia preenchia os critérios para estar na Eurozona.
A Grécia entrou no Euro em 2001, com Costas Simitis presidindo ao governo. Nessa altura, devia €3.4 milhares de milhões de euros, que tinha pedido emprestados. A Goldman fabricou um «swap» de divisas, graças ao qual a dívida grega, denominada em dólares  e em yens, passou a ser devida em euros, mas estes eram cotados a um preço inteiramente fictício. 
A dívida grega, denominada em euros de 2000, quando o euro estava a 0.82 do dólar. Isto teve como consequência que esta dívida duplicou, com a subida do euro para $1.60, em 2008. Obviamente, a Goldman não ofereceu uma saída, mas estruturou um novo negócio de que apenas podia beneficiar ela própria, pondo a Grécia a vender dólares, na baixa desta divisa. 
A Goldman também montou um «swap» para pagamento dos empréstimos fora da contabilidade; sendo uma operação sobre divisas, portanto escapando à categoria de «empréstimo», não pesava contabilisticamente na dívida. 
Este negócio foi mantido fora da contabilidade pública e escondida dos mecanismos de controlo do Euro. Assim, criou-se a ideia falsa de que a Grécia se estava a aproximar dos critérios de Maastricht. 
A Goldman sobre-cotou o negócio, de tal maneira que, no orçamento grego, dos $6.35 milhares de milhões de trocas comerciais e de rendimentos, em 2001, 12% vinham da tal reestruturação via «swap». 
Eles - Goldman - ganharam com este negócio uns $300 milhões. Fez pressão para que a Grécia utilizasse os aeroportos e os rendimentos da lotaria, como parte da transacção para garantir a rentabilidade desta operação de agiotagem sobre a Grécia. 
Apenas três meses depois de assinado o acordo, os mercados da dívida (obrigações soberanas) mudaram completamente, em consequência dos atentados do 11 de Setembro.  
Além disso, o dólar desceu e o euro aumentou. Os governantes gregos começaram a ver que o negócio não estava a correr bem. A dívida nacional grega quase duplicou em tamanho e, em termos reais (ajustando as divisas), ela iria novamente duplicar por volta de 2008, em termos nominais, em Euros. 
A Grécia enfrentou uma outra crise financeira em 2005, que poucos compreenderam. A Goldman Sachs voltou a «reestruturar» o acordo, mas desta vez vendendo um «swap de taxa de juro» ao Banco Nacional Grego, sob o novo governo Karamanlis, que chegou ao poder em 2004. Isto aumentava ainda mais a dívida, estendendo os pagamentos para lá de 2032. 
A Goldman  conseguiu obter assim, outros $500 milhões de dólares dos gregos, como foi largamente noticiado na imprensa ( Independent Friday 10 July 2015; Greek debt crisis: Goldman Sachs could be sued for helping hide debts when it joined euro).
A Goldman «nem pestanejou» quando Atenas tentou vender outro pacote de «swaps». O então presidente da Goldman Sachs, Gary Cohn, foi lá pessoalmente e ofereceu-se para financiar a dívida do sistema de saúde do país, empurrando ainda mais dívida para o futuro. A Goldman não se limitou a recolher chorudos honorários, como terá colocado grandes apostas em como a Grécia iria falhar, baseado em informações internas. Têm estado fora do alcance da lei, em qualquer parte. 
Entretanto, devido ao facto de que o ECB vai cortar seu programa de compra de obrigações soberanas em 50% no próximo ano, Draghi não poderá auxiliar o governo italiano. 
As regras relativas ao resgate (interno e externo) de bancos poderão vir a ser aplicadas em força no próximo ano, em todo o lado, não apenas na Itália.