sexta-feira, 2 de junho de 2017

EXERCÍCIOS ESPIRITUAIS - 12

[Do livro «Exercícios Espirituais, 1985, Ed. MIC (Estoril)]

EXERCÍCIOS ESPIRITUAIS

1-      Encontrar o ponto de equilíbrio entre um rosto e uma paisagem. Depois, fechar os olhos e desenhar esse conjunto, até ao detalhe. Recomeçar tantas vezes quantas as necessárias para que a imagem real se sobreponha à imagem mental.

2-      Fechar os olhos em posição horizontal, relaxada. Sentir a pressão de um dedo em diversas zonas do corpo, sem fazer um único gesto. Quando se atinge um estado em que a sensação imaginada parece física, recomeçar mas – desta vez - usando o dedo para confirmar o realismo das sensações corporais.

3-      Em condições de completa relaxação física, deixar os pensamentos fluir livres pela mente. Captar um desses pensamentos, concretizá-lo sob forma de uma frase, modulando em seguida a sua expressão do modo mais variado possível, dando diversos matizes à mesma ideia; por fim, relembrar todas as formulações encontradas e transcrevê-las. O mesmo se pode fazer com uma frase musical.

4-      Ler as horas, os minutos e os segundos num relógio (silencioso). Imaginar que se está a visualizar a progressão do tempo sem olhar o relógio. Após ter decorrido um tempo avaliado em X (10 minutos, por exemplo), ler de novo as horas e comparar o intervalo de tempo decorrido com a estimativa mental.

5-      Com as pálpebras cerradas, mas sem contração, mover os glóbulos oculares circularmente, de harmonia com o ritmo respiratório.

6-      Em posição horizontal, descontraída, olhos fechados, sentir o peso das diversas partes do corpo até todo ele parecer muito pesado.

7-      Num estado de total vazio interior, imaginar uma esfera branca, lisa, sobre um fundo branco; não existem sombras nítidas visto que a esfera não se encontra em frente de nenhum plano sólido. Imaginar a diminuição da esfera até ao limite de visibilidade, ou seja, até à sua transformação em ponto.

8-      Após audição atenta de uma obra musical, tentar ouvi-la mentalmente do princípio ao fim.

9-      Refazer pela imaginação um trajeto habitual, por exemplo, entre casa e o trabalho, supondo que se utiliza o meio de locomoção do costume e de molde que as imagens surjam na sequência idêntica às do percurso real.