sexta-feira, 13 de maio de 2016

SONHO 1: «Impromptu» em Lá bemol maior, Op.90 D.899, nº4 de Schubert


[O impromptu, como o nome o indica é, na origem, um improviso. Estes improvisos transcritos de Schubert têm o dom de, magicamente, nos restituir a atmosfera dos serões vienenses.
Não sei se este é o impromptu que melhor faz vibrar a corda sensível dos outros. Mas, certamente no que toca á minha pessoa, quando o oiço, é impossível não começar a sonhar acordado:]
- Sonho que estou sentado à lareira de uma casa burguesa, está uma primavera fria - neva lá fora. Uma jovem está ao piano, de costas para mim, com um xaile de lã axadrezada e executa com nonchalance este impromptu.

O professor, um jovem com uma casaca escura e gravata branca, de pé no lado esquerdo da executante, ligeiramente inclinado, segue a interpretação lendo a partitura, uma mão pronta, ao canto da mesma, para virar a página.