terça-feira, 31 de janeiro de 2017

QUANDO A ESQUERDA É PARTE DO PROBLEMA


O QUE CARACTERIZA A EVOLUÇÃO/CAPITULAÇÃO DA ESQUERDA NESTE SÉCULO É A SUA TOTAL RENDIÇÃO À POLÍTICA IDENTITÁRIA E TER DESERTADO O TERRENO DAS LUTAS DE CLASSE.

ABAIXO, PONTOS DE VISTA CONVERGENTES SOBRE A ESQUERDA PELOS AUTORES  Iman Safi e Paul Craig Roberts

«To say that the Western “left” merged into the establishment would be an understatement. If anything, it underpinned the establishment’s position by setting itself up as one of its corner stones. In more ways than one, the “left” in the West did not only merge into the so-called “Imperial Empire” it was meant stand up against, but also became its face and organ. It was no longer a force for the kind of change that was initially promised and expected, and thus has inadvertently lost its stature and very definition of being “left”.» (Iman Safi)


«The liberal/progressive/left is demonstrating a mindless hatred of the American people and the President that the people chose. This mindless hatred can achieve nothing but the discrediting of an alternative voice and the opening of the future to the least attractive elements of the right-wing.» (Paul Craig Roberts)



A cegueira da «esquerda» em relação aos crimes de guerra e contra a humanidade de Obama e seus antecessores, o embarcar em campanhas de ódio e de deslegitimação do novo presidente dos EUA; no caso da Europa, a intervenção criminosa na guerra imperialista de agressão contra a Líbia e o apoio a terroristas apelidados de «rebeldes» na Síria... depois vertendo lágrimas de crocodilo sobre os refugiados. 
A esquerda está completamente desautorizada. Não tem nenhuma legitimidade moral (aqui, ou do outro lado do Atlântico) para falar de defesa dos direitos humanos. 
A sua política é vesga; o seu pacifismo é vesgo; a sua preocupação humanitária é vesga. 
A esquerda está a entregar o «palco político» à direita, conservadora, xenófoba, nalguns casos fascizante, porque as pessoas encontram nesta mais bom senso e uma defesa dos seus interesses. 
A política identitária substituiu-se completamente à política de classe. A direita não se tornou mais inteligente e mais populista; a esquerda é que se tornou mais estúpida e mais elitista.