domingo, 23 de julho de 2017

ONDE ESTÁ O VERDADEIRO PODER, NOS EUA?

The Reign of Propaganda

Para evitar o holocausto nuclear, o mundo tem de deixar de estar hipnotizado, sujeito a lavagem ao cérebro pela média ocidental.


Ela própria é propriedade e agente directa dos grandes interesses que estão realmente a governar o mundo, por detrás da cena. Não, não se trata de mais uma «teoria da conspiração»! Não se pode realmente compreender nada do que se passa, se tomarmos como certo e seguro tudo o que os governos e a média regurgitam diariamente como «verdades», para consumo das massas.
Infelizmente, as pessoas estão inconscientes da manipulação. Esta só pode ter efeito, se as massas estiverem completamente inconscientes de que são manipuladas, nos seus sentimentos, nas suas opções, nas suas escolhas... É condição para a manipulação existir e continuar.
Outra condição, é a enorme catadupa de futilidades, de falsas notícias, de intrigas e coscuvilhices das «stars», satisfazendo a humana mas vã curiosidade das pessoas pela vida privada das celebridades. Esta catadupa implica que a mente das pessoas é constantemente distraída, desviada dos assuntos com real impacto nas suas vidas, desviada de se interessar por aquilo que verdadeiramente importa. A ignorância gera a indiferença, a qual, por sua vez, gera a impotência.
Outra tática que resulta é o efeito de familiaridade, que joga ao nível das estruturas profundas: um tipo que brinca, que goza com a sua própria imagem, «não pode ser mau tipo»... todos conhecemos as palhaçadas do Obama, por exemplo. É assim que se tornam «próximos», é assim que os vemos, como nossos conhecidos, vizinhos,  colegas... Este truque, ou ilusão de estarmos próximos destes personagens, de que temos uma certa intimidade com eles, induz as pessoas, não apenas a aceitar, mas a amar quem esteja no poder.  


A segunda coisa que o mundo tem de compreender, para evitar o holocausto nuclear, é de que não é uma estrutura simples e visível, a pirâmide do poder em Washington.

O poder político do presidente dos EUA esteve sempre fortemente condicionado pelo chamado «Estado profundo». Uma medida, seja ela qual for, para ser implementada (ou não), não depende em exclusivo da vontade presidencial ou do Congresso, mas da boa ou má vontade, daquilo que for compreendido como «o interesse nacional» pelos milhares de altos funcionários não-eleitos, da CIA e do Pentágono, até às múltiplas agências do Governo Federal.
Tem sido muito revelador, neste contexto, o que se tem passado desde a eleição de Donald Trump como presidente dos EUA. Tem havido uma guerra surda contra ele, do «Estado profundo», fazendo obstáculo e distorcendo todos os aspectos da sua política. O objectivo - mais ou menos confesso - é o do seu derrube, porque ele não está de alma e coração alinhado e cúmplice com os interesses da «elite» política que tem dirigido os destinos do país mais poderoso do planeta.
Por sua vez, esta mesma «elite» política e mediática é serventuária da «elite» das corporações. Aquela é beneficiada pela generosa contribuição dos lóbis constituídos pelos grandes interesses corporativos. São eles que determinam se um político é eleito ou não. Muito antes de se contarem os votos, contam-se os (milhões de) dólares. É quase certo que, quem conseguiu arrecadar a maior quantidade de dólares em fundos de campanha, será o candidato eleito.


Se não tivermos em conta este conjunto complexo e obscuro de relações, formando uma teia inextricável, não conseguiremos contextualizar as notícias da media, ignorando tudo do jogo que se desenrola por detrás do pano de cena.
Mas podemos deixar instantaneamente de ser manipulados, se compreendermos processos dessa manipulação.